Capítulo 33

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Teresa

– Eu achei que vocês não viriam mais. – Dulce resmungou sentando na mesa.

– Claro que não, minha carinha de anjo, a gente prometeu que viria, lembra? – Entreguei para ela o milkshake.

– Cuidado para não sujar a roupa, Dulce. – Gustavo disse enquanto ela se lambuzava com ele.

– Deixa ela, meu amor, é criança e tem que se sujar mesmo. Ainda mais que já está correndo desde cedo. – Respondi a ele.

– É papi, escuta a mamãe. Ela sabe das coisas. – Dulce sorriu.

– Agora toma devagar que está muito gelado. – Avisei a ela e ela acenou.

– Eu espero de coração que o próximo filho que tivermos seja menino. – Gustavo disse fazendo drama e eu sorri.

– Que filho? Mamãe, você está esperando um bebê? Eu vou ter um irmãozinho? – Dulce Maria disparou um monte de pergunta e eu olhei feio pro Gustavo.

– Não meu amor, a mamãe não está esperando bebê nenhum. Foi só modo de falar do seu pai. Já conversamos sobre isso, lembra? – Olhei pra ela e ela balançou a cabeça afirmando.

– Conversaram o que? – Gustavo perguntou curioso.

– Que a mamãe ainda não vai me dar um irmãozinho porque eu não estou pronta pra dividir vocês por enquanto. – Dulce disse naturalmente e ele me olhou questionando.

– Isso. No momento certo, o papai e eu te daremos um irmão, mas não agora, tá? – Ela concordou.

– Terminei. Posso voltar a brincar? – Ela pediu permissão e o pai deixou.

– Então quer dizer que você já falou com a nossa filha sobre filhos? – Ele novamente me puxou pra perto dele.

– Sim, senhor Lários. Não vamos parar na Dulce. Você sabe que eu sempre quis ter um casal. – Encostei minha cabeça em seu ombro.

– Ah, senhora Lários. O seu pedido é uma ordem. Até lá, eu vou adorar praticar com você para que saia perfeito. Dizem que a prática leva à perfeição. – Ele me abraçou de lado e me beijou no pescoço.

– Bobo! – Alisei seu rosto e trocamos um selinho.

– Ah, sabe quem foi lá no hospital te ver? – Balancei a cabeça negando. – O seu amigo Marcelo. – Olhei para ele e ele estava sério.

– Amor... – Já ia começar a dizer para ele não falar assim do Marcelo.

– Tudo bem. Nós tivemos uma boa conversa enquanto você estava dormindo. – Sorri para ele.

– Sério? Então você deixou de sentir ciúmes da minha amizade com ele? – Levantei a sobrancelha.

– Sim. Ele tem um carinho por você de irmão e eu aprecio isso. Fiquei feliz de conhecer pelo menos uma pessoa que esteve com você nesse tempo que ficou sem memória. Mas confesso que é estranho ver alguém te chamando de Helena. – Ele fez uma careta adorável.

– Helena foi o nome que a Mônica me deu. – Suspirei. – Sinto saudades dela. Um dia, gostaria de irmos novamente lá. Ela me disse que fosse visitá-la e dessa vez, levasse a minha família. – Voltei a encostar minha cabeça em seu ombro e ficamos em silêncio por um momento.

– Nós vamos nos organizar para irmos. Que tal nas férias da Dulce? – Ele disse depois de um tempo. Levantei a cabeça rápido voltando a olhar para ele.

– Sério, amor? Eu vou adorar! E vocês também! – Sorri para ele e segurei seu rosto dando-lhe um selinho empolgado.

– Que lindo esses pombinhos. – Escutei a voz da Estefânia atrás de gente e nos viramos.

A volta de TeresaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora