–Isso! – Vibro colocando as mãos para o alto por mais um ponto no pingue-pongue de vídeo game.
Henrique está ao meu lado rindo com desgosto por esta ser sua segunda partida consecutiva perdida para mim.
– Tenho que admitir você é boa. – Ele me olha cabisbaixo tocando seu controle sem fio pra cima.
– Como jogador de tênis de mesa, você é ótimo jogador de futebol. – Rio dele e ele me da uma careta em resposta. – Preciso ir pra casa. – Olho para meu relógio cor rose muito caro que ganhei de Henrique quando estávamos visitando a família dele. – Está ficando tarde. – Ele me olha com seu olhar fulminante.
– E se eu não quiser que você vá embora? – Ele me agarra pelas cinturas tentando me seduzir. – Posso pedir para entregar aquele lance que você tanto gosta. –Diz tentando me comprar com comida.
– Não posso apesar dessa oferta ser muito tentadora. – Olho para cima pensando muito bem no assunto. – Já conversamos sobre isso.
E como conversamos. Na verdade passamos horas falando sobre isso e é uma coisa tão simples. Preciso ter meu espaço, ou seja, o lugar onde eu moro e além do mais, tabloides já acham que nos casamos em segredo já que o fato de eu não sair da casa dele já está na boca de todo mundo. Ele me solta com aquele ar de derrotado e triste ao mesmo tempo.
– Tudo bem dona certinha, vamos lá. – Ele sai se arrastando pela sala de jogos. Me da um pequeno aperto no coração.
– Ei, eu volto amanhã. – Faço uma pausa. – Depois do jogo mas eu volto. – Abro um sorriso para incentivá-lo. Ele me da à mão para descermos juntos as escadas.
– Posso conviver com isso.
– Ah pode? – Eu o desafio. Ele parece refletir.
– Na verdade não, mas posso tentar. – Ele ri e isso me aquece por dentro já que o frio ainda não passou.
Fico pensando em como pode um ano atrás fazer tanto calor e no mesmo mês fazer um frio de congelar. Bom, pelo que eu ouvi falar especialistas afirmaram ser um fenômeno. No meu caso foi sorte porque pude ter minha primeira vez com Henrique ao nascer do sol logo depois de entrar numa piscina.
Fomos em direção a Lamborghini, que era a minha preferida. O motor rugi alto e agora me sinto mais murcha. Odeio ir embora.
Preciso ir embora já que amanhã tenho mais uma consulta com a Dr. Silvia. Essa será minha terceira consulta com ela, e já que Henrique não poderá me levar porque estará treinando e vou ter que ir a pé, e em consequência disso tivemos mais uma longa conversa de "Por que você não pega um dos meus carros?", e minha resposta é outra vez simples. Não tenho habilitação aqui e como eu poderia lidar se me pegassem sem habilitação e ainda se apreenderem um dos carros caríssimos dele? No mínimo eu ia ficar desesperada. Só no mínimo. Então até eu ter o MEU dinheiro ando de metro ou de um pé a frente do outro.
Minha nova moradia fica bem próximo ao centro da cidade, o que é ótimo quando não se tem carro, posso fazer tudo a pé mesmo e isso facilita muito as coisas para mim.
– Amanhã vou providenciar uma carteira para você, mesmo que seja provisória. – Henrique está ainda emburrado por causa disso.
– Eu preciso fazer isso por mim, além do mais não sei se vou ter tempo de fazer as provas se eu começar a trabalhar.
– E você acha que eu fiz testes? – Franzo a testa para ele. – Claro que não. Alan conheceu algumas pessoas e então tenho habilitação daqui.
Reflito um pouco sobre a informação.
– Vamos ver, não sei se é certo. – Ele faz de novo uma careta então lhe dou um beijo. – Amo você, até amanhã.
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Um amor além de flashes
RomantikDeterminada, sonhadora, irritante e dona total de si Helena viaja para Barcelona para estudar durante um mês com intensão de melhorar seu currículo e melhorar seu histórico profissional. O que ela não esperava era que ia melhorar também seu históric...
