Gustavo
– Calma, Gustavo. Você precisa se acalmar. Eu ainda tenho que trocar de roupa. – Teresa segurava firme a minha mão.
– Como trocar de roupa? Temos que ir pro hospital agora. – Disse para ela nervoso.
– Dá tempo até de eu tomar banho se quiser. O bebê não vai nascer agora, amor. O que eu senti foi a primeira contração. – Teresa respondeu calma e meu Deus, eu só queria um pouco dessa calmaria toda.
– Eu vou pegar as coisas do bebê e já deixar lá embaixo. E venho aqui te ajudar a descer. – Ela balançou a cabeça e eu saí quase correndo buscando tudo o que precisava para a Teresa ir pro hospital. A bolsa do bebê e a bolsa dela que já estavam prontas há quase uma semana. Voltei pro quarto correndo a tempo de ouvir um grito contido da Teresa segurando a barriga ao mesmo tempo que segurava a porta já trocada de roupa.
– Essa foi forte. – Ela disse com dificuldade respirando fundo e eu a ajudei a descer as escadas. A próxima hora, já estavam todos da família sabendo que nosso bebê estava chegando e eu estava muito ansioso para conhecer o meu filho.
Quando chegamos no hospital, Teresa foi levada para o quarto para fazer todos os exames necessários e eu estava quase para furar o chão de tão nervoso. Gabriel e Estefânia estavam comigo no hospital enquanto Victor iria buscar a Dulce Maria na escola no momento que ela saísse. Os médicos tinham dito que quando fosse a hora, me chamariam para entrar com Teresa e cá estava esperando terminarem os exames.
– Gustavo? – Escutei meu nome sendo chamado e vi a doutora Paloma.
– Doutora, como ela está? Eu já posso entrar? – Perguntei aflito.
– Pode, ela está te chamando. – Me virei para minha família e Estefânia me abraçou.
– Vai lá, primo, a gente vai ficar aqui te esperando. – Ela disse emocionada e eu acompanhei a doutora até onde a Teresa iria dar à luz. Quando entrei na sala, já vestido com a roupa adequada, vi Teresa chorando de dor.
– Amor. – Segurei sua mão e ela me olhou deixando uma lágrima escapar. – Eu estou aqui com você. – Beijei sua testa suada.
– Eu não sei se vou aguentar. – Ela disse em meio a gemidos de dor.
– Vai sim, Teresa, você é forte. Eu preciso que você faça força quando vier uma contração. – Doutora Paloma disse sentada em frente à ela e Teresa empurrava pro nosso bebê sair. Ela gritou de dor e voltou a deitar na cama.
– Eu não consigo. – Ela suplicava e me partia o coração vê-la sentir dor daquele jeito.
– Você consegue amor, você consegue. Só mais um pouquinho. – Segurei sua mão firme.
– Não, não, eu não consigo. – Teresa chorava e eu olhei para a doutora Paloma que estava com um semblante sério.
– Teresa, você precisa fazer força. O seu bebê precisa de você. – Vi Teresa gemeu de dor mas ela não se mexeu. – Gustavo, por favor. – Ela me pediu urgente.
– O que eu posso fazer, doutora? – Perguntei atordoado.
– Se sente atrás dela e a ajude a empurrar. O bebê precisa sair agora. – Ela disse e eu subi na cama atrás da Teresa e ela se encostou em mim.
– Vamos amor, só mais um pouco e o nosso bebê estará aqui. – Sussurrei em seu ouvido e em mais uma contração, Teresa fez força.
Eu não fazia a menor ideia de quanto tempo permanecemos ali, mas ao ouvir o choro do nosso bebê preenchendo a sala, senti minhas lágrimas derramarem de felicidade.
– Parabéns, papais, é um lindo garotão. – Doutora Paloma trouxe o nosso bebê pro colo de Teresa que permaneceu fraca apoiada em meu peito e ela chorava em meio às lágrimas.
– O nosso príncipe, amor. – Ela disse sorrindo. – O nosso bebê. – Vi meu filho coberto de sangue em seu colo e beijei a cabeça de Teresa emocionado. Ficamos admirando-o se mexendo nos braços dela, mas logo as enfermeiras o levaram para pesar e dar banho enquanto a doutora terminava o que tinha que fazer com a Teresa. Quando terminou, saí da cama e Teresa voltou a se deitar cansada.
– Eu vou dizer pra nossa família que o nosso bebê nasceu. – Sussurrei em seu ouvido.
– Fica aqui comigo. – Teresa pediu cansada.
– Eu não demoro, prometo. Te amo. – Beijei sua testa e ela fechou os olhos. Fui até a recepção e encontrei minha família lá.
– E então, Gustavo? – Gabriel perguntou ansioso.
– É um menino! – Disse eufórico e recebi abraços de todos.
– E a Teresa? – Estefânia perguntou.
– Ela está bem. Cansada, mas bem. Vou precisar voltar que eu disse que não demorava. Ela vai dormir e então, podemos ir ver o meu filho. – Não conseguia conter o sorriso que está estampado em minha cara e voltei pro quarto onde Teresa já estava instalada. Ela estava de olhos fechados, mas quando me viu chegando, sorriu doce.
– A Dulce Maria está aí? Ela precisa conhecer o irmão. – Teresa disse baixinho.
– O Victor foi buscar ela. Descansa amor, você foi uma super mulher hoje. Agora precisa descansar bastante antes que tragam nosso filho. – Beijei a cabeça dela e me sentei ao seu lado. Teresa acenou e fechou os olhos. Estava tão cansada que quase imediatamente começou a ressonar. Permaneci com ela por um momento e saí do quarto deixando-a dormir e voltei para onde estava a nossa família. – Ela dormiu. – Cheguei perto deles e finalmente respirei aliviado que nosso filho já estava aqui.
– Quero conhecer o meu sobrinho. – Estefânia disse animada e eu sorri levando todos até o berçário. Meu filho estava bem na nossa frente do vidro.
– Já escolheram o nome dele? – Gabriel perguntou do meu lado.
– Ainda não. Vou esperar Teresa acordar para que decidamos juntos. – Fiquei ali admirando meu bebê dormindo e sorri para ele feito bobo.
– Parabéns, primo. Você e a Teresa merecem esse pacotinho de amor. – Estefânia disse do meu outro lado babando o sobrinho.
– Ela perguntou pela Dulce Maria. Onde está Victor? – Olhei para ela que continuava olhando pro meu filho.
– Ele mandou mensagem dizendo que já está chegando com ela. Dulce Maria está ansiosa pra conhecer o irmão também. – Ela disse e eu sorri.
Logo Gabriel foi embora porque tinha compromissos com a Igreja e Estefânia e eu voltamos para o quarto de Teresa. Ficamos velando o sono dela até que Victor mandou outra mensagem dizendo que já estava ali com Dulce Maria. Saímos do quarto e nós encontramos eles na recepção.
– Papi, o meu irmão já nasceu? É verdade que é um menino de novo? – Dulce perguntou agitada pulando em meu colo.
– Sim, minha filha. Você é irmã mais velha de outro menino. – Beijei sua bochecha e ela me abraçou apertado.
– Ainda bem que a titia me deu uma priminha pra brincar de boneca comigo, vocês só me dão irmãos. – Dulce resmungou e eu sorri para ela.
– Parabéns, Gustavo. – Victor me abraçou feliz.
– E a mamãe, cadê? – Dulce perguntou.
– Sua mãe está dormindo agora. Ela precisa descansar muito. Você quer conhecer seu novo irmão? – Perguntei a ela que balançou a cabeça afirmando animada. Levei ela e Victor para o berçário e mostrei o meu filho que ainda não tinha nome.
– Ele ainda não tem nome? – Dulce perguntou nos meus braços enquanto observava o irmão.
– Não. Vamos esperar a mamãe acordar pra saber a opinião dela. – Dulce acenou e continuou admirando o bebê com um sorrisinho no rosto.
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A volta de Teresa
FanfictionE se o acidente de asa delta da Teresa não tivesse sido fatal? Se ela tivesse sido dada como morta mas, na verdade, não foi o seu corpo que foi enterrado naquele dia? Por um acaso do destino, Teresa sobreviveu ao acidente que mudou o rumo da sua vid...
