Capítulo Dez - A Companhia de um Mago

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Ensinar é mostrar que é possível. Aprender é tornar possível a si mesmo.

O Diário de um Mago – Paulo Coelho



Tão pouco sabiam todos que nos segundos de silêncio fora-se decorrido um diálogo entre duas pessoas. Muitos ficaram intrigados pela pausa repentina, outros irritados ou mesmo curiosos pela razão do portador finalmente se manifestar numa data deveras específica. "Seria proposital, ocasional? O que poderia significar?" Assim perguntavam-se à medida que o robusto homem se voltava para a multidão estagnada de olhos esbugalhados.

– O portador ilumina-nos com sua presença! – Timbrara na sua poderosa voz. – Consequência da qual modificará as circunstâncias deste dia. Aqui, em minha esquerda, pulsa mais uma vez a pedra antes adormecida de Alfred. E em minha direita...

E este acenara para um lugar onde Typson não soube definir onde ou a quem. Uma cabeça se moveu entre aos demais, cachos escuros, a pele morena em contraste a palidez que se sucedia, uma pessoa guarnecida, beirando à excitação e consumição, demonstrando receio algum ao pisar forte ou olhar para os lados. Prostrando-se ao lado direito do grande homem, este anunciou o seu nome:

– ... A Srta. Remanob, campeã da Contenta das estações anteriores.

Uma calorosa salva de palmas surtira-se com vontade, demorando para apaziguarem-se.

– Olá. – Disse ela.

– Olá. – Respondeu Typson inclinando-se para trás. – Reencontramo-nos novamente assim como disse.

– Não estava em mente ser tão precisa. – Sorriu educadamente, enlevada.

– Então, és a campeã?

– Sim, eu sou.

– Qual tipo de campeã? – Quis saber.

– Desculpe-me. – Disse Helena a uma expressão condolente. – Culpe-os, que não a mim. Eu terei de fazê-lo a ti.

– Desculpas pelo o quê? – Enrugou o cenho.

– Pelas regras da Contenda. – E pareceu respirar.

Uma mão repousou nos ombros de ambos os jovens, que inclinaram pelo peso que se exercia involuntariamente. O mesmo homem continuara com sua dicção.

– Agora, como tradição, é de dever que o portador inicie a primeira participação, independentemente de seu conhecimento e sabedoria. – Disse para refletir: – O início da Contenda começará com um curioso truque do destino.

E ainda com as mãos repousadas nos ombros, o grande homem reunira-se com os dois jovens ao formar um pequeno círculo, e neste iniciara explicações.

– Não posso mudar essa regra. – Advertiu já como sua primeira palavra, abstido do tom passional. – Sr. Matteric, quero que saiba que é de nosso conhecimento a sua imperícia na prática de nossas defesas, onde a pouco começara a sentir o gosto da experiência verdadeira. Mas, eu não posso mudar essa regra. – Repetiu. – Pois, ela foi feita pelo antigo dono desta pedra que possui.

– E qual seria essa? – Perguntou genuinamente agitado.

– Curiosa e especificamente que o portador alcançasse a idade particular da qual correlacionaria a esse dia. Em outras palavras, você deverá participar da Contenda, mesmo em seu nível de ignorância.

Por um momento olhou para os lados, procurou por Ana e Razi quais não se encontravam a vista. Olhou para Helena ainda ela com seu olhar dolorido. Typson empenhava-se em compreender o que acontecia.

A Jornada de um Assistente e a Esfera da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora