“Um acidente às vezes são palavras ditas na hora errada.”
Stella ❤️
Desde sempre, fui apaixonada por livros. Por mais que eu não acreditava em romances na vida real, a ficção era uma exceção que eu dedicava um tempo enorme.
A porta do meu quarto fechada, de banho tomado e com moletom, era o meu melhor final de semana. Meu pai havia montado uma estante que facilmente seria casa de mais de cem livros. Eu ainda precisava ler os que ganhava de presente, então não conseguia entregar todas as chaves.
Tem pessoas que se escondem em festas, onde tem globos de luzes piscando, uísques e outras pessoas. Cada um escolhe o melhor que acha para se livrar do mundo real. Não julgo as formas em que essas pessoas usam, afinal, só quem vive presa a algo sabe como é a sensação.
Os livros para mim sempre foram além do que tempo de qualidade comigo mesma. Era algo em que eu precisava me assegurar. O mundo fictício era a única forma de eu esquecer o presente, já que a única certeza do meu futuro era que ele estava se fugindo por meus dedos.
Não era nada fácil quando a história do livro em que eu estava lendo, chegava ao fim. Ter que me despedir dos personagens que me deram companhia, que escutaram meu choro, minhas risadas e todas as emoções durante o tempo de leitura, acabava comigo e era como se eu estivesse ficando cada vez mais sozinha. Já havia perdido o meu pai e a certeza de que nunca mais queria ganhar livros de presente.
Em meio ao luto, houve uma vez em que eu decidi, me debruçando em lágrimas, que iria escrever o meu próprio livro. Não tinha nada de feliz e interessante para colocar nele, mas não tem ninguém melhor para contar a nossa história do que nós mesmos.
Por mais que ele não tenha sido de fato escrito, tudo o que eu havia passado ficava registrado em uma parte do meu cérebro. Alguns dos personagens não eram muito legais, outros maravilhosos. Foi um plot para mim quando, no meio de algo horrível, aquela queda da sacada deu início a coisas incríveis. Voltei ao passado e escrevi tudo. Tudo. Desde quando conheci Josh na arquibancada, e... até hoje.
Ao contrário da minha eu de treze anos, hoje eu não tenho mais aversão a finais de livros. Se chegou ao fim, significa que a história foi feita e está completa. Hoje eu sei que coisas ruins acontecem nos melhores romances. O que determina tudo é como os personagens vão se desenvolver. Não é como se fosse esquecer o que passou, mas sim não deixar que tudo se torne a sua personalidade.
A sensação de estar terminando um livro, o meu livro, não é desastroso e sim reconfortante. Estou bem, como nunca antes. Tá legal, sei que ainda há coisas para resolver e que podem mudar completamente o rumo da minha vida. Mas estou aqui, disposta a encarar tudo de frente para ter a melhor foto na minha biografia. Será uma missão cumprida. Afinal, vou estar batendo de frente com muitas coisas e pretendo tirar nota máxima.
Não são capas ou super poderes que te torna um super-herói. São as batalhas que teve que lutar, para conseguir salvar o seu próprio eu.
— Muito obrigada!
Agradeço a tia Hannah por ter me falado onde Marco está. Conserto a mochila nas costas e ando em direção à cozinha. Abro as portas.
— Stella...
Jogo a mochila no chão. Marco pega um pano e dá passos para sair detrás do balcão.
— Advinha! — Ele levanta as sobrancelhas, provável de que entendeu o que eu quis dizer. — O doutor Robison encontrou mais provas e há chances de que não aceitem fiança!
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Te Irrito porque te Amo
Romansa⚠️ALERTA DE CLICHÊ ⚠️ O casal mais fofo do Wattpad. O bad boy mais fofo do Wattpad. Dois jovens, uma única história. Stella: Uma adolescente marrenta, que não gosta nada da idéia de sua mãe se casar de novo, e com o seu padrinho. E para piorar, ela...
