Nada inicia-se sem uma perturbação.
Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos?
Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
Entre a maciça escuridão, depois do curioso balcão irregular onde a pouco velhos homens repousavam, um pequeno corredor surgira. A luz imota alumbrava a superfície fosca das paredes; o chão e o suposto teto arqueado ganhavam uma película luminescente óssea onde entre o espaçamento de um paralelepípedo e outro a escuridão escondia-se na presença da luz transitória. Sombras estendiam-se disformes, achatadas e finas a deslizar pelo caminho percorrido. As pedras dos jovens eram a única cor descente que havia em ambiente.
O Sr. Alorry guiava-os a passos rápidos e atentos, instruindo-os com gestos qual caminho deveriam permanecer. Logo admirado foi pelos jovens que observavam a azáfama juvenil do velho ancião.
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– Nem pense em abrir essa porta, Benvenute. – Disse o velho homem sem se virar. Razi, em um suspiro de insatisfação, largou a maçaneta.
Continuaram caminhando sempre em linha reta, mas não tardou para que realizassem o primeiro desvio. Nisso, por curiosidade ou algo a mais, Typson retornou alguns passos pelo caminho que havia traçado, contornando a curva realizada, captando em mente o sentido da direção; mas, para seu espanto, o trecho a pouco percorrido não mais existia. Uma parede lacrava o caminho como se, por séculos, intocável. O mesmo batera na parede com o osso de seu dedo, confirmando de sua resistência. De uma coisa sabia: não voltaria pela mesma trajetória.
Outros corredores surgiram interligando-se com o principal, porém o velho Alorry continuou a caminhar convicto no mesmo corredor até encontrar uma porta em seu fim. A mesma, feita de madeira, possuía desenhos a ferro em alto-relevo do qual resvalava na superfície em movimentos espiralados, recordando o enraizamento de uma planta ao solo, raízes essas que nasciam folhas, figura a se estender por toda a porta. Não havia fechadura, puxador ou maçaneta. Em um único movimento, o ancião empurra-a para frente com sua mão livre, algo que não lhe exigiu muito esforço. De alguma forma Typson acreditou ver as folhas se remexerem.
Uma escadaria apareceu e, cautelosos, desceram até um espaço onde a luz não encontrava o teto ou as paredes. Mas o velho homem não pereceu se preocupar ao respirar fundo a suposta e estranha brisa que corriam pelos pés, gélida e fresca. Um ar mais leve enchia os pulmões com seu frio.
– Ah, chegamos! – Disse o ancião a apalpar em sua vestimenta em busca de algo, tempo esse que batera seu cajado no chão com tamanha força que o bordão continuou ereto e seu brilho intensificou-se revelando mais duas portas na nova ala retangular; à direita uma porta idêntica ao que acabara de ser aberta, e a frente uma fina porta lisa de topo arredondado
O velho aproximara-se da porta à sua frente apalpando sua vestimenta na busca de algum objeto. Da túnica branca fora retirada uma chave, essa que cintilou na escuridão em um brilho dourado. Typson não a enxergou, mas ouviu os rangidos do destrancar, que neste feito outro lance de escadas ascendia a outro recinto. Do ferrolho, o velho pegara sua chave e a guardara tão rápido quando retirara, acenou para os jovens e subiu o lance da escadaria.