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– Ana?
– Estou acordada.
A noite assomara-se as sombras. Ana, por sua vez, não descansara como queria. Ficara deitada ao longo do final do dia com os olhos fechados, esperando o momento ou, especificamente, o chamar de seu irmão. Ouvido a sua voz, erguera-se completamente desperta.
– Você não dorme? – Perguntara Typson.
– E alguma vez você dormiu? – Retrucara.
Diante à insistência de seu irmão, Ana rapidamente procurara vestimentas para o frio, vasculhando em seus pertences na busca de uma capa ou capote que esquecera em uma falsa lembrança infantil. Vestira um velho capote cinza. Calçara uma velha botina, onde o sistema de fixação funcionava por fivelas e cordas. Raptara a metade de um pão e alguns biscoitos, esses que Typson recusou enquanto caminhavam em direção ao ponto de encontro.
– Por que está com medo? – Perguntou Ana enquanto aproximava-se da rua de Razi. – Não estamos fazendo nada de errado.
– Eu não estou medo! Estou um pouco inquieto. – Rebatera Typson a um tom de ofensa. – Acho que errei em envolver vocês dois, ou três.
– Agora é tarde demais para isso, não acha?
– Talvez.
Razi juntara-se à dupla para após caminharem sobre o silêncio que perdurou sob a terra e o grande cristal da Abóbodala. Chegado ao ponto, nesse meio tempo, Typson se despedira engolido pela escuridão do túnel a sua escolha. Os dois jovens permaneceram sozinhos no assombro que a vivacidade inflige ante o ambiente; e mesmo no repouso das deambulantes almas, outrora ativas.
– Seu irmão é realmente persistente. – Comentara Razi a girar em seus calcanhares. – Imagino de quem ele herdou essa teimosia.
– Não foi herdada. Foi ensinada. – Flamejara Ana. – Não vejo como defeito. Não em meu irmão.
– Contudo, já em você... não posso dizer o mesmo.
– Fique calado e me siga. – Resmungara a caminhar a passos largos para o túnel onde bifurcava-se para os treinamentos.
– Melhor deixarmos esse por último. – Intervira Razi no caminhar de Ana.
– Por que eu faria isso? Temos que começar por algum lugar.
– Não há nada naquela direção. Lembra-se que a divisão foi feita pelos anciões? – Inclinara a cabeça para o lado. – Depois dos guerreiros? – Acrescentara.
Ana, por alguns instantes, paralisara-se na busca de um contra-argumento; ao constatar-se que não haveria, respirara a se perder em pensamento no que poderia fazer.
– Então, começaremos pelo segundo túnel e depois pelo terceiro e assim continuaremos...
– É tudo muito extenso. – Queixara-se Razi a fixar seu olhar no colosso à sua cabeça. – Demoraria quase todo o inverno na busca de algum sinal ou... seja o que for que procuramos.
– Você tem uma péssima mania que eu tinha quando criança. – Semicerrara Ana seus olhos amendoados. – Santa estrela, eu deveria ser muito irritante.
– Não tanto quando andar como dementes por uma construção que nem mesmo os próprios anciões conhecem o seu fim.
– Teria alguma outra sugestão maravilhosa?
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A Jornada de um Assistente e a Esfera da Lua
AdventureNada inicia-se sem uma perturbação. Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos? Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
