Capítulo 52

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Gustavo

Finalmente chegou o dia para descobrirmos o sexo do bebê. Nos últimos dias, Teresa e eu estávamos em discussão sobre o que seria. Eu estava animado e convicto de que ia ser um menino.

- Eu sei que vai ser um menino. Você vai ver. - Disse enquanto trocava de roupa escutando a risada da Teresa. - Vamos fazer uma aposta: se eu acertar, eu escolho o nome dele. Se for menina, você escolhe. - Voltei para o quarto e a encontrei penteando o cabelo.

- É justo! Eu escolhi o da Dulce, você escolhe esse. - Ela me disse enquanto terminava de se arrumar.

Por falar em Dulce Maria, ela permaneceu os três dias de suspensão do colégio em casa de castigo. Claro que Teresa entendeu o lado dela e as duas conversaram diversas vezes, inclusive, fiquei até espantado ao ver que, antes de voltar pro colégio, Dulce conversou com a barriga da mãe dizendo pro irmão "se comportar aí dentro". Teresa era a melhor mãe do mundo e eu sabia que minha pequena tinha um coração bom e só estava passando por uma fase de ciúmes pelo novo irmãozinho.

- No que você está pensando? - Teresa me perguntou alisando meu rosto.

- Na Dulce. - Segurei sua mão e dei um beijo.

- Ela voltou ontem para a escola e eu já estou com saudades. - Teresa fez carinha de manha.

- Essa gravidez está deixando você mais carente, hein? - Olhei para ela.

- Só quero minha carinha de anjo pertinho de mim. - Ela disse ainda com beicinho.

- Daqui a pouco ela está aí de novo e você pode passar superbond nela e em você. - Brinquei e recebi um tapa em troca quando levantava da cama.

Seguimos para o hospital para nos encontrarmos novamente com a Dra. Paloma. Teresa gostou tanto dela que a tornou sua obstetra definitiva e seria ela quem faria o parto do bebê.

- Olá, se não são os papais mais bonitos que tenho! Ansiosos para saberem o sexo do bebê? - Dra. Paloma nos cumprimentou.

- Sim! - Teresa e eu dissemos juntos.

- Ainda esperam que seja um meninão? - Ela perguntou e eu balancei a cabeça animado.

- O pai sim. Por mim, o que vier, já é muito amado. - Teresa sorriu.

- Ah, mas os pais sempre querem um menino. Pra levar pro futebol, ensinar a pescar... Principalmente se eles já têm uma menina. - Dra. Paloma sorriu.

- Já tem muita mulher em casa. Preciso de um homem pra equilibrar. - Disse sorrindo e recebi uma sobrancelha levantada da Teresa.

- Bom, Teresa, você já sabe os procedimentos. Vá trocar de roupa e se deite na cama. Eu vou precisar medir sua pressão e seu peso para saber se está tudo normal, ok? - Paloma disse e Teresa assentiu.

Depois desses exames rápidos, Teresa finalmente se deitou na cama e esperou a doutora chegar para lhe examinar. Fiquei de pé ao lado dela segurando sua mão.

- Você não vai chorar, ham? Senão eu choro também. - Teresa me disse rindo nervosa.

- Aí quando descobrirem, estarão os dois chorando. - A doutora brincou e demos risada. Dra. Paloma começou o exame e logo escutamos os batimentos cardíacos fortes e rápidos do bebê.

Sentia as lágrimas escaparem nesse exato momento porque era emocionante poder ouvir o coração do meu filho e saber que ele crescia forte e saudável. - Agora, vejamos... - Dra. Paloma disse fazendo suspense. - O bebê está bem, está crescendo de acordo com o normal e está numa posição ótima para descobrirmos o que esconde entre as pernas. - Ela ficou em silêncio um minuto e Teresa e eu aguardamos com expectativa. - Parece que o papai aqui não vai mais ser o único homem da casa. É um lindo garotão. - Olhei pra Teresa que estava sorrindo emocionada.

A volta de TeresaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora