Teresa
– A bonequinha dormiu em cima dos livros? – Estefânia disse divertida quando descemos as escadas e vimos Dulce deitada com a cabeça na mesa.
– Mamãezinha! – Ela choramingou assim que me viu e pulou da cadeira pra vir até mim me abraçando pela cintura.
– Minha carinha de anjo, o que aconteceu? – Perguntei preocupada.
– Eu quero colo. – Ela disse com uma vozinha tristonha e eu a levei pro sofá. Dulce se sentou no meu colo e me abraçou, escondendo o rosto em meu pescoço.
– O que aconteceu, bonequinha? – Estefânia perguntou sentando ao meu lado, mas Dulce permaneceu em silêncio.
– Fala pra mamãe e pra titia o que aconteceu. – Pedi a ela.
– O vovô. – Dulce respondeu abafado e eu olhei pra Estefânia.
– O que ele fez? – Perguntei a ela.
– Mamãe, não deixa meu irmãozinho ir pro céu também. – Dulce olhou pra mim com seus olhos chorosos.
– Não, minha filha, isso não vai acontecer. – Tranquilizei a ela.
– Eu sei que você ficou doente porque o vovô ficou brigando com você. E eu não quero que você fique assim. – Ela alisou meu rosto e eu sorri para ela.
– Minha carinha de anjo, não se preocupe. Olha, a mamãe já está melhor. – Ela me olhou desconfiada e eu beijei sua mão.
– Você promete? – Dulce perguntou me analisando.
– Prometo que juro. – Fiz o gesto do juramento.
– É, Dulce, a mamãe é forte e eu sei que você vai cuidar muito bem dela e do seu irmão, não é? – Estefânia falou para ela.
– Sim piririm. Vou ser a melhor enfermeira do mundo. – Dulce sorriu para ela e eu dei um abraço na minha filha.
– Você já terminou sua lição? – Ela balançou a cabeça afirmando. – Então vai lá guardar os cadernos e lavar as mãos pra esperar o jantar. – Dulce beijou minha bochecha antes de sair do meu colo.
– Eu te amo, mãezinha. – Ela disse já em pé e eu sorri.
– Eu também te amo, cariño. – A vi arrumando todo seu material em cima da mesa.
– E a mim, ninguém ama? – Estefânia perguntou fazendo beicinho.
– Eu também te amo, titia. – Escutei a risadinha de Dulce enquanto subia as escadas e voltei a ficar séria, olhando pra Estefânia.
– É, cunhada, Dulce Maria pode ter só seis anos na idade, mas a cabeça é de um adulto de trinta. – Estefânia me disse e eu suspirei.
– Eu não aguento mais essa situação, Estefânia. Parece que estamos pisando em ovos na nossa própria casa. – Passei a mão no rosto frustrada.
– Não se preocupe, no final, tudo dá certo. Só se cuide e não deixe que ninguém interfira na sua saúde. – Estefânia se levantou. – Agora eu já vou, vim trazer a Dulce e ver como você estava a pedido do meu primo. – Me levantei junto com ela.
– Obrigada, cunhada. E dê milhões de beijos na minha afilhada. – Caminhei com ela em direção à porta e abri pra ela sair. No mesmo instante, Gustavo apareceu chegando.
– Olá. – Ele disse a nós duas.
– Oi, primo. Tchau, primo. – Estefânia se despediu dando um beijo nele e eu sorri ainda segurando a porta.
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A volta de Teresa
Fan-FictionE se o acidente de asa delta da Teresa não tivesse sido fatal? Se ela tivesse sido dada como morta mas, na verdade, não foi o seu corpo que foi enterrado naquele dia? Por um acaso do destino, Teresa sobreviveu ao acidente que mudou o rumo da sua vid...
