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A caminhada até a praça não foi longa. O Cae queria sair correndo na frente, mas quando ele percebeu que o Bernardo não conseguia acompanhar, ele andou um pouquinho (e eu disse um pouquinho) mais devagar. 

-Eu preciso sentar. -O Bernardo falou assim que passamos da porta da soverteria. 

Meu irmão já estava com um potinho na mão, só me esperando para colocar para ele. O Bernardo sentou na primeira cadeira que achou pela frente.

-Você está bem? -Perguntei preocupada.

-Só um pouco cansado. 

-Desculpa ter feito você andar tanto. 

-Não é longe, só que o seu irmão corre um pouquinho. -Ele fez um sinal com a mão e eu sorri. -Vai lá com ele, eu estou bem. 

Assenti e fui ajudar o meu irmão. Ele pegou diversos sabores de sorvete e colocou apenas jujuba em cima. Pesamos o sorvete dele e ele foi sentar junto com o Bernardo. 

-Você quer que eu pegue para você? -Perguntei analisando o estado do Bernardo. 

-Não precisa. -Ele levantou. -Eu consigo. 

Deixei meu irmão sentado e fui pegar o meu sorvete, mas deixei o Bernardo ir na frente. Assim que terminamos, fomos sentar com o Cae. 

-Será que na volta a gente pode andar um pouco mais devagar? -Ele perguntou olhando para o meu irmão que, por sua vez, riu. 

-Por que você não falou nada? -Perguntei.

-Porque ele estava tão fofo correndo para tomar sorvete. -Revirei os olhos.

-Você não pode se esforçar tanto, Bernardo. -Fui incisiva. 

-Está preocupada comigo? -Ele perguntou rindo e eu enrijeci. 

O Cae me olhou por um segundo, antes de voltar a sua atenção para a explosão de açúcar que ele estava comendo. 

-É claro que sim, Bernardo. Eu não quero você caindo no meio da rua. 

-Prometo tomar cuidado da próxima vez. 

-Tenho certeza que seus médicos e a sua mãe vão ficar felizes com essa notícia. 

-Está gostoso? -O Bernardo perguntou fazendo um joinha para o meu irmão.

Ele respondeu com um joinha. 

-Ei Cae. -O meu irmão olhou para ele. -Eu sei que eu fui um babaca com você... -Ele me olhou. -Ele sabe o que é uma pessoa babaca?

-Sabe muito bem. Eu e a Liara xingávamos vocês na frente dele, de vez em quando.

-Justo. -Ele deu de ombros e voltou a olhar para o Cae. -Eu sei que eu fui um babaca com você e gostaria de pedir desculpas. -Ele estendeu a mão. -Desculpa?

O Cae ficou intercalando o olhar entre a mão do Bernardo, os olhos do Bernardo e os meus. Quando ele cansou daquele movimento repetitivo, ele pegou a colher e voltou a comer o sorvete. 

O Bernardo ficou sem graça e encolheu a mão. 

-Nunca mexa com a irmã de alguém. -O Bernardo falou baixo. 

Admito que fiquei com um pouco de pena dele, pois ele está se esforçando. Mas eu não tinha o que fazer. Não brigaria com o meu irmão para ser simpático com alguém que ele não gosta, no máximo eu o faço respeitar e isso ele está fazendo. 

Coloquei a mão em cima de seu braço para acalmá-lo e senti um choque percorrer pelo meu corpo. Tirei a mão. 

O Bernardo me olhou e depois olhou para o seu braço, sorrindo. 

-Então, como sua mãe está? -Puxei algum assunto qualquer. -Empolgada com o restaurante?

O Bernardo respondeu, dando início a uma conversa casual.


Meus amorees, boa noite!

E ai? O que vocês estão achando?

Eu tenho uma perguntinha.... 

Ainda tenho muitas ideias para a vida da Anne e do Bê e gostaria de saber se vocês leriam uma possível 2ª temporada? 

Beijinhos! 


De repente tudo mudouOnde histórias criam vida. Descubra agora