Capítulo 18

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Desde que Henrique me contou sobre sua antiga namorada e se declarou mais uma vez para mim a gente não se desgrudou mais, eu dormi só na noite passada em casa. Isso é uma coisa que meus pais não gostaram. Eu queria ver o que eles vão dizer daqui a quase 4 dias. A manhã de sexta nunca foi tão linda. Acho que é porque Henrique irá me buscar na universidade e vamos ficar o final de semana juntos, pelo menos até domingo a tarde quando irei embora. O time do Barcelona deu folga geral, e não sei ainda se quem mais tinha sorte se era eu ou juiz de futebol. Meu último final de semana em Barcelona. Como um mês passa rápido e quanta coisa aconteceu. Me apaixonei em apenas algumas semanas e foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida, só que ainda insisto que não é minha realidade.

Era quase meio dia quando eu e Karina saímos da sala de aula para a saída do campus. Luana e Martina foram almoçar com uns carinhas. Luana disse estar apaixonada por um cara que mora aqui, seu nome é Eric. Eu me despedi de Karina logo depois que vi Henrique encostado na porta do lado de fora de um Masserati branco.

–Uau, não sei quem é mais lindo se é você ou o carro. –Digo rindo e depois dou um beijo em sua linda boca.

–Acho que vou me desfazer dele rapidinho, não quero concorrência. –Ele abre a porta do carro pra mim e seguimos para nosso destino.

–O que vamos fazer hoje? Filme, piscina, cama...? –Gostei da última opção.

–Aeroporto. –Disse rindo da minha última sugestão.

–Ãh? O que vamos fazer lá?

–O que se faz no aeroporto Helena? Comprar remédios que não é.– Ele ri da minha cara.

–Alguém vai chegar? –Por que ele não diz logo?

–Não, vamos viajar. - O quê?!

–Como assim ''vamos''?. Henrique eu volto para o Brasil no domingo e...

–Calma, vamos voltar no domingo depois do meio dia. Você vai ver que valerá a pena.

–Então, onde vamos comandante? – Ainda estou receosa quanto a isso.

–Paris minha comissária de bordo.

–Pa-paris?–Guaguejo um pouco. –Como assim vamos à paris? Você diz isso como se estivéssemos indo ali na esquina.

–Bom você disse que queria conhecer, eu também queria. Então resolvi nos dar de presente de comemoração.

–E estamos comemorando o que exatamente? –Ele é ainda mais louco do que eu pensei que era.

–Nosso amor minha linda Helena. –Ele sorri e com a derrota das palavras dele, fico quieta.

–Eu só trouxe roupa para uma noite. –Vou para Paris e não levo roupas, que original hein!

–Não faz mal, roupas é o de menos. –Me deu um daqueles olhares que me deixou calada por algum tempo.

–Você iria me deixar dirigir um desses um dia? –Meu sonho dirigir uma máquina dessas.

Ele não falou nada. Ele simplesmente parou no acostamento da estrada, desceu do carro e me deu as chaves. Meus olhos brilharam de tanta emoção. Sentei no banco do motorista, muito confortável e liguei o motor que deu um barulho alto. Uau... Mas confesso que fiquei um pouco com medo, esse carro vale mais do que 20 anos de trabalho! Respirei fundo e coloquei na primeira marcha, já que esses carros não costumam ser automático porque dizem que os motoristas querem "sentir o motor".

–Relaxa, vocês tem seguro. –Henrique tentou me tranquilizar, mas espera aí...

–Vocês? –Pergunto olhando a estrada.

Um amor além de flashesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora