♚ II - 20 ♛

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PV: Sofia

Sem sonhos acordo sorridente. Um sono sem sonhos era o que precisava depois da canseira do dia de ontem.

A Flavinha capotou depois do banho e dorme até agora. São quase 5 da manhã, faz sentido acordar tão cedo, fui dormir as 6 da tarde.

De barriga pra cima encaro o teto e as paredes brancas. O quarto não é tão espaçoso quanto o que dormi na noite anterior, mas é confortável.

Todo branco, possui apenas uma cama de casal e um guarda roupa. Mostra que o quarto foi feito para hospedes, mas que não foi usado desde então.

A casa possui três quartos, uma cozinha-sala e apenas um banheiro. A porta do meu quarto dá para a cozinha, e os outros dois dá para a sala.

O banheiro também fica na cozinha, sua porta é colada com a do quarto que durmo. O que se torna bom, não vou precisar andar a casa inteira pra chegar nele.

Levanto, pego uma toalha e a escova e, sem me preocupar com o que estou vestido, abro a porta do quarto e sigo para o banheiro.

Abro a porta dele e, ao tentar fecha-la, noto que não há tranca. Fico preocupada, mas logo noto um cesto para colocar roupa próximo a pia.

Está um pouco cheio, pesado, e acaba servindo como um aviso para quem tentar abrir, mesmo achando que a única pessoa que poderia entrar deve estar dormindo feito pedra.

Escovo os dentes encarando o espelho, estou vermelha como um pimentão e um pouco ardida em alguns locais. Mas sorriu quando percebo a marca do biquíni no pescoço.

Fazia tanto tempo que não via o mar, a areia branca e não tinha o vento salgado batendo no rosto. Tudo que vier de dor vai ser compensado com a lembrança da alegria da minha filhota.

Ela agiu como uma criança normal, tomou banho, riu, enfiou os pés na areia e o mais importante, ela fez uma amiga. Graças ao Conan, que a encorajou.

Conan... Ele foi um bom amigo, está sendo um bom amigo. Não é qualquer um que trás uma mulher pra sua casa, com uma bagagem completa, só por ter um coração bom.

Que vai pagar tudo pra elas e não esperar nada em troca. Espero mesmo que ele não queira nada em troca além do dinheiro que tudo custou. Não importa o que eu faça, o dinheiro eu iria dar um jeito de conseguir.

Coloco a escova num canto da pia e tiro a roupa, um banho frio pra acordar e relaxar a pele quente.

Depois de terminar, me enrolo na toalha que trouxe e jogo a roupa no cesto, mais tarde a tiro e lavo. Não vou esquecer. Pego a escova e vou retirar o cesto. Abro a porta.

Antes de sair do banheiro, sem perceber, me choco com uma parede de músculos firmes. Vou pra trás com o impacto, mas antes que caia, mãos seguram a minha cintura e me puxam me colando a si.

Minhas mãos pressionam seu peito nu, um corpo suado e quente. Com a respiração acelerada desço os olhos para a minha mão que precionam aquela pele não estranha.

No hospital, apenas o seu rosto estava de fora, mas a sensação que me trazia ao toca-lo era a mesma. 

Sem entender porque, escorrego a mão do seu peito para a sua barriga com relevos, aquilo me atraí e fico descendo os dedos devagar por cada subida e descida. 

Vejo o quanto sua barriga desce e sobe rapidamente, mas não consigo raciocinar quando a minha pele deseja sentir aquilo.

Não penso em nada além daquela pele, desço as ondas e chego na parte lisa. Ela vai diretamente em V para além do cós do calção. Paro, passo o polegar sobre alguns pelos que surgem ali.

Salva Pelo Traficante (Livro 2 - Versão Original)Onde histórias criam vida. Descubra agora