Nada inicia-se sem uma perturbação.
Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos?
Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
Fecharam os olhos. Esperaram. Mas, antes de finalizarem seus pensamentos de certeza de morte, uma voz sobrepôs-se ao eco anunciante do líder dos ladrões, uma figura encapuzada surgindo dos estreitos becos enodado de sujeira, intercedendo, vociferando, trovejando uma palavra em particular:
– Interfeciat.
Naquele jogo de luzes, uma meia esfera branco-azulado surgira na frente do jovem de capa cinzenta, recebendo toda a carga proeminente do outro jovem, Jasper o líder do grupo. De alguma forma essa barreira conjurada protegera-os.
O Estranho, com um jogo de balançar de mãos, produziu uma explosão surda, misturando aquelas energias em sibilares inaudíveis, convertendo-o a outra direção, a do grupo. Não houve cratera ou fumaça, apena um impulso, o ar contra os quatro ladrões, derrubando-os em seguida, em consequência. Três, do quarteto, saíram correndo em desespero, permanecendo ali apenas o mentor, o líder, o verdadeiro culpado.
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– Não vai ficar assim, portador. – Disse cambaleando. – Sorte é algo que sempre há de mudar.
– Vá embora, Jasper. – E, após o Estranho ordenar, Jasper partira.
Passou-se um momento, não demorando muito para Typson se recompor, vendo melhor agora o seu defensor olho a olho.
– Agradeço pela sua ajuda. – Assentiu Typson. – Muito agradecido. Poupara-nos de uma... de um... bom, não sei exatamente o que, mas não deveria ser generoso.
Typson, ao lado de sua irmã, ofereceu um aperto de mão após um poderoso suspiro de fadiga.
– Meu nome é Typson Matteric.
E em resposta ao gesto gentil, o respondeu:
– E o meu é Razi Benvenute. – Uma cintilação azulada iluminou o tecido perto de seu peito.
Assim, despiu o seu capuz revelando sua feição. Era um rosto magro, de nariz fino e olhos vivos. Tinha finos lábios e compridas sobrancelhas. Quando olhou para o lado, sorrindo para Ana, discretamente revelou os seus dentes, um contraste branco com o escuro de seus olhos. Seu cabelo, também escuro, escorria pela sua testa sendo longo o bastante para cobrir a parte detrás de seu pescoço.
– Ah, me desculpe. – Confessou Typson. – Essa é minha irmã. – Indicara.
– Anabell Donavan, Sr. Benvenute. – Respondera ela em leve reverência.