Gustavo
– Você vai ser papai mais uma vez. – A frase ficou dando voltas na minha cabeça e eu não conseguia parar de olhar entre o par de sapatinhos brancos nas minhas mãos e a Teresa. Seus olhos estavam brilhando com lágrimas não derramadas e seu sorriso poderia iluminar o mais completo breu. E a única coisa que consegui fazer nesse momento foi agarrá-la e abraçá-la o mais apertado possível.
– Não me gira, se não eu passo mal de novo. – Ela falou depressa em meu ouvido e eu a coloquei no chão.
– Quando você descobriu? – Não conseguia conter a emoção pura que brotou no meu peito. Mais um filho ou filha.
– Descobri hoje cedo. – Ela disse tranquila alisando meu rosto.
– Era por isso seus enjoos, não é? – Disse lembrando do mal estar dela no casamento da Estefânia.
– Eu nem me toquei dos enjoos, achei que era estresse mesmo, mas aí hoje cedo eu reparei que estava atrasada e fui fazer um teste de farmácia... – Não a deixei terminar e a beijei com fervor segurando seu rosto.
– Só você sabe? – Perguntei quando nos sentamos no sofá novamente.
– Eu, Rosana e agora você. A ideia era pra você e Dulce Maria saberem primeiro, mas a Rosana quando cisma com uma coisa... Aí eu tive que contar, mas pedi segredo a ela. Foi ela que me deu esse sapatinho. – Ela disse sorrindo e eu olhei de novo para aquele parzinho em cima da mesinha de centro.
– Será que a Dulce vai gostar de ter um irmãozinho ou irmãzinha? – Perguntei preocupado olhando pro parzinho.
– É claro que vai, Gustavo. Nossa filha é a menina mais doce que eu conheço. E ela já me pede um irmão há muito tempo. – Ela sorriu com ternura.
– Eu amo você. – Dei um beijo nela. – Deita aqui. – Me levantei do sofá dando espaço para ela.
– Pra que? – Ela me perguntou desconfiada
– Você vai ver, deita por favor. – Teresa se deitou no sofá e eu levantei a blusa dela deixando sua barriga a mostra. Ela sorriu. – Oi bebê. – Disse para a barriga dela. – Eu sou seu papai. E você nem chegou e já é muito amado. Você tem a melhor mãe do mundo e a mais bonita também. – Sorri para Teresa e ela estava com os olhos brilhando. – E você tem uma irmã que vai cuidar muito de você. – Beijei a barriga dela e subi beijando seu queixo e depois sua boca.
– Eu te amo, mi amor. – Teresa sussurrou em meu ouvido e me abraçou apertado. Respirei aliviado por saber que nós estávamos juntos mais uma vez.
– O que você quer fazer agora? – Perguntei depois dela ajeitar sua blusa e sentar.
– Por que você não traz a Dulce e podemos assistir a um filme? Ela já deve ter feito muita bagunça na casa da Rosana com o Emilio. – Ela disse e eu dei risada.
– Vamos contar a ela hoje? – Me levantei para sair.
– Amanhã eu vou fazer o exame de sangue e quando sair o resultado, podemos ir lá no colégio, o que acha? – Ela perguntou empolgada.
– Por mim, tudo bem. Procura um filme pra gente e eu vou lá buscá-la. – Dei um selinho nela e saí de casa indo até o apartamento de Rosana, não era tão tarde assim, então não tive medo de incomodar. Bati na porta e ouvi a voz dela lá de dentro dizendo que já ia abrir.
– Olá bonitão. O que devo a honra da sua visita essa hora? Pelo visto o jantar foi bom, né? Esse seu sorriso aí já disse tudo. Me livrei de uma bronca da Teresa, então. – Rosana disse divertida encostada na porta.
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A volta de Teresa
Fan-FictionE se o acidente de asa delta da Teresa não tivesse sido fatal? Se ela tivesse sido dada como morta mas, na verdade, não foi o seu corpo que foi enterrado naquele dia? Por um acaso do destino, Teresa sobreviveu ao acidente que mudou o rumo da sua vid...
