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Pássaros cruzavam o céu na forma da ponta de uma lança, uma flecha branca a grasnir numa organização rebordosa que trilhavam pelo ar afirmando a vinda capciosa da escuridão pelo horizonte inalcançável. Quando baixaram a cabeça com o sangue a esfriar, Peter fora rápido ao dar sua deixa.
– Não serei eu o responsável por isso! – Admoestara acidamente. – Não moverei uma palha em auxílio desta criatura parva.
Typson enrugou o cenho pela odiosidade. Razi segurou-lhe pelo ombro, seriamente, movendo sua cabeça em uma negativa.
– Mas, a bola o pertence! – Exclamara Jonas ao lado do jovem gordo.
– Um idiota comete uma idiotice e eu, Peter Diflas, devo corrigir a idiotice deste idiota? Acredito que não.
Desta vez Razi não o segurou, o próprio respirou fundo imaginado segundos à frente um nariz quebrado. Typson saiu pisando com tamanha força que sua sandália criava covas na lama. Peter arregalou os olhos com a rápida aproximação.
– Quem você está chamando de idiota, Peter Diflas? – Rosnou Typson a poucos centímetros do rosto gordo do garoto.
A surpresa transformara-se em um desafio. Um sorriso de escárnio cresceu no rosto bochechudo.
– Você. – Respondera candidamente. – Existe algum outro?
Typson sentiu sua unha na carne de sua mão. Segurara o garoto na gola de sua camisa, sufocando-o, armando o punho, aspirando pelo soco quando outra mão o segurou, puxando-o para longe de Peter aos empurrões, pois Typson relutava, ansiava pela pancada, ao menos durante quando a raiva lhe subira a cabeça. Respirara fundo. Sacudira os afastando-se assim de Peter, desejando nunca mais ver o seu volumoso rosto naquele dia.
Typson virar-se-ia para ir embora quando Razi o chamou.
– Não estou com disposição para jogar agora, Razi. – Declarou irritado.
– E não mais o iremos. – Complementou. – Mas, temos que recuperá-la. Ela é a nossa distração nas tardes frias e sem graça. Você sentiu o sabor hoje. Vai querer mesmo ir embora sem ao menos tentar? – Alfinetou.
– Não estou com paciência de aturar aquela benção de homem. – Satirizou.
– Apenas vamos recuperar a bola. Ignore-o nesse momento. Faça o que todo mundo faz. Ignore-o. – Frisou mais uma vez.
– Tentarei. – Revirou os olhos, acompanhando Razi a discussão do grupo. A voz de Peter destacava.
– O inábil retornou. – Direcionara-lhe a palavra. – O que foi fazer lá? Chorar escondido?
– Se está tão preocupado com sua bola estúpida – retrucou Typson não mais se deixando afetar pelos deboches –, tenho uma simples solução: Deite-se no centro do campo e finja que é seu objeto redondo precioso, pois tento a absoluta certeza que rolará tal como ela.
Fora Peter agora que avançara. Typson permaneceu imóvel.
– Seu... – Iniciara Peter, com logo uma voz a interromper.
– Já chega! – Exclamara Jonas abusando do timbre de sua voz. – A alimentação desta disputa infantil de nada resultará em ideias para irmos à floresta sem sermos vistos! – Vociferara. – Alvitro que pensemos em algo que ocasione uma solução que não envolva socos ou palavras amarescentes.
Calaram-se. Expressões de ideias foram surgindo apaziguada pelo próprio ao analisar seu próprio pensamento. Depois de um bom tempo sem falarem nada, Dalibor direcionou-se a Peter, perguntando em um tom lasso, pressupondo-se pela falta de empolgação que tal tinha ciência da resposta.
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A Jornada de um Assistente e a Esfera da Lua
مغامرةNada inicia-se sem uma perturbação. Do que você seria capaz caso perdesse parte do que ama e tudo que tivesse como esperança fosse uma lenda antiga esquecida por muitos? Um jovem chamado Typson encontra-se numa situação semelhante, juntamente a Anab...
