Capítulo Quinze - A Torre de Pedra

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Tomado a esguia mulher a liderança, o fluxo a acompanhara. Ela andava com sua cabeça erguida. Tinha movimentos rápidos e dedos finos. Typson observava como ela falava com propriedade enquanto apontava delicadamente para o que havia ao seu redor.

– Sei que muitos de vocês passam aqui todo dia, e muitos ingênuos ignoram o fato de pisarem em um solo mais antigos que a idade somada de seus pais e avós. – Anunciava ao descrever por quem o mármore fora feito e quando o trouxeram.

Typson, em uma ação quase proposital, não ouvira bem o que a mulher tinha a dizer, pois envolto estava a admirar cada detalhamento. Era extensamente redonda. Armaduras, espadas, escudos, lanças, elmos, cotas de malhas estavam todos fixos a parede de rocha pura. Assim como era nomeada, a torre era constituída por largos blocos de rocha cinzenta, umas sobrepostas perfeitamente a outras na aparente ausência de argamassa. Chão refletia a imagem de quem pisasse nela, resultado pela limpeza na superfície levemente rósea.

– ...explicado a razão. – Terminara a mulher. – Aqui o guerreiro Mathias guardava seu arsenal numa possível ocorrência de pura e extrema necessidade. Conseguem ver que existem armaduras ou armas para cada homem e mulher que viva nos dias de hoje? Bem, não se sabe ao certo o porquê desta coleção, apesar que uma ideia aparente se revele no simples admirar. Essa é a resposta de sua pergunta? Senhor...

– Aaron, senhora. Aaron Astarin.

– Sim, claro. – Respondera com indiferente recordar. – Ótima pergunta a sua. Por mais incrível que possa parecer, nunca alguém aqui presente me fez este questionamento. Quer saber o porquê disto?

Rapidamente o jovem assentira em positivo.

– Por que todos já o sabem, Sr. Afarin... Asfastrin...

– É Astarin, senhora.

– Sim, é claro. – Pestanejara. – Alguém com mais outra incrível pergunta?

– Para que serve a Torre de Pedra, senhora? – Perguntara Typson ausente do questionamento do jovem anterior.

– Melhore sua capacidade em absorver ironias, Sr. Matteric. – Respondera com o olhar caído. – Não se torture tanto. Apenas suba.

– Por onde?

– Pelas escadas. Por onde mais?

Pisado fortemente a mulher três vezes ao chão, do próprio mármore uma escadaria fora feita de acordo com a delimitação da torre. Esta circundava em espiral até o limite do teto em retângulos fixos no ar.

– Sigam-me.

Posto Typson o pé direito no degrau impoluto, não muito longe percebera-se o som do atrito de rocha com rocha. Ao lado oposto da torre, uma grande depressão se formou; deste mesmo buraco apresentava-se um túnel e um segundo grupo de jovens que saíam da passagem guiados por um homem, cujo iniciava uma explicação inaudível.

– Mais um grupo adotando a nova ligação. – Anunciara a mulher para que todos a ouvissem.

– Uma nova passagem? – Questionara Ana.

– Ah, sim, minha jovem. Uma nova ligação entre a Torre e a Abóbodala. – Respondeu sem muito ânimo. – Prático, não acham? Mais adequado que aquela passagem qual utilizaram e, por muito pouco, quase morreram. – Sorrira com o mesmo sentimento desanimador.

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora