Megan Hayes é uma colegial como qualquer outra, ao menos era o que pensava.
Para concluir o último ano e se ver livre da escola é preciso participar de um estágio obrigatório. Por azar ela acaba sendo enviada a NSTA - uma agencia de talentos. O pro...
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- Megan Hayes. Dormindo outra vez? – Perguntou a professora, arrancando-me de meu cochilo habitual das primeiras aulas.
Está certo que não poderia dormir em meio a uma explicação, é uma tremenda falta de respeito, acredite, eu sei, sou uma pessoa educada o suficiente para entender isso. Mas todos, até mesmo o Big Bob, dormiam na aula dela, e justamente quando eu penso em tirar um cochilo já sou acordada com mil armas apontadas para mim.
Qual é, eu deveria ter um desconto, afinal, a minha rotina era bem mais cansativa que qualquer outro daqui.
A verdade é que eu era a única da minha sala que o maior dos problemas não se resumia a conseguir beijar alguém na festa da próxima sexta, ou decidir qual dieta fazer até o final do ano para perder dois ou três quilos para ficar bem no vestido da formatura. Se bem que nem a certeza tinha se iria de fato passar de ano na escola, quem dirá ter tempo para me preocupar com quem me levaria ao baile.
- Dormindo? – Esboço um sorriso tosco e sem graça. – Não! Claro que não. Eu estava... – Pigarreio, devolvendo o cabelo para trás da minha orelha apenas para ter a certeza que tudo estava no devido lugar. – Hãã... com a cabeça apoiada na mesa... testando. Essas mesas novas realmente são de um ótimo material.
Sorrio, enquanto disfarçadamente (admito que não tanto assim) limpo um pouco de saliva que tinha escorrido no canto da minha boca.
Não demoro muito para detectar risadinhas das líderes de torcida, não que elas fossem de fato líderes de torcida, mas se aqui no colégio tivéssemos esses clichês norte-americanos elas definitivamente seriam como aquelas malvadas dos filmes, só que um pouco mais insensíveis e muito, muito mais debochadas.
Elas eram lideradas pela "Abelha Rainha Oxigenada", ou como todos as pessoas normais a conheciam: R e g i n a C l a r k.
Abelha Rainha Oxigenada era apenas como eu e Willa havíamos decidido chamá-la quando estávamos a sós. Tudo isso porque há alguns meses descobrimos que Regina Clark não era loira natural, não que tínhamos algo contra isso, quero dizer: Hello, estamos no século XXI!!
Vivemos numa sociedade em quem não fez um botox ou uma lipoaspiração mal pode ser considerada gente normal, pelo menos é isso o que as revistas de fofocas pregam as suas leitoras, o que definitivamente não é o meu caso. Estava bem longe de ser.
Contudo, ao que tudo indica Regina Clark não pensava assim. Digamos que ela tem um pensamento um pouco mais retrógrado, e que deve ter passado a maior parte da infância numa intensa lavagem cerebral assistindo Patricinhas de Bervely Hills e Meninas Malvadas, já que por todos esses anos a sua ideia de popularidade estava diretamente relacionada a ter um cabelo louro natural.