Capitulo 51

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Eu respiro fundo.


NICOLE: Bom, lá vai... Eu preciso confessar que eu talvez tenha julgado você mal.


Ryan levanta uma sobrancelha, mas ele não parece nervoso ou chateado, apenas curioso.


NICOLE: Eu ouvi uma fofoca por aí, que nem sempre estava... completa. E eu participei de conversas pelas suas costas, baseada nisso... E como você nunca deu muitos detalhes...


Espero que ele não queira saber dos detalhes, não seria legal.

Ryan continua me olhando atentamente, ele parece mais preocupado comigo do que achei que ele estaria consigo mesmo.


NICOLE: Cassidy me contou tudo que aconteceu Junho passado...


Eu me forço a olhar em seus olhos.


NICOLE: Eu sinto muito pelos seus pais. E sinto muito por ter duvidado da sua capacidade e falado sobre você nas costas.


Ryan sorri para mim, amigavelmente. Ele estende a mão sobre a mesa e eu faço o mesmo, nossas mãos se tocam.


RYAN: Muito obrigado por ser sincera hoje. Eu não tenho palavras para dizer o quanto fico feliz pelo seu esforço e humildade ao conversar abertamente comigo. Eu não estou chateado com você, fique tranquila, esse assunto termina aqui, se depender de mim. Que bom que você sabe de toda a história agora.


Por um breve momento, ele vira a cabeça em direcção à janela do escritório.


RYAN: Não é fácil para mim, falar sobre isso... E eu não quero dar a impressão de que estou inventando desculpas ou me fazendo de vitima, já que não é o caso.


Ele olha para mim.


RYAN: Bem, agora que já conversamos, as coisas estão mais claras agora. Eu confio em você. Eu confio que você virá falar comigo caso tenha alguma duvida ou preocupação.


Suas palavras me tranquilizam, espero não decepcioná-lo no futuro.


RYAN: E talvez você possa confiar em mim também... Não por nunca ter errado, porque isso, infelizmente, acontece... Mas porque eu sempre dou o meu melhor.

NICOLE: É claro.

RYAN: Óptimo, obrigado. Acho que precisamos voltar aos pacientes! Você ficará bem?

NICOLE: Vou pegar um pouco de chá, acho que vai ajudar.

RYAN: Tome.

NICOLE: Obrigado!

RYAN: De nada. Espero que não esteja tão ruim. Um chá com folhas raras, bem selecionadas e bem preparado.


Eu rio alto enquanto encho a boca com o chá ruim da maquina, quase que eu engasgo.

Deixando a cadeira de lado, Ryan senta no canto da mesa, bem ao lado da minha cadeira.


RYAN: Você gosta de chá? Quero dizer, quando é bom.

NICOLE: Sim, eu poderia beber litros.

RYAN: Ah, minha alma gémea!

NICOLE: Ah, mesmo?

RYAN: Eu amo chá. Em casa, eu tenho muitos tipos diferentes, incluindo alguns muito raros. E até alguns que eu trouxe directo da fonte.

NICOLE: Da fonte?

RYAN: De onde eles se originam.


Eu levanto uma sobrancelha, curiosa.


NICOLE: Você se interessa tanto por chá que vai buscar onde é produzido?


Ele ri alto, eu sorrio e fico feliz com a nossa conversa.


RYAN: Não, não sou tão fanático assim! Mas eu adoro viajar.


Mais uma peculiaridade que eu descubro sobre ele.


RYAN: Quando eu me afastei do trabalho, no começo do ano... Eu viajei pela Asia por vários meses. Isso me permitiu experimentar e trazer diversos tipos de chás. Mesmo que esse não fosse o principal propósito da viagem.

Amor nas UrgênciasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora