Capitulo 35

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O sorriso de Daryl é um disfarce e um escudo, ele precisa fingir, eu acho. Eu tento sorrir para ele de volta.


NICOLE: Estou fazendo o melhor que posso.


O que não me impede de pensar em alguma maneira de sairmos daqui... Especialmente porque estou preocupada com Matt, que está tremendo ao meu lado, apesar do cobertor.


NICOLE: Ryan, sem a insulina Matt aguenta por quanto tempo?

RYAN: O suficiente, algumas horas. A policia não deve demorar tanto assim para resolver a situação. Quando isso acabar, nós o levaremos até a diabetologia. Eles farão os exames e ajustarão a dosagem.

NICOLE: Você ouviu, Matt? Tudo ficará bem.


Mesmo com as mão amarradas, eu consigo alcançar a mão dele e a seguro firme. Ele abre um sorriso irónico, como se tudo estivesse bem.


MATT: Minha mãe vai surtar de preocupação.

RYAN: Será que eles resolverão a situação antes de chegar na midia? Espero que tudo acabe antes disso.


Matt fecha os olhos e inclina a cabeça para trás, em direcção a Ryan.


MATT: Eu enviei uma mensagem a ela quando percebi o que estava acontecendo na sala onde você estava. Eu não deveria... Eu já a preocupei demais ultimamente.

NICOLE: Pelo menos, ela conseguiu informar a policia!


Matt concorda com a cabeça, sem abrir os olhos. Foi à quanto tempo, dez minutos atrás? Eu tento ouvir o que está acontecendo lá fora.

Eu não ouço nada e penso comigo mesma que todos já foram retirados do local. De repente, um dos bandidos aparece na nossa frente, com um tom ameaçador.


SAM: Certo, você aí, o crachá diz que você é médico, então.


Ele segura a gola do jaleco de Ryan e o puxa para cima com violência. Desequilibrado e sem o apoio nas costas, Matt cai para trás, e Jake grita de medo.

Espero que Matt não tenha se machucado!


SAM: Nós estamos aqui para salvar o meu irmão, ele foi baleado por um filho da puta de outro bairro. Você precisa salvá-lo, eu não vou embora daqui sem ele. Então, se você não quer que nada aconteça, apenas faça o seu trabalho!

RYAN: Mas...


Ryan treme um pouco, amedrontado.


RYAN: O problema... é que a bala na cabeça dele causou um grande dano, e...

SAM: Não tente me enrolar! Eu estou vendo naquela sua maquina que o coração dele ainda está batendo! Ele está vivo até agora, se ele morrer, será culpa de todos vocês!


O homem armado desliza seu revolver pelo ar, na frente de cada um de nós, em seguida, aponta para Daryl.


DARYL: Pare de enrolar, Ryan! Lembre-se do que ele colocou na minha cintura, e do oxigénio da sala!

RYAN: Sim, mas...


Ele morde os lábios, depois respira fundo.


RYAN: Como médico... eu não suporto perder os meus pacientes.


Eu posso imaginar o que ele está pensando enquanto diz essa frase... Claramente, tudo isso deve lembrá-lo daquele episódio doloroso.


RYAN: É verdade, o coração dele ainda está batendo, mas nós não podemos operá-lo. Eles já fizeram os exames, um neurocirurgião veio vê-lo. Seu irmão está vivo, mas o dano em seu cérebro não pode ser concertado.

SAM: O que diabos você quer dizer com isso?


Ele se aproxima da cama onde o irmão está deitado, coberto com bandagens.

Amor nas UrgênciasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora