Capítulo Dezoito - O Cetro

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(...) – As pessoas gostam de risadas frequentes – respondeu Padre Brown –, mas não creio que gostem de sorrisos permanentes. Alegria sem humor é algo exasperante.

A inocência de Padre Brown – G.K. Chesterton



A distância diminuía a proporção que em os jovens aproximavam-se uns aos outros, respirando excitados pelas aventuras decorridas. Nada mais fora-se dito além da exclamação de Razi; que por ele adequara-se à calma ao empunhar da espada, antes segurada por Ana.

– Aqui está a sua espada. – Razi fincara-a à mesa, produzindo outro lampejo. – Desejo vê-la nunca mais em minha frente.

– E a pedra? – Perguntara Anabell. – Onde está ela?

Typson, retirando a pedra de seu bolso, a pôs sobre a mesa de mesma característica.

– Essa coisa insignificante? – Torcera Razi os lábios. – Existem montes dessas espalhadas pela Cidadela.

– Essa é a certa! – Confirmara Helena em defesa. – Conseguimos senti-la.

– E você? O que faz aqui? – Ralhara Razi ao se sentar. – Alguém a chamou? Você a chamou? – Inclinara a cabeça para Typson. – Não me lembro de nada a respeito.

– Eu vim por que quis. – Sentara-se Helena sem perder o tom de defesa. – Ao que sei, ninguém me proibiu de participar.

– Por que não a queríamos, simplesmente assim! – Retrucara o jovem chamado Benvenute.

– E o que vocês queriam? Entre todos os assistentes, vieram perguntar a mim. – Encolhera os ombros em meio sorriso. – Minha desconfiança estava certa afinal.

– Isso não é um jogo, Helena. – Interrompera Anabell.

– Não quero que seja. – Retorquira. – Eu quero saber o que vocês estão escondendo.

– Para você nos seguir? Temos mais coisas para fazer. – Rira Razi.

– Ela me ajudou. – Completara Typson paulatinamente com legítima impaciência. – Não teria conseguido a pedra sem a ajuda dela.

– Não é sempre que a ajuda serve para algo. – Resmungara Razi ao cruzar os braços.

– Verdade ou não, ela merece saber. – Franzira Ana a testa com as pontas dos dedos. – Chegamos longe demais para esconder mais alguma coisa.

Por um específico intervalo de tempo, Typson visualizou com outros olhos os dois objetos à mesa enquanto seus amigos trocavam palavras almiscaradas. A espada reluzia a luz cálida do cristal e a comum rocha camuflava-se entre os pigmentos da pedra cuja formava seu sustento. Não eram mais lendas. Não havia lugar para a desconfiança de acordo com as evidências em posse. Nesse pequeno intervalo, Typson vislumbrara a manifestação anterior vista na torre e das respectivas pessoas que vira em recordação tão vivas quanto os amigos à frente.

– Vocês poderiam parar de falar? – Perguntara Typson no claro tom de exclamação. – Eu detesto discussões sem progresso.

Typson, visto que capturara a atenção, respirara no segundo de pausa, continuando o pensamento inicial do agrupamento.

– Helena foi importante. – Dissera ao fixar o olhar na jovem. – Não teria conseguido sem ela. Helena me guiou e me ajudou assim como eu a ajudei. Nós conseguimos juntos.

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora