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Sentado por um tempo na varanda de sua casa ficou, lugar esse da mesma madrugada. Recordara o carinho de sua mãe e claramente do pesadelo que tivera. Estava assustado. Nunca sonhara daquela maneira, e ao ver sua mãe na varanda na mesma noite... estremecera-se.
Ao longe avistou um pássaro circular sobre a floresta. Mais ao longe, já olhando para baixo, Typson enxergara Ana a correr em sua direção. Não soube dizer o porquê, mas se recompusera. Tentara tirar sua cara de sono ao abrir de um sorriso honesto.
– Por que está sorrindo para mim, Typson? – Silvara em meio tom. – Estou sorrindo por acaso?
– Não seja tão chata. – Disse acompanhando-a. – Você é a pessoa mais chata que existe, sabia?
– Eu o suporto mais. Então, você é o mais chato.
– Eu não chego aos seus pés, Ana. Você nasceu assim, já eu aprendi o que sei com você.
– Ao menos lhe ensinei algo. – Riram. Gostavam de sorrir, especialmente juntos.
Estavam na varanda do Sr. Lucvan quando encontraram a porta entreaberta. Adentraram sem receio até encontrarem o homem cochilando em sua cadeira com as mãos cruzadas ao peito. Roncava baixinho. A clara intenção de Ana em acordá-lo fez com que Typson hesitasse.
– Deixe-o dormir. – Disse segurando o braço de sua amiga.
– Mas, e a história?
– Ele irá nos contar quando acordar, o que não deve demorar muito. – Typson olhou ao redor a ver a escultura outra vez coberta. Um alfinete de curiosidade o espetou.
Lá fora o sol já começava a declinar. O seu auge passara, carregando consigo o silêncio pós-refeição. Estava um clima amistoso, gostoso, especialmente no topo da grande árvore. As folhas chiavam com o mesmo vento que assobiava em seus ouvidos. Não subiram hoje, não para o topo do topo. Estavam dispostos em ficar um pouco embaixo, dentro da pequena casa, costume que raro faziam.
– Você não acha estranho termos uma casa na árvore e mal entrarmos nela? – Perguntara Ana em um tom de troça. Typson dera os ombros. – Acho que somos crianças estranhas, Typson.
– Você que é a estranha. – Retorquira com humor. – Acho que é um tipo de doença que você me passou.
– Idiota. – Dissera enquanto empurrava a porta com o ombro. Uma, duas tentativas... e nada.
– O que há, Ana? Não consegue abrir mais uma porta?
– Calado! – Grunhiu. – Ela... não se move? – Bufou. – Acho que está emperrada.
– Para você ver o quanto a usamos. Deixe-me tentar se...
– Não! Fique aí! Eu abro essa porta mesmo... – empurrara – ...que dure a tarde... – empurrara – ...inteira...
– Já posso ajudar? – Perguntara em um ar de tédio depois de alguns segundos.
– Quieto. Eu consigo. Devo pegar impulso. É só dar uns dois ou mesmo três passos para trás...
– Dê mais um passo e você cairá. – Alertara Typson.
– Eu sei o que estou fazendo. – Cortara. – Só mais um passo... – E correu contra porta, abrindo-a em um baque surdo.
Fato que Ana abrira a porta, mas não houvera resistência. Não estava tão emperrada como imaginado. Com a velocidade ganha, ela tropeçou no próprio pé, caindo de cara no chão de madeira, arrastada pelo seu próprio impulso, colidindo contra a parede da casa, que estremeceu.
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A Jornada de um Assistente e a Esfera da Lua
AdventureNada inicia-se sem uma perturbação. Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos? Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
