Gustavo
Finalmente chegou o dia para descobrirmos o sexo do bebê. Nos últimos dias, Teresa e eu estávamos em discussão sobre o que seria. Eu estava animado e convicto de que ia ser um menino.
- Eu sei que vai ser um menino. Você vai ver. - Disse enquanto trocava de roupa escutando a risada da Teresa. - Vamos fazer uma aposta: se eu acertar, eu escolho o nome dele. Se for menina, você escolhe. - Voltei para o quarto e a encontrei penteando o cabelo.
- É justo! Eu escolhi o da Dulce, você escolhe esse. - Ela me disse enquanto terminava de se arrumar.
Por falar em Dulce Maria, ela permaneceu os três dias de suspensão do colégio em casa de castigo. Claro que Teresa entendeu o lado dela e as duas conversaram diversas vezes, inclusive, fiquei até espantado ao ver que, antes de voltar pro colégio, Dulce conversou com a barriga da mãe dizendo pro irmão "se comportar aí dentro". Teresa era a melhor mãe do mundo e eu sabia que minha pequena tinha um coração bom e só estava passando por uma fase de ciúmes pelo novo irmãozinho.
- No que você está pensando? - Teresa me perguntou alisando meu rosto.
- Na Dulce. - Segurei sua mão e dei um beijo.
- Ela voltou ontem para a escola e eu já estou com saudades. - Teresa fez carinha de manha.
- Essa gravidez está deixando você mais carente, hein? - Olhei para ela.
- Só quero minha carinha de anjo pertinho de mim. - Ela disse ainda com beicinho.
- Daqui a pouco ela está aí de novo e você pode passar superbond nela e em você. - Brinquei e recebi um tapa em troca quando levantava da cama.
Seguimos para o hospital para nos encontrarmos novamente com a Dra. Paloma. Teresa gostou tanto dela que a tornou sua obstetra definitiva e seria ela quem faria o parto do bebê.
- Olá, se não são os papais mais bonitos que tenho! Ansiosos para saberem o sexo do bebê? - Dra. Paloma nos cumprimentou.
- Sim! - Teresa e eu dissemos juntos.
- Ainda esperam que seja um meninão? - Ela perguntou e eu balancei a cabeça animado.
- O pai sim. Por mim, o que vier, já é muito amado. - Teresa sorriu.
- Ah, mas os pais sempre querem um menino. Pra levar pro futebol, ensinar a pescar... Principalmente se eles já têm uma menina. - Dra. Paloma sorriu.
- Já tem muita mulher em casa. Preciso de um homem pra equilibrar. - Disse sorrindo e recebi uma sobrancelha levantada da Teresa.
- Bom, Teresa, você já sabe os procedimentos. Vá trocar de roupa e se deite na cama. Eu vou precisar medir sua pressão e seu peso para saber se está tudo normal, ok? - Paloma disse e Teresa assentiu.
Depois desses exames rápidos, Teresa finalmente se deitou na cama e esperou a doutora chegar para lhe examinar. Fiquei de pé ao lado dela segurando sua mão.
- Você não vai chorar, ham? Senão eu choro também. - Teresa me disse rindo nervosa.
- Aí quando descobrirem, estarão os dois chorando. - A doutora brincou e demos risada. Dra. Paloma começou o exame e logo escutamos os batimentos cardíacos fortes e rápidos do bebê.
Sentia as lágrimas escaparem nesse exato momento porque era emocionante poder ouvir o coração do meu filho e saber que ele crescia forte e saudável. - Agora, vejamos... - Dra. Paloma disse fazendo suspense. - O bebê está bem, está crescendo de acordo com o normal e está numa posição ótima para descobrirmos o que esconde entre as pernas. - Ela ficou em silêncio um minuto e Teresa e eu aguardamos com expectativa. - Parece que o papai aqui não vai mais ser o único homem da casa. É um lindo garotão. - Olhei pra Teresa que estava sorrindo emocionada.
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A volta de Teresa
FanfictionE se o acidente de asa delta da Teresa não tivesse sido fatal? Se ela tivesse sido dada como morta mas, na verdade, não foi o seu corpo que foi enterrado naquele dia? Por um acaso do destino, Teresa sobreviveu ao acidente que mudou o rumo da sua vid...
