Amanhã será o tal baile beneficente e antes dele começar eu já estou exausta porque tive a brilhante ideia de ajudar nos preparativos. E isso quer dizer que as pessoas envolvidas sempre pediam minha opinião. Era sobre cadeiras, luzes, tecidos, música, flores tudo comigo e arght! Eu estou exausta. Espero ainda mais que Henrique melhore seu humor já que no jogo que ele teve que ir para a Inglaterra o Barcelona perdeu o jogo por 1x0. Eu nunca tinha visto ele perder um jogo enquanto estávamos juntos e confesso que preferia nem ver, que homem bravo e manhoso!
Olho para o teto do meu quarto e faço uma lista mental. Vestido, sapato, cumprimentos, dançar. Isso não ia prestar. Por que ele tem que me meter nessas coisas? Derrotada adormeço depois de tomar meus remédios para pneumonia que ainda estava me matando.
Acordo com um susto de Martina batendo em minha porta.
– Helena vamos nos atrasar.–Ela batia sem parar na porta e fazia um som irritante. –Eu prometi que ia te ajudar e não fazer tudo sozinha.
– Já estou levantando.–Digo sem animo algum. Abro a porta e ela está pronta para sair.–Bom dia que horas são?–Ela me olha com uma cara de humor.
– Os passarinhos fizeram um ninho em sua cabeça.–Me olho no espelho do banheiro e meu cabelo parece realmente um ninho. Merda. Reviro os olhos para a chata atrás de mim.–São quase meio dia dorminhoca.
Merda dormi demais de novo. Ah foda-se eu estava muito cansada.
Me arrumei o mais depressa possível amarrando meu cabelo de qualquer jeito. Peguei minha bolsa e quando ia fechar a porta olhei para todo o apartamento, para ver se não me esqueci de nada, às vezes tenho essa sensação de esquecimento.
Estacionamos o carro bordo de Martina na garagem de Henrique e fizemos uma careta uma para a outra tirando sarro da fubica de Martina.
Dentro da casa até que estava calmo, mas no jardim atrás estava muito mais que agitado. Pessoas com bandejas, cadeiras, tecidos, equipamento de luzes e som. Só que além de ver a agitação era ver como tudo estava ficando maravilhoso.
– Senhorita os refletores estão posicionados, os microfones instalados e só está faltando o pessoal do Buffet.
– Obrigada Kayla, eu estarei na sala de jogos se precisar de mim.
Arrumei a sala de jogos para mim e as meninas para podermos nos arrumar. Já escolhi esse lugar por ser grande claro e por ser ainda no térreo e ninguém precisa ficar perambulando pelos quartos da casa. Entro na sala e vejo que está do jeito que pedi, os sofás e pufes estão tudo pelos cantos deixando o centro livre. O celular de Martina toca ao meu lado e alguém parece gritar do outro lado.
– É pra você. –Ela me estende o celular.
– Alô.–Pergunto para a voz gritante.
– Onde está a porra do celular?–Henrique ergue a voz de novo. Merda esqueci em casa. Sabia que faltava alguma coisa.
– Não grite comigo! Esqueci em casa.–Ele bufa do outro lado da linha.
– Desculpe. Onde está?–Agora seu tom é seco.
– Na sua casa onde mais eu poderia estar?–Mais que porra é essa de pergunta?
– Chego aí em meia hora. Já almoçou?- Meu estômago revira.
– Na verdade nem eu e nem Martina.
– Daqui a pouco eu e Marcelo já estamos ai. Falamos-nos depois.
Ele desliga o celular sem ao menos dizer que me amava. Isso fez meu coração apertar mas ele deve estar estressado por causa disso tudo. Entrego o celular de volta a minha amiga e me atiro em um dos pufes do canto.
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Um amor além de flashes
Roman d'amourDeterminada, sonhadora, irritante e dona total de si Helena viaja para Barcelona para estudar durante um mês com intensão de melhorar seu currículo e melhorar seu histórico profissional. O que ela não esperava era que ia melhorar também seu históric...
