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"Fazer o que amamos não é fazer, é se amar."

— Maya Abigail Kavill.

Música do capítulo:

Count on me, Bruno Mars.

Josh 🏈

Saímos do prédio e descemos as escadas. O meu advogado conversa com o seu Jorge sobre o fim do processo, e escuto tudo com um sorriso resistente nos lábios.

Paramos no meio da escada com a iniciativa do doutor Robinson, que põe a mão em meu ombro. Ele me encara com uma expressão de que sabe que fez um ótimo trabalho dentro do tribunal.

— Tudo acabou, senhor Kavill. Quero te pedir desculpas pelo o que te pedi para fazer, eu apenas não queria ver o meu cliente sendo preso em definitivo.

Abraço ele, dando tapas em suas costas.

— O senhor fez um trabalho ótimo, doutor Robinson. Muito obrigado!

Meu pai passa para o meu lado. Me olha sorrindo e encara o advogado.

— Agora eu quero te agradecer por fazer com que o juíz liberasse uma sala especial para a Stella testemunhar sem o Leonardo presente. Sei que isso não é fácil de se obter.

Ele balança a cabeça.

— Aceito, mas não precisava. — Ele vira a cabeça para trás e olha para Stella, que está conversando com a tia e com a mãe. — Eu também sou humano e tenho uma filha da idade dela.

Olho para o meu pai. Nós dois sabemos exatamente o que ele quis dizer. Respiro fundo e olho para o chão por alguns segundos.

— Bom... — O senhor Robinson me tira de meus pensamentos. — É provável que o Leonardo saia do hospital dentre dez dias, o suficiente para eu reunir provas e colocá-lo na cadeia sem abrir espaço para reconsideração do juíz ou para o cumprimento da prisão em regime aberto.

— Ele tem um histórico manchado, não vai ser difícil — meu pai completa.

— Será fácil para nós e difícil para ele, pode acreditar. — Damos risadas discretas, concordando. Ele ergue a mão e eu o cumprimento. — Parabéns pela sua absolvição.

Antes de descer os últimos degraus, o novo advogado de Stella cumprimenta ela de longe e se distancia do tribunal. Seu Jorge se limita em me dar um sorriso que diz: "Deu tudo certo."

Eu estava confiante que eu iria ser absolvido, tudo já me parecia ganho porque eu tinha o melhor advogado cuidando do meu caso e o meu pai me dando apoio moral para que eu continuasse firme.

As palavras que o seu Jorge e a Madá me disseram antes de começar, foram essenciais para mim o suficiente para eu ficar tranquilo e aguentar a presença daquele cara.

Ele estava na minha frente na cadeira da vítima enquanto eu estava sentado como réu. Aquele foi o momento em que eu percebi que, infelizmente, neste mundo às vezes os papéis se invertem. Algumas pessoas usam as algemas que eram destinadas para prender a falta de integridade e caráter de outras pessoas.

Isso me deixa frustrado, mas não é algo que eu possa mudar com uma conversa ou em dez minutos de apenas um round.

Respiro fundo.

Os sorrisos e risadas de Stella a respeito de alguma conversa com a mãe e a tia, me fazem ter a certeza de que o doutor Robinson fez um trabalho excelente ao conseguir que ela fizesse a sua testemunha sem ter que olhar para aquele cara.

Te Irrito porque te AmoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora