Capítulo Quinze - A Torre de Pedra

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(...)




Todos viraram a cabeça. Alguém estava sem um par.

– O que você está fazendo sozinho?

– Eu? – Levantara o jovem a cabeça abruptamente.

– E quem mais poderia ser? Existe algum outro Aaron Asfisnim aqui?

– É Astarin. E eu estou só porque não tenho ninguém.

– Bastante perspicaz da sua parte. Mas, não seja por isso. Eu serei sua dupla.

– Não! – Exclamara o jovem a uma altura involuntária. – Digo, n-não há essa necessidade. – Sorrira insípido. – Tenho certeza que existe alguém faltando. Alguém? Só uma pessoa?

– Ora, deixe de bobagem, senhor Asfismim. Está perfeitamente claro que não há mais ninguém. Agora, fique ao meu lado. Ande, ande! Não temos a tarde toda.

A passos rápidos, pusera-se em posição. Ao lado dela, o jovem praticamente afundou em seus joelhos tanto pela sua pequena altura quanto pelo imaginário peso exercido da mão de presente mulher ao ombro do mesmo.

– Há, pelo menos, quinhentos anos que esta torre foi construída ao tempo do muro, da Biblioteca e da Abóbodala. Muito já foi ensinado, mas apenas os empenhados conseguiram um bom resultado. Acredito que todos tenham passado pelos demais estágios e aqui, hoje, finalmente aprenderão o verdadeiro significado que a boa palavra tem, os seus conceitos e a distinção de seu uso. Hoje, vocês não observarão o processo básico de proteção, pois foi notório que este tipo de conhecimento é facilmente aprendido. Portanto, senhor Aaron! – Bradara inesperadamente a mulher. – Prepare-se!

– S-sim! S-s-im, s-s-enhora!

– Senhor Aaron, essa é a sua primeira vez na torre?

– S-sim, eu acho.

– Convidado?

– Não. E-eu busquei.

– Interessante. – Analisara. – Agora, se afaste a dez longos passos de mim. Isso. Exato. – Sinalizara para parar. – Escutem todos. – Capturara a atenção. – Um guerreiro da tríade idealizou este monumento junto ao povo, cada grão suado carregado entre a floresta do mais Norte. E por que descrevo? Por que foi isso que a tornou especial; tornou a torre especial. Isso iluminou Mathias a uma extensão de suas habilidades em meras menções. O Grande Mathias buscou artimanhas de concretizar o dito e centralizá-lo em uma função. Nunca ouviram falar que as palavras têm poder? Foi nesta observação que ele criou o...

Sui generis. – Terminara uma jovem à frente.

– Exatamente, Srta. Remanob. Mas, hoje, aprenderão uma tática diferente. De fato, um mecanismo de defesa eficiente e complicado. – Pausara. – Sr. Aaron? Estás pronto?

– Deveria?

– Não sejas tolo. Não desejarás uma costela quebrada agora, estou certa?

O jovem não respondeu.

– Quando eu sinalizar. – Erguera o braço. – Agora!

Hostem repellas! – Proferira o jovem.

Uma energia transparente circulou e se concentrou defronte ao conjurador, efeito esse que se atirou contra a mulher ereta. Todos ficaram agitados ao ver que a mulher não se defenderia. Em exato momento de colisão, onde todos imaginavam-na voar pelos ares, Irisin estendera seu braço e pronunciou em um violento tom uma palavra desconhecida.

Revertere. – Agarrara a energia que a atingiria e, com um girar com as mãos, redirecionara ao remetente.

O jovem, ao ver seu próprio ataque contra ele, apenas proferira outra defesa, mas esta não surtira efeito; consequência de o mesmo ser arremessado longe e rolar de encontro a parede.

– Oh, você está bem, Sr. Asfinim?

– É Astarin! – Exclamara ainda de bruços. – E estou bem, obrigado.

Langoroso, o jovem Aaron arrastara-se em encontro da mulher, que por ela pedira desculpas dando leves tapinhas nos ombros. Fora com um semblante melhor que o garoto se posicionara na extremidade da fila, a sentar-se e respirar.

– Ficou claro? – Questionara Irisin. – Quando um ataque é refletido, este não possui defesa por mais elaborado que a intercessão for. Esta é apenas uma etapa do que farão. Agora, se não perceberam, eu relacionei cada um de vocês com uma pessoa, obviamente. Mas, a razão disto é pelo meu conhecimento em frequência de cada um. Exatamente, Sr. Dales. Hoje, cada um será o professor doutro e, depois de conversarem entre si, todos praticarão com sua dupla o meu ensino e o ensino que a sua dupla poderá oferecer. Isso é tudo.

Decorreram-se muitos e longos minutos. A luz o sol já incidia em outro ângulo quando o tema de ideias fora encerrado. Typson descobriu que Will não era a pessoa que a havia imaginado a princípio.

– Não é a primeira vez que venho aqui. – Comentara. – Para dizer a verdade, eu venho aqui uma vez a cada cinco dias.

– E toda vez que você vem, ela faz essa apresentação? – Typson fitara a mulher a conversar com o jovem que fora seu oponente.

– Só para os novatos. Algo que ocorre com mais frequência no fim do inverno.

– Hoje sou eu a exceção?

– Não apenas você, mas também os seus amigos, alguns que não conheço bem e o infeliz do Aaron. Francamente, hoje até teve muitos. – Admirara-se. – Naturalmente não há.

– Então, existe algo que você saiba e eu não?

– Eu sei fazer a espada. – Dissera como sem importância. – Tirando isso, tudo que você me contou é basicamente o que eu sei.

– Você diz a espada do cordão? – Typson franzira o cenho.

– Sim. – Anuíra Will.

Assim Typson puxara seu cordão com sua direita, a se concentrar no ensinamento que Merlino o dera há muitos dias.

"É só imaginar, Typson! Imagine a espada! A sua bainha, o seu equilíbrio e sua lâmina. Sinta-a em sua mão o peso físico de seu pensar. Sua pedra é a espada e sua espada é sua pedra, apenas noutra forma e tamanho."

Terminado o pensamento, Typson possuía em mão uma espada a brilhar. A incidência o Sol refletia a lâmina avermelhada. No local de empunhadura, a prata fazia a forma do pomo até a guarda.

– Conseguistes de uma única só vez? – Espantara-se Will a sorrir. – Eu não consegui tão fácil assim. Demorei semanas!

– De primeira? Oh, não. Eu já o fiz antes. – Sorrira. – Digamos que tenha um bom professor.

O jovem enrugara o cenho em menção, a dar os ombros em seguida, informando a Sra. Irisin que estavam prontos.

Dupla por dupla, foram chamados. Chegado a vez de Ana, Typson assistiu sua irmã ganhar ao investir com suas correntes contra uma jovem alta de cabelos cinzentos. Observou que em nenhum momento os jovens utilizavam qualquer elemento, mas principalmente movimentos precisos com o corpo, espada, corrente ou ataques de palavras do ensino. Chegara a vez de Razi, que como adversária tivera Helena. Razi perdeu, mas Helena tivera que se esforçar um pouco para isso. Quando a Sra. Irisin chamara Typson, o mesmo dera um sobressalto.

– Os meios? – Perguntara.

– Espadas. – Responderam.

– Ordinária ou conjurada?

– A segunda opção.

– Então as Palavras terão efeito, mas limitemos os encantamentos. Via de regra, saibam que a habilidade que existe em de cada um vale mais que o som da palavra.

Typson encarara sua dupla, que por ele estendera seu braço a um aperto de mão.

– Luta justa. – Dissera William.

– Homem justo. – Respondera Typson.

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora