Capitulo 100

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NICOLE: São todos reais?


Matt se aproxima e pára logo atrás de mim. Ele coloca os braços ao meu redor e olha por cima do meu ombro.


MATT: Sim, tudo aqui foi verificado e confirmado como sendo autentico e originário da antiguidade. Eu não sei se eu já disse isso, mas meu avô materno era um arqueólogo. Ele era apaixonado pelas antiguidades romanas, e também me deu muitas coisas da Grécia.


Matt se adianta um pouco e abre o armário. Ele pega um brinco, aparentemente de ouro, cuidadosamente.


MATT: Este par de brincos dourados de folha de carvalho tem mais de dois mil anos de idade. Eles pertenciam a uma rica mulher grega de Vergina, a primeira capital da Macedónia. Foi o reino de Filipe II e Alexandre, o Grande.

NICOLE: Isso me lembra das minhas aulas de historia!


Eu admiro as jóias, brilhando com a luz do sol que entra pela janela.


NICOLE: É realmente magnifico... e quase inacreditável pensar que esta jóia é tão antiga. Isso não pertence a um museu?


Ele coloca o brinco de volta da vitrine e sorri.


MATT: Este não. Meu avô mantinha uma colecção particular. Tudo o que ele encontrava em suas escavações, ele doava para museus, é claro... Mas além disso, ele comprava legalmente muitos itens em leilão. Tudo isso veio desses leilões, incluindo estas moedas aqui...


Ele passa a mão em seus cabelos.


MATT: Eu imagino que, quando eu morrer, minha mãe vai doar tudo para algum museu local.

NICOLE: Seu avô já faleceu?

MATT: Sim, ele sofreu uma parada cardíaca durante uma escavação no Egipto.


Eu me viro bruscamente em direcção a Matt, colocando as minhas mãos em volta do pescoço dele.


NICOLE: Mas você não vai morrer tão cedo.


Ele morde o lábio inferior e abre um meio sorriso.


MATT: Eu posso garantir que isso não está nos meus planos.


Ele se inclina sobre mim e me beija novamente, desta vez com mais intensidade. Sem interromper o beijo, ele me leva até a cama. Ele me coloca sobre o colchão.

Eu deito de costas, com Matt em cima de mim.


NICOLE: Você ainda não me disse.


Levantando um pouco o rosto, Matt tira os fios de cabelo que caírem em seus olhos.


MATT: Eu gosto de dar ordens.

NICOLE: O que você quer dizer?


Ele se endireita um pouco, seu olhar se distancia do meu.


MATT: Bem, estar no controle.


Me sinto bastante excitada.


NICOLE: Eu também gosto de algumas coisas não tão convencionais...


Matt sorri, ainda sem me olhar.


MATT: Que bom saber. Muito bom...


Ele se endireita e fica de joelhos. Ele parece incerto, até meio envergonhado. Seus olhos nunca encontram os meus.


MATT: Dito isto, eu entendo perfeitamente se você não quiser... receber ordens de alguém como eu... Alguém doente e defeituoso...


Eu agarro o seu pulso e dou um tapa leve nele.


NICOLE: Matt, eu adoraria receber ordens de você.


Seus olhos finalmente encontram os meus, iluminados pela luz do sol.


MATT: Você tem certeza? Não se sinta obrigada a aumentar a minha confiança, ou eu não me responsabilizo...

NICOLE: Eu não pretendo me sacrificar como Andrômeda fez, usando uma referencia que com certeza você entenderá!


Ele ri alto e isso me cativa.

Imediatamente, a sua expressão muda, demonstrando agora um olhar de confiança renovada.

Amor nas UrgênciasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora