Capítulo 26 - Primeiro Dia de Aula

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Ella acordou no outro dia com dor de cabeça, provavelmente uma das reações adversas do antídoto. Snape entrou nos aposentos dela como se fosse dono do local trazendo um cálice com uma poção de cor amarelo ovo.

- Vamos, levanta. - disse ele entediado. - sempre dormindo até tarde, eu disse a Dumbledore que você não teria a responsabilidade suficiente para o cargo.

- Cala a boca - disse ela se levantando com dificuldade por estar meio grogue.

- Beba a poção, e não se atrase, você tem que dar aula em 1 hora. - disse ele se virando e saindo da sala.

- Fala como se eu demorasse uma hora para me arrumar. - disse ela para o vazio e se levantou.

Após se arrumar e beber a poção, a dor de cabeça parecia ter piorado, mas ela não desistiria de dar sua primeira aula, estava ansiosa para amedrontar as crianças e se divertir ensinando algumas travessuras a eles, a primeira aula seria para os alunos do primeiro ano.

Quando Ella entrou na sala de aula as crianças já estavam sentadas aguardando, o sol das 9 da manhã raiava lá fora e iluminava toda a sala de aula que ela havia decorado, nas paredes havia uma tapeçaria encantada para gritar ao ser tocada, um quadro de uma velha senhora "avó de Ella e de Snape", que xingava sempre que alguém abria as cortinas, haviam também alguns utensílios azarados dentro de cúpulas, como frisbes dentados, e xícaras que mordem o nariz, e objetos mais perigosos como chaves amaldiçoadas e um relógio que corria ao contrário e fazia com que crescesse cabelos e barba brancas em quem tocasse nele.

Para Ella, aqueles artigos eram interessantes o suficiente para alunos de primeiro ano que não sabiam muito sobre magia.
Os alunos a olharam atônitos, ela vestia uma capa com detalhes em prata nas bordas, e os cabelos dela estavam presos num rabo de cavalo ao alto, ela usava um óculos escuro redondo para tampar os olhos.
- Não quero conversas paralelas na minha aula, nem luz do sol. - disse ela fazendo uma careta e fechando as cortinas com magia, ela encantou o giz que escreveu o nome Prince no quadro. - Sou a professora Prince, no mais podem me chamar de senhora Prince e nada além disso, quando tiverem algo a falar devem levantar a mão e aguardar sua vez, podem guardar os livros, minhas aulas são em sua maioria aulas práticas.

- Com licença professora - disse um aluno levantando a mão.

- Diga McMillan. - respondeu ela.

- Como sabe meu nome? - perguntou ele trêmulo.

Ella revirou os olhos
- Sei o nome de todos. Podemos continuar?

- Eu... Eu... Eu queria perguntar se a senhora pode abrir as cortinas, porque eu tenho... Er.. medo do escuro. - disse ele se encolhendo na própria mesa, os outros alunos riram.

- Você é nascido trouxa? - perguntou ela com a voz branda.

- Sim senhora. - respondeu ele sem fazer contato visual.

- McMillan, quando se tem medo apenas da escuridão - disse ela mostrando a varinha para ele - pode se invocar uma luz. - então a ponta da varinha se iluminou, o que fez o garoto sorrir. - Mas o medo do desconhecido é diferente, por que a sensação de estar sozinho pode nos deixar desconfortáveis. - o garoto concordou com a cabeça, e os outros riram dele.

- Isso não é motivo para riso - disse ela engrossando a voz fazendo eles abaixarem a cabeça chateados. - Todos tem medo de algo, e isso não é para se envergonhar- ela tocou o ombro de McMillan e disse brandamente - Você foi muito corajoso em assumir seus medos, mas vai precisar de mais coragem para enfrentá-los.

- Como posso enfrentar se por dentro estou apavorado professora? - disse ele numa voz fina.

- Até nos momentos mais obscuros, de puro pavor e desesperança, quando só há escuridão, podemos encontrar a luz dentro de nós mesmos. - disse ela apontando a varinha para alto com um floreio - Expecto Patronum - e os sete qilins filhotes saíram da ponta da varinha e começaram a brincar pelo ar, correndo felizes entre os alunos que ficaram surpresos e animados, as garotas deram suspiros encantadas, e os meninos se levantaram para tentar tocar os qilins voadores.

A aura de energia boa irradiou pela sala, e todos estavam sorridentes e corados, exceto por Ella que estava concentrada em manter o feitiço ativo, indicando com a varinha o caminho que os patronos deviam seguir, os qilins foram sumindo um a um, e o último deu uma lambida no rosto do garotinho nascido trouxa que deu uma gargalhada encantado, e então o feitiço sumiu.
A sala explodiu em aplausos, com todos admirados com a perícia da nova professora.

- Certo, certo. Agora vamos nos sentar e prestar atenção a aula. - disse ela séria.

Todos se sentaram sem questionar e ficaram prestando atenção com os olhos brilhando.

- A magia das trevas é algo obscuro, ao contrário do patrono que é uma manifestação da luz da bondade que há dentro de cada um, as artes das trevas são uma ramo obscuro da magia, onde se força de vontade em fazer o mal. As artes das trevas podem ser combatidas, usando resiliência, esperança e coragem, embora nunca podem ser erradicadas definitivamente. - disse Ella andando pela sala, alguns alunos anotavam furiosamente em seus cadernos, enquanto outros acompanhavam a professora com olhares hipnotizados.

- Professora, porque a magia das trevas não pode ser erradicada? - perguntou Beatrice.

- Porque é a lei do equilíbrio natural, existe luz e escuridão, frio e calor, som e silêncio, para tudo existe seu oposto, assim como para as artes das trevas existem as magias de luz. E é isso que vou ensiná-los ao decorrer desse ano, como se defender contra as trevas, como desfazer maldições, como lutar contra seres e pessoas maldosas com azarações divertidas e simples que vocês levarão para toda a vida! - Ella olhou para os alunos que estavam atônitos prestando atenção.

- Levantem - se, analisem os itens da sala, não toquem neles, quero que analisem e sintam a aura mágica de cada um dos elementos da sala, e quero que descubram qual desses itens contém uma maldição. Detalhe, temos aqui, itens encantados, azarados, e apenas um amaldiçoado, se vocês descobrirem qual é o item, vou ensiná-los uma magia para desfazer a maldição do item. - os alunos se levantaram e Ella fez as mesas se alinharem num canto da sala, e trouxe os objetos para o meio da sala para que os alunos pudessem analisar.

- Professora? Quem te ensinou a fazer o feitiço do patrono? - perguntou uma garota com cabelos pretos cacheados, Alice Cooper.

- Meu padrinho - respondeu Ella com um sorriso nostálgico.

A Princesa Mestiça e a Ordem da FênixHistórias para pegar e não largar. Descubra agora