Capitulo 115

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Matt sorri para mim, enquanto continua beijando cada articulação da minha mão.


MATT: E depois do passeio por Paris, podemos voltar para casa e passar uma noite tranquila, longe de tudo o que te preocupa. Eu me voluntário a fazer qualquer coisa que consiga distrair os seus pensamentos, para que você não tenha que lembrar de nada que te deixe nervosa!

NICOLE: Definitivamente, eu não sei o que eu fiz para merecer você!


Eu me inclino até ele.


NICOLE: Mas você sabe como isso vai acabar, não sabe?


Ele ri.


MATT: Claro. Mas eu sou um voluntário, já disse, não importa o que você queira.


Ele puxa levemente a minha mão e a coloca em sua barriga.


MATT: Então, fique à vontade.


Fico feliz em ver que ele está enfrentando os seus medos, corajosamente. Ele já está bem mais confortável, com o seu corpo, com a sua bomba de insulina, com a ideia de se expor diante de mim, sem roupas. E fazer amor comigo, sem se preocupar com isso e sem se rebaixar.

Eu sorrio para ele.


NICOLE: Hum, você sabe que, se continuarmos assim, nossa caminhada pela noite de Paris ficará para outro dia?


Ele ri com o meu comentário provocativo enquanto acaricia a minha bochecha, depois meu lábio inferior.


MATT: Na pior das hipóteses, faremos isso amanhã! Além disso, estou com óptimas ideias.


Uma espécie de chama ilumina seus olhos ainda mais.


NICOLE: Para a noite de hoje ou de amanhã?

MATT: Ambas.


Enquanto ele fala, meus dedos desabotoam as suas calças.


MATT: Eu vejo que você também tem boas ideias.

NICOLE: É culpa sua, não consigo resistir.


Ele puxa o meu top para cima, com um gesto precioso.


MATT: Eu prefiro fazer você esquecer de tudo.


Suas palavras me conquistam, assim como os seus lábios, seu carinho, suas pernas se esfregando nas minhas.

E ele me conduz com firmeza e confiança, desta vez, sem hesitar, enquanto nossa pele se toca, queimando de paixão. E o prazer toma conta de nós durante toda a noite.


NICOLE: Adam, você pode me ouvir? Adam?


Minha voz, já fraca, fica cada vez mais tremula conforme eu repito a pergunta. Eu sinto que esta é a hora da verdade.

Eu não quis que Ryan viesse comigo. Quero estar sozinha para ver o resultado, encarando a minha ansiedade e, talvez da minha alegria.


NICOLE: Adam, se você puder me ouvir, aperte a minha mão...


De acordo com o Ryan, ele já conseguiu mover a mão. Ele até abriu os olhos em um certo momento.

Mas como isso não aconteceu quando eu estava perto, não me tranquiliza, pelo menos, não muito.


NICOLE: Adam, eu estou implorando...


Eu arregalo os olhos quando sinto os dedos de Adam se movendo milimetricamente.


NICOLE: Sim, sim, isso! Aperte a minha mão! Isso, agora, abra os olhos...


Ele pode me ouvir? Ele pode me sentir? Eu não sei, mas tenho a impressão de que... Neste exacto momento, eu o vejo abrindo os olhos.

Com o tubo em sua garganta, para ajudá-lo a respirar. Adam certamente não conseguirá dizer nada. Nenhuma palavra sai da sua boca.

Eu vejo os seus lábios mexendo ao redor do tubo, como se estivesse tentando pronunciar alguma coisa.

Amor nas UrgênciasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora