– Finalmente ela dormiu. – Respondi quando Teresa saiu da cama de Dulce Maria.
– Ela estava cansada. Hoje esgotou todas as energias. – Teresa disse baixo e eu a puxei para mim. Começamos a nos beijar e ela trancou seus braços ao redor do meu pescoço.
– Eu amo tanto os seus beijos. – Sussurrei mordendo seu lábio e ela alisou meu cabelo.
– E eu amo você. – Teresa sussurrou e eu a levei para a cama, sentando e puxando-a para o meu colo. Alisei suas coxas e ela suspirou enquanto nos beijávamos. O clima começou a esquentar entre nós. – Gustavo... – Ela suspirou enquanto mordia seu queixo.
– Hum...? – Não parei de beijar cada pedacinho doce da sua pele.
– Não podemos... – Teresa levantou a cabeça me dando liberdade para beijar seu pescoço.
– Eu preciso tanto de você. – Disse sentindo meu corpo reagir ao dela.
– A Dulce... – Ela gemeu baixinho quando mordi sua orelha. – Eu não consigo. – Ela disse e eu parei olhando para ela.
– Seu corpo não diz isso. – Vi seus seios eriçados pela fina camisola que ela estava usando. – Prometo que não deixo você gritar muito alto. – Disse divertido e ela estirou a língua pra mim. Tentei pegá-la rápido dando outro beijo nela e a deitei na cama devagar, alisando seu corpo por cima da camisola dela. Ficamos de frente um para o outro e não parei de beijar a Teresa que suspirava com meus beijos. Desci sua calcinha devagar sem deixar de alisá-la e ela fechou os olhos. Toquei sua intimidade com a ponta dos meus dedos e Teresa mordeu meu lábio em resposta, se entregando ao momento. Tirei sua roupa e a minha e nos escondemos debaixo do edredom.
– Isso é loucura. – Ela sussurrou me olhando.
– Uma loucura muito gostosa. – Sussurrei em seu ouvido. – Vira. – Ela ficou de costas para mim e eu me aproximei, entrando nela devagar. Teresa afundou o rosto no travesseiro e gemeu baixinho com o nosso contato. Comecei a me movimentar devagar, analisando cada expressão de prazer que ela dava, até que senti sua mão na minha bunda, me puxando mais para perto. Beijei seu pescoço enquanto brincava com seu seio e ela mordeu o lábio tentando não fazer barulho. Nosso ritmo aumentou e Teresa não conseguia mais não gemer alto cada vez que entrava nela, então a virei para mim mais uma vez e prendi sua perna em minha cintura, a possuindo por completo. Cada estocada minha era um gemido dela que eu engolia com maior prazer literalmente. Ela se agarrou a mim quando o ápice a atingiu e escondeu seu rosto em meu pescoço abafando um gritinho pela chegada do seu orgasmo. Senti meu corpo inteiro se arrepiar com aquele ato dela e também me entreguei ao momento, me esvaziando nela. Por um tempo, permanecemos assim, abraçados, conectados e em silêncio, ofegantes e extasiados.
– Eu te amo. – Escutei ela dizer e sorri.
– Você não faz ideia do quanto eu te amo. – Segurei seu rosto e a beijei novamente a abraçando.
– É melhor colocarmos a roupa, antes que adormeçamos e a Dulce acorde. – Ela sussurrou e só então lembrei que nossa filha dormia alheia a tudo ao nosso lado. Voltamos a nos deitar um de frente pro outro e vejo um brilho risonho no olhar da Teresa.
– Agora descansa, que amanhã tem mais. – Disse a ela que me encarou.
– Eu não vou fazer essa loucura de novo, Gustavo. – Ela disse séria.
– Tudo bem, amor. – Disse divertido. – Agora vamos dormir. – Alisei seu cabelo e ela se aconchegou em meus braços. Ela não fazia a menor ideia do que iria acontecer no dia seguinte. Com esse pensamento e ela abraçada a mim, me rendi ao sono e dormi feliz.
-
– GUSTAVO LÁRIOS! – Escutei a voz de Teresa vindo atrás de mim e dei um pulo me virando para vê-la séria, com uma mão na cintura e a outra segurando a mão de uma Dulce Maria que me olhava culpada.
– O que aconteceu? – Perguntei assustado.
– Eu posso saber o que é que você está escondendo de mim com a minha filha? – Ela disse ainda séria.
– Papi, desculpa, saiu sem querer sobre a surpresa. – Dulce se desculpou culpada.
– Amor... – Me aproximei dela tentando não rir da sua carinha de brava.
– Você sabe que eu não gosto quando me esconde as coisas, ainda mais quando coloca a Dulce Maria no meio. – Ela me encarava sem mudar a postura.
– Mas, mãezinha, a surpresa é boa. Eu prometo que juro. – Dulce disse a ela.
– Vem aqui, minha bravinha... – Puxei Teresa pela cintura. – A gente veio aqui para relaxar, então, relaxa. – Beijei seu pescoço.
– Será que você pode me dizer o que é? – Ela perguntou manhosa.
– Não, ainda não. – Ela me encarou com raiva e se soltou de mim.
– Então você não vai encostar um dedo em mim. – Ela disse petulante e se virou para ir embora com Dulce Maria. Chamei-a novamente, mas ela não me deu ouvidos arrastando nossa filha para a piscina de criança e eu suspirei pegando meu telefone e discando pra Estefânia.
– Oi, primo. Já estamos chegando aí. – Ela soava animada.
– Você precisa organizar tudo logo, a Dulce deixou escapar pra Teresa que estamos preparando uma surpresa pra ela e ela está com raiva porque eu disse que não podia contar. – Disse sorrindo ao lembrar de sua pose adorável.
– Calma, Gustavo. Vai dar tudo certo. Quando a Teresa souber o que é, vai se derreter todinha. – Ela disse divertida.
– Assim espero. Agora, mais do que nunca, toma cuidado porque com certeza ela já está alerta. – Caminhei a procura das minhas mulheres naquele monte de piscina infantil até que as encontrei e as observei.
– Pode deixar comigo. Divirtam-se. – Nós desligamos e segui em direção a Teresa que estava sentada perto da borda da piscina e Dulce Maria estava dentro, no raso com suas boias no braço.
– Ei, você. – Teresa não olhou para mim. – Amor, não fica assim. Olha, eu prometo que você vai gostar do que estou preparando. Estamos. – Respondi incluindo nossa filha.
– Você sabe que eu não gosto de ficar curiosa. – Ela disse fazendo birra.
– Eu sei. Mas também sei o quanto você ama ser surpreendida. E eu faço isso por você. Você confia em mim? – Segurei sua mão e ela me encarou.
– Sim. – Ela disse baixinho.
– Então, não se preocupe. No momento certo, você vai saber e eu tenho certeza que vai amar a surpresa. – Sorri para ela e beijei sua mão, deixando-a no meu rosto.
Teresa alisou minha barba e me deu um selinho demorado enquanto sorria. Não resisti e mordi seu lábio chupando-o logo depois. Nosso beijo terminou com um estalo e passei meu braço ao redor de sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim enquanto nós dois observávamos nossa filha tomar banho de piscina com as outras crianças.
Mais tarde, depois de um telefonema de Estefânia dizendo que estava tudo pronto, me sentia nervoso e ansioso. Queria ver a reação da Teresa quando soubesse que a surpresa que tinha preparado nada mais era do que o nosso casamento. Ou renovação dos votos, talvez. Parecia até que estava me casando pela primeira vez com ela, há tantos anos atrás, do nervosismo que corria em minhas veias. Estava na hora de começar a me arrumar. Estefânia tinha trazido nossas roupas e agora, eu estava aqui nesse quarto, longe do meu para que Teresa não mais me visse antes da hora e sentia meus nervos à flor da pele.
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A volta de Teresa
FanfictionE se o acidente de asa delta da Teresa não tivesse sido fatal? Se ela tivesse sido dada como morta mas, na verdade, não foi o seu corpo que foi enterrado naquele dia? Por um acaso do destino, Teresa sobreviveu ao acidente que mudou o rumo da sua vid...
