Capítulo Cinco - O Tempo Imperdoável

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(...)


Fecharam os olhos. Esperaram. Mas, antes de finalizarem seus pensamentos de certeza de morte, uma voz sobrepôs-se ao eco anunciante do líder dos ladrões, uma figura encapuzada surgindo dos estreitos becos enodado de sujeira, intercedendo, vociferando, trovejando uma palavra em particular:

Interfeciat.

Naquele jogo de luzes, uma meia esfera branco-azulado surgira na frente do jovem de capa cinzenta, recebendo toda a carga proeminente do outro jovem, Jasper o líder do grupo. De alguma forma essa barreira conjurada protegera-os.

O Estranho, com um jogo de balançar de mãos, produziu uma explosão surda, misturando aquelas energias em sibilares inaudíveis, convertendo-o a outra direção, a do grupo. Não houve cratera ou fumaça, apena um impulso, o ar contra os quatro ladrões, derrubando-os em seguida, em consequência. Três, do quarteto, saíram correndo em desespero, permanecendo ali apenas o mentor, o líder, o verdadeiro culpado.

 Três, do quarteto, saíram correndo em desespero, permanecendo ali apenas o mentor, o líder, o verdadeiro culpado

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– Não vai ficar assim, portador. – Disse cambaleando. – Sorte é algo que sempre há de mudar.

– Vá embora, Jasper. – E, após o Estranho ordenar, Jasper partira.

Passou-se um momento, não demorando muito para Typson se recompor, vendo melhor agora o seu defensor olho a olho.

– Agradeço pela sua ajuda. – Assentiu Typson. – Muito agradecido. Poupara-nos de uma... de um... bom, não sei exatamente o que, mas não deveria ser generoso.

Typson, ao lado de sua irmã, ofereceu um aperto de mão após um poderoso suspiro de fadiga.

– Meu nome é Typson Matteric.

E em resposta ao gesto gentil, o respondeu:

– E o meu é Razi Benvenute. – Uma cintilação azulada iluminou o tecido perto de seu peito.

Assim, despiu o seu capuz revelando sua feição. Era um rosto magro, de nariz fino e olhos vivos. Tinha finos lábios e compridas sobrancelhas. Quando olhou para o lado, sorrindo para Ana, discretamente revelou os seus dentes, um contraste branco com o escuro de seus olhos. Seu cabelo, também escuro, escorria pela sua testa sendo longo o bastante para cobrir a parte detrás de seu pescoço.

– Ah, me desculpe. – Confessou Typson. – Essa é minha irmã. – Indicara.

– Anabell Donavan, Sr. Benvenute. – Respondera ela em leve reverência.

– Razi apenas, Srta. Donavan. – Corrigira-a educadamente.

– Digo-lhe o mesmo, Razi, se assim preferir. – Retorquiu.

– É justo.

Depois das formalidades, Typson perguntou:

– Quem eram eles?

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora