Capítulo 49

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Estou com dor de cabeça desde que acordei esta manhã e estou neste momento com meu novo guarda roupa de seis portas com todas as portas totalmente escancaradas a procura do que vestir hoje a noite e algumas roupas estão jogadas na cama. Tenho que parar de fazer isso. Na verdade de uns tempos pra cá que eu comecei com "Eu não tenho nada para vestir", sendo que meu guarda roupa estava cheio de coisas.

Meu celular que está carregando em cima do criado mudo começa a vibrar. Tenho a calma de olhar para o número e vejo que é desconhecido e local.

– Alô. – Coloco o celular entre o ouvido e o ombro e continuo minha escavação de roupas.

–Helena Venturini? – Pergunta a voz masculina do outro lado com sotaque português.

– Sim, é ela. – Franzo o cenho.

– Meu nome é Giancarlo Moroni diretor chefe do jornal local Diário Barcelona. – Quando eu ia pegar o celular para segurar com a mão e não no ombro eu quase o deixo cair de tanta agitação.–  Você nos mandou currículo na tarde de ontem, estou certo? – Meu dia de sorte?

– Sim sim, mandei ontem. – Pareço uma pateta, se acalme Helena. Minha respiração falha um pouco.

– Nossa ex-editora de moda nos deixou ontem. Portanto há uma vaga neste setor e pelo que eu li é exatamente sua área. Estaria interessada em uma entrevista na segunda-feira? Eu teria marcado para hoje, mas a essa hora em plena sexta-feira, é muito em cima da hora.

– Segunda-feira é perfeito. – Digo rapidamente.

– Ótimo. Às três horas da tarde estaria bom para a senhorita?

– Estaria ótimo. – Coloco a mão na cintura sem acreditar.

– Nos vemos na segunda senhorita Venturini. Tenha um bom final de semana.

– O mesmo senhor Moroni. – E finalizo a chamada.

Começo a gritar e pular no meio do quarto e da casa vazia. Martina estava fora o dia inteiro já que o time do Barcelona deu folga para os jogadores e ela saiu com o Marcelo. Eu rodopiei tanto que cai na cama tonta. Estou rindo porque, porque... Por que mesmo? Olho de novo e procuro as chamadas para ver se aquilo era realidade e lá estava a chamada de dois minutos e meio de duração.

Me volto para o armário porque devagar as coisas estão finalmente se encaixando em minha vida. Coloco a roupa mais confortável do mundo, e prefiro ir de botas ugg até a canela já que meu corpo inteiro dói.

*Helena: Pronto ou não, estou indo.

Mando a mensagem para Henrique. Sua resposta é imediata.

*Henrique: Estou esperando a quase cinco meses por isso. Estou mais que pronto.

Sua resposta me faz sorrir para a tela do telefone. Sua louca para com isso, quem vê pensa que o celular vai sorrir de volta – Pensei comigo mesma.

Henrique morava praticamente do outro lado de onde eu morava agora e já que eu não tenho carro e não faço a mínima ideia de como pegar ônibus pedi um táxi. Pedi para o taxista estacionar na esquina e olhei para a grande fachada da casa de Henrique e tinha muitos fotógrafos lá.

*Helena: Tem muitos fotógrafos aqui na frente, o que eu faço?

*Henrique: Pede para o motorista entrar na garagem lateral, estará aberta.

Faço o que ele me instruiu, assim que o taxista entra na garagem pela lateral fica boquiaberto depois que ele descobre onde ele foi. Eu pago a corrida e saio do carro em direção a porta da frente.

Um amor além de flashesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora