Capítulo Dez - A Companhia de um Mago

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(...)

– Agora escutem com atenção, pois direi questões importantes. – Sua voz intensa não mais tinha o tempero fortuno. Pigarreou posteriormente. – Escutem. É de extrema proibição quaisquer assistentes se ausentarem dos dias a percorrer. As inicializações são atitudes a serem analisadas em minúcia, e se no caso for de nossa aptidão, estará consigo o peso da responsabilidade pressuposta. Não deverá haver faltas ou indisciplina pueril. Almejamos total comprometimento inerente de sua capacidade, mas se no contrário acreditar não possuir capacidade necessária de suportar tais termos, solicito que se ausente imediatamente.

Ninguém movera um músculo.

– Muito bem. Acredito que para os maturados tais informações foram de fato desnecessárias, pois, ao que se sabe, entre nós há apenas um "incipiente" e que sua inicialização foi formidavelmente coincidida ao início da nossa Contenda. Não estou certo, Sr. Matteric?

Era uma pergunta retórica e todos souberam defini-la ao tom de voz.

– Espero apenas que tudo não seja mera coincidência. – Dissera em uma voz rouca. – Espera-se muito de todos e que tenham um ótimo dia.

Lentamente as pessoas dispersaram-se sucessivamente a uma salva de palmas. Typson, por um momento, tentara procurar o robusto homem de olhos verdes, mas o mesmo sumira entre os aglomerados e movimento.

O sobre-nível, por sua vez, emergiu e em seu lugar, espalhado por todo o recinto, iniciou um romper do solo rochoso e deste crescer blocos circulares de pedras que em geral assimilavam-se a uma mesa central e seis acentos ao seu redor. Ninguém demostrou surpresa com a façanha natural do local, diferente a Typson, do qual escondeu o espanto para si.

Razi, Anabell e Typson escolheram uma afastada mesa vazia, sentando-se assim nos três assentos de seis.

– Havia me esquecido de como esta pedra é desconfortável. – Queixou-se Ana aprumando-se no acento. – Realmente uma tortura para a minha...

– Com o tempo você se acostuma, Typson. – Interrompera Razi aparentemente feliz em sua posição. – Pelo santo Ser, fiquem quietos! Não estão sentados em um formigueiro.

Demoram um pouco para amoldassem-se, mas quanto o feito, depois de minutos a observar o aglomerado de jovens a conversar e rir na constituição de um perfeito alarido, Typson fizera uma pergunta a Razi, que por ele demorou a sair de seu transe curioso.

– Agora – Typson concentrou-se fitando seu amigo seriamente –, acredito que esteja mais que no tempo de você me explicar algumas coisas, não?

– Concordo. – Esclareceu Razi a olhar na Ana. – Contarei tudo que eu sei.

E fizera uma breve pausa capturando as palavras com seu olhar, pondo os cotovelos à mesa, a cruzar os dedos e com o polegar apoiar seu queixo pontudo.

– Do passado você sabe. Alfred construiu a Biblioteca e junto a Mathias, o Murro; enquanto Mathias a Torre e Albert a Abóbodala qual estamos sob seu teto agora mesmo. Albert, para sua informação, criou este lugar para o povo que morasse na Cidadela aprendesse a se defender em um aspecto da prática nas funções da pedra que ganhamos e carregamos conosco. Ele sabia que pessoas comuns não estariam aptas pelo que os esperariam do lado de fora, sendo que, uma hora ou outra, alguns deveriam sair da proteção que o muro e a Esfera propõem. E este lugar – disse batendo os pés no chão numa tática enfática –, segundo o guerreiro, era perfeito para a preparação e conscientização das pessoas, em especial, jovens ao passo da vida adulta.

– Mas, nos defendermos de quê? – Typson perguntou, respondendo-se posteriormente quase que de imediato. – Ah, sim...

– Sim... – Confirmou Razi. – Acredito que essa seja uma pergunta da qual não necessitará de minha resposta.

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora