02.

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-Eu não acredito que estamos juntas! -A Liara gritou assim que me viu, atraindo alguns olhares. Eu também estava muito feliz, mas não faria um escândalo desse para atrair tantos olhares. 

Nos abraçamos como se não nos víssemos há um século, sendo que passamos a maior parte das férias juntas, brincando com o meu irmão e curtindo a piscina dos Soares, enquanto eles estavam viajando. A Liara é cheia da grana também, mas não é do tipo que liga muito para isso e sei que ela trocaria toda sua fortuna por mais atenção dos pais dela. 

-Eu não aguentaria o mala do Bernardo sozinha. -Falei rindo.

-Viraria o mundo de cabeça para baixo, mas não deixaria isso acontecer... -Ela desfez o abraço e olhou por cima do meu ombro. -Falando no diabo. -Ela revirou os olhos.

Eu não me virei para olhá-lo, mas pude ouvir a aproximação do seu grupinho, sempre fazendo muito barulho, arrancando suspiros e sussurros de admiradoras e admiradores. 

-Olha se não é a menina que mora de favor e sua amiga rica gata. -O Givanne, melhor amigo mala do mala, falou arrancando risada de dos seus amigos. 

-Olha se não é um idiota e sua tropa de idiotas. -A Liara respondeu me puxando para irmos embora e eu a acompanhei com o maior prazer.

-Não adianta fugir, meu benzinho, somos da mesma sala. -Ele gritou enquanto caminhávamos para nossa sala.

-Benzinho? -Fiz cara de nojo a olhando. -Como pôde ficar com esse garoto? -Ela me olhou, me recriminando por lembrá-la daquilo.

-Cachaça, Vodka, cerveja, energético e licor. Tudo isso em grande quantidade e misturado. 

-Não passou mal? -Eu não sou muito de ir à festas, não porque não quero, mas por ter que ficar com o meu irmão enquanto meus pais trabalham. Contudo, quando rola uma oportunidade eu vou.

-Passei, infelizmente, depois de beijar aquele nojo de ser humano. -Entramos na sala e demos de cara com um aluno novo. Ele era bonito, tinha pele preta e os olhos castanhos, com um cabelo com tranças. -Podemos convertê-lo ao lado bom da força antes que ele seja puxado para o lado negro. -A Liara gosta de fazer referência a filmes, às vezes eu entendo, mas na maior parte do tempo eu ignoro. 

Concordei e fomos sentar perto dele. 

-Olá. Podemos sentar? -Perguntei amigavelmente e ele assentiu sorrindo para nós. 

-Como se chama? -A Liara perguntou, claramente interessada nele. Quando eu crescer quero ter a autoconfiança da Liara que não fica nem um pouco nervosa perto de um garoto que achou gatinho ou que quer ficar. 

-Caíque e vocês? -Ele sorriu e olhou para a Liara.

-Anne. -Falei.

-Liara. -Ela disse. -Então, Caíque, por que mudou de escola no último ano? 

-Minha madrasta decidiu que queria morar aqui, tivemos que nos mudar. -Ele revirou os olhos. 

-Vai gosta daqui. -Os meninos entraram na sala fazendo o maior barulho. -Bom, não de tudo, mas a escola até que é legal. 

Ele riu.

-Podem me mostrar a escola no intervalo?

-Claro. -A Liara respondeu.

-Você gosta de algum esporte ou artes? -Perguntei. -A escola dispõe de vários esportes e aulas de instrumentos e teatro caso tenha interesse. 

-Eu gosto de basquete... Vocês fazem alguma coisa?

-Eu danço. -A Liara falou. 

-Eu não tenho tempo. -Dei de ombros. -Temos uma boa equipe de basquete, alguns pés no saco no time, mas jogam bem. 

-Aqueles pés no saco? -Ele riu olhando-os de rabo de olho.

-Esses mesmo. 

-O Giovanne é filho da minha madrasta. 

-Sinto muito. -Eu e a Liara falamos ao mesmo tempo. 

-Vem sentar com a gente, irmãozinho! Larga essas duas perdedoras ai. 

-Obrigado. -Ele sussurrou para nós e se virou para o Giovanne. -Já passamos tempo demais juntos, não acha? Preciso de um pouco de espaço.

Os amigos do Giovanne o zoaram pelo fora e ele ficou irritado. 

-Um estalo de dedos e você e o babaca do seu pai voltam para São Paulo. 

-Por favor, manda eu e o babaca do meu pai de volta só assim eu não tenho que olhar para sua cara de merda. -Ele ficou irritado pela forma que o Giovanne se referiu ao seu pais, mas não é para menos, quem não ficaria?

O Giovanne levantou e veio até nós arrastando as cadeiras que estavam em seu caminho. Uma menina, a Fabiana, veio atrás dele, preocupada. 

-Me chamou de que? -Ele olhou com ar de superior para o Caíque. 

-Cara de merda. -O Giovanne fez menção que ia bater nele, mas a Fabiana, que era muito boa em artes marciais, segurou o seu braço quando sua mãe já estava bem perto do rosto do Caíque.

-Você não sabe com quem está mexendo. -Ele soltou o braço.

-Só me deixa em paz. -O Caíque falou e a Fabiana puxou o Giovanne para voltar aos amigos.

-Isso não vai ficar assim. -Ele falou caminhando para trás. 

-Ai meu Deus, eu preciso ser sua amiga. -A Liara disse animada e nos fez rir. 

-Se vocês não forem tão babacas quanto eles, eu aceito. 

-Já estou amando essa amizade. -Falei e o sinal tocou, dando início ao ano letivo. 


Olá, esses foram os dois primeiros capítulos da história da Anne (sem contar com o prólogo)!!!

Espero que gostem e se divirtam lendo, pois eu vou me divertir muito contando essa história!!! Estou louca para ouvir as opiniões e os comentários de vocês, AMO demais quando interagem comigo!!! 

Em falar em interação, se quiserem falar aqui quais são as expectativas de vocês e o que acham que vai acontecer, eu vou AMAR ouvir !!!

Beijinhos, até a próxima


De repente tudo mudouOnde histórias criam vida. Descubra agora