(...)
Encostado as mãos do chão frio o mesmo som metálico fora ouvido. Ao erguer da cabeça, observara que o seu lampião se colidira com algo. Levantara-se a segurar seu lampião, soerguendo-o a receber como resultado o refletir bronzeado da luz alaranjada. Typson tropeçara em seus pés quando levara o lampião à altura de sua cabeça e enxergara um rosto dentre a penumbra. Era a estátua de Alfred, o guerreiro.
A face imponente do homem, divergente ao que era familiarizado, não fixava seu olhar para o livro em mãos, mas para Typson; assim como as peculiares pinturas defrontam seus observadores aonde quer que fossem. A estátua era idêntica nos aspectos restantes, tal como a espada e a placa de bronze em sua base. O desenho em alto revelo era-se o mesmo: à esquerda o nascer da Lua, à direita o pôr do sol e o carvalho a dividir a placa nos estágios do dia.
– Complemente a resposta e a pergunta surgirá. – Ajoelhara-se Typson a ler em mente, deslizando o indicador nas letras e símbolos. – Complementar... completar... O que isso quer dizer?... Fechar, talvez? Mas, fechar o quê?
Olhara para cima, para o rosto do homem. Ao descer da visão para o cordão, vislumbrou a pedra esculpida. Estava vazia, oca.
– Complemente. – Expôs melhor o branco dos olhos. – Repor! É isso.
Olhara para os lados, hesitante. De alguma forma sabia que sua irmã corria perigo e sabia que, se a quisesse outra vez, ele teria que pôr sua pedra no vazio da estátua. Typson subira na base apoiando-se na mão da estátua qual segurava a espada. Dera dois passos para a esquerda, subira em duas ou três prominências fixando-se ao braço esse que segurava o livro, posição esta indicando seu limite. Não havia lugar onde seus pés sustasse avanço.
Typson segurara sua pedra e a puxara e a ela apenas, livre das correntes de prata; habilidade que aprendera há algumas semanas como um método de defesa extrema, instruído pelo seu professor. Era uma mestria perigosa com a possível infelicidade de roubo ou perda em diversos sentidos. Mas, na ocasião, específico conhecimento serviria perfeitamente em sua tarefa.
Para infortúnio, faltava somente alguns centímetros para o alcance do encaixe e, por mais que Typson se esticasse, ele não alcançava. Tentara encontrar algum apoio entre as ondulações da armadura, mas em toda escorregava na ausência de um bom atrito. Não havia lugar para sua base, concluindo após que apenas um salto resolveria a distância. Terminado pensamento, inspirara forte, flexionara os joelhos e saltara. A pedra se encaixou como previsto, mas os seus pés encontraram o nada na queda. Sua cabeça recebera boa parte do impacto, desacordando-o de imediato.
***
Tudo ficou escuro. De muito longe uma voz chamava. Era a voz de uma mulher, doce e urgente. Typson, ao abrir dos olhos, deparou-se com alguém desconhecido, porém recorrente daquilo que estava vivenciando. Era uma mulher idosa que o segurou pela mão quase que o ensinando a como caminhar.
"Acorde. Acorde." Chamava-o aquela senhora numa voz passível. "Acorde, senhor. Já podes vê-lo."
Levantara-se. Estranhara a altura e a forma de suas mãos, contudo seguiu-a para um quarto. Typson sabia que não era a sua casa ou tampouco a da Cidadela, mas mesmo assim, andara numa naturalidade do conhecer diário, no conforto do que seria um bom lar. Ao entrar em respectivo quarto, sua mãe estava sentada ao lado de um comum berço de madeira donde dera um largo sorriso convidando-o a se aproximar.
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A Jornada de um Assistente e a Esfera da Lua
AdventureNada inicia-se sem uma perturbação. Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos? Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
