06.

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-Sim. -Eu e a Liara respondemos ao mesmo tempo e o Caíque se assutou, não sei se pela coincidência ou pela própria revelação.

-Será um longo ano. -Foi pela revelação, afinal.

-E se quiser entrar para o time de basquete se prepara, o rei dos malas estará lá.

-O meu querido meio irmão? -A Liara riu.

-Ah, ele não chega nem aos pés do Bernardo.

-Tem como alguém ser mais idiota que o Giovanne?

-Espere e verá. -O sinal tocou e nem sinal do Bernardo e seus amigos, o que eu achei maravilhosamente maravilhoso.



Infelizmente, não tivemos tanta sorte na quarta e todos eles foram para as aulas.

-Mas professor, por que não podemos escolher com quem queremos fazer o trabalho? -O Bernardo questionou o professor após ele passar um trabalho para ser entregue no final do período o qual ele escolheu os grupos. E bom, para quem está pensando no clichê master, não! Eles não nos colocaram juntos e amém por isso.

-Porque quero que se aproximem de pessoas que nunca tiveram contato antes. -Ele foi paciente na resposta.

-Mas eu não quero me aproximar desse povo, eles estragam a minha imagem. -Ele abriu um sorriso como quem estivesse arrasando. -Eu quero é ficar mais perto dessas gracinhas aqui. -Meu deus... Nada a declarar.

-E de mim, o Giovanni falou.

-Vocês podem ficar próximos no intervalo e nas festinhas que dão. -Dessa vez não deu brecha para contra-argumentos.

-Mas... -Mesmo assim o Bernardo tinha que tentar.

-Chega, Bernardo. -Ele murmurou algo para os amigos e sabia que boa coisa não sairia dali. Ele não deixaria barato. 



A sexta-feira chegou mais rápido do que eu queria. Eu mal podia ver a hora desse dia acabar. Não queria precisar trabalhar na festa onde vai estar metade da minha escola, mesmo eu não ligando para muita coisa, achava isso um pouco humilhante. Não por ter que trabalhar, mas por eu saber que o Bernardo vai fazer esse trabalho ser humilhante.

-Podemos ir à praia amanhã? -O Caíque perguntou enquanto esperávamos a hora de sair da última aula. O professor já tinha acabado a aula, mas se recusou a nos liberar um pouco mais cedo.

-Posso levar meu irmão? -Ele assentiu. -Então sim.

-Ei, Anne. -A Liara desviou atenção do celular para mim -Posso dormir na sua casa hoje?

Ela nunca se importou com o fato de eu não ser rica com a maioria dos seus outros amigos e conhecidos. Ela não é daquelas que te julga pela marca das suas roupas ou pelo tamanho da sua casa. Pelo contrário, é super humilde e adora ficar lá em casa.

Assenti.

-Que horas vai chegar na casa do Bernardo hoje? -O Caíque quis saber.

-Umas oito. -O sinal tocou e todo mundo glorificou. Não tinha nada pior que ficar em uma sala sem ter o que fazer só porque o professor que respeitar o sinal.

Saímos da sala e durante a caminhada até a saída, o Bernardo me chamou.

-Anne! -Às vezes esqueço que ele sabe o meu nome. -Depois de pegar o pentelho do seu irmão, vai direto para minha casa. Falei com minha mãe e ela vai te pagar mais para trabalhar na minha pré festa. -Ele deu um sorriso assustador. -Só para os mais chegados.

-Eu não posso... -Quem ficaria com o Cae?

-Ou você vai ou eu peço carinhosamente para sua mãe ter que trabalhar até mais tarde e vocês não ganham nem uma notinha a mais. -Odeio quando ele me chantageia.

-A sua mãe não toparia isso.

-Ela não estar em casa, sua mamãe vai responder a mim. -Ele falou com ar de superioridade.



Meus amores, 

Queria muito agradecer a todas que já deixaram comentários na história, saibam que é por causa de vocês que eu não desisto de escrever ♥

Continuem comentando bastante!!! Quero saber o que estão achando da Anne e dos amigos dela? E do Bernardo? Já sentem ranço ou amor por ele? 

Beijinhos

De repente tudo mudouOnde histórias criam vida. Descubra agora