Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Capítulo 100 - Sensível Demais

27 7 0
                                        

Dumbledore que sempre foi contido, com seu jeito sábio e inteligente, parecia desconcertado com a revelação. Ele ficou silêncio, como se escolhesse as palavras que diria a seguir.
- E como você está sentindo com tudo isso acontecendo? - perguntou ele por fim.

Ella começou a respirar mais rápido, e fez um biquinho como uma criança prestes a chorar.
- Estou... Perdida. - disse ela se controlando o máximo que podia.

- Sírius já sabe? - perguntou Dumbledore se aproximando e tocando o ombro dela com delicadeza.

Ella então explodiu.
- Eu não sei o que fazer, nunca quis ficar grávida, e agora não sei como deveria me sentir, estou desesperada, assustada, e ao mesmo tempo me sinto uma pessoa horrível, porque eu deveria estar feliz e fazendo planos para meu filho, mas não consigo pensar em nada, só no quanto estou deprimida e preocupada, meu corpo está mudando, me sinto exausta o tempo todo, e não quero nem pensar em Sirius no momento porque tenho coisas mais importantes para lidar, mas não consigo aceitar a verdade e fico me perguntando o porque isso teve de acontecer comigo, eu vou ser a pior mãe do mundo Alvo! Porque só consigo pensar em mim e no quanto estou com medo. - disse ela tão rápido e chorando com tanto desespero que Dumbledore ficou surpreso com a reação dela.

Ele a abraçou e aguardou pacientemente que ela terminasse de chorar, ela estava sendo forte a tempo demais, tentando parecer bem para Severo, mas se sentia sobrecarregada por não poder contar desabafar sobre a verdade com Severo, dada a situação com Sírius, e por se sentir perdida com a situação. Ela estava preocupada com o bebê, se seu corpo aguentaria manter a gravidez, e preocupada com o resto, como poderia ajudar Dumbledore com a missão? E o que aconteceria quando o bebê nascesse? Ela seria tratada diferente? Seria subestimada por ser mãe? E como cuidaria do bebê tendo tanto para fazer?

Dumbledore deu o sorriso mais gentil e bondoso que tinha antes de falar.
- Ella, nenhuma pessoa é igual a outra, e dada as circunstâncias é natural e compreensível que você esteja preocupada, com medo, e mais natural ainda que sinta desespero diante da situação. Harry Potter está enfrentando o torneio tribruxo e o futuro é incerto ainda mais com a ameaça do retorno de Voldemort. Eu compreendo você, e ninguém te julgaria por se sentir assim!

- Você acha que é normal uma mulher ficar apavorada ao invés de feliz com a chegada de um filho? - perguntou ela odiando a si mesma.

- Claro que é normal, ainda mais se tratando do primeiro filho. - explicou Dumbledore com serenidade - o medo que sente demonstra que se preocupa com o bebê, e com o futuro dele. Você vai ser uma mãe excelente, é jovem, poderosa, engraçada, seu filho vai te admirar, e contar aos amigos que a mãe dele tem poderes diferentes dos outros bruxos, você vai ser a heroína dele Ella, a mãe que passou por diversas dificuldades e venceu, que lutou em duas guerras com coragem e determinação, que venceu Carrow, derrubou toda uma organização criminosa de bruxos das trevas e ainda lutou pessoalmente cotra Voldemort. - disse Dumbledore com ternura, secando as lágrimas no rosto dela.

- E se eu não puder protegê-lo? - murmurou ela preocupada.

- Ella! - repreendeu Dumbledore com um sorriso - Você é a bruxa mais poderosa que conheço, e olha que conheço muitas! E seu filho não vai contar apenas com você, ele terá a mim, e a Severo, e toda a ordem para protegê-lo! Terá o pai quando vocês resolverem seus problemas, e imagina como vai ser para Harry quando descobrir sobre você e o bebê? Você terá toda Hogwarts para ajudá-la! Depois que as suas inseguranças se acalmarem você vai conseguir ver além da angústia que sente e vai se sentir feliz. - disse Dumbledore com sua sabedoria e serenidade a fazendo relaxar um pouco.

- Acha que vou ficar feliz? - perguntou ela esperançosa.

- Vai, você vai ter uma família Ella! E logo todas essas preocupações vão passar, e você vai se concentrar no que é mais importante no momento, seu filho. - disse Dumbledore com brandura.

Ella ficou em silêncio observando Fawkes que limpava suas penas.
- Alvo, não conte nada a Sírius, por favor. - pediu ela perdida em pensamentos.

- Eu jamais revelaria algo que pudesse lhe trazer mais dor Ella, - prometeu Dumbledore - embora eu discorde de sua decisão.

- Ele queria me forçar a escolher entre ele e Severo, ele foi infantil, e queria mandar em mim de certa forma, você sabe que eu não aceito uma coisa dessas, e não deixarei ninguém pisotear minha liberdade, nem mesmo Sírius. - disse ela com firmeza.

- Você o ama? - perguntou Dumbledore de repente.

Ella olhou indignada para o diretor.
- Você acha que se eu não o amasse, eu estaria grávida agora? - perguntou ela sarcástica.

- Não tive intenção de insulta-la, apenas fiz uma pergunta para que você pudesse enxergar seus próprios sentimentos. Se existe amor, logo tudo estará resolvido, e você ficará bem Ella. - afirmou Dumbledore a acalmando.

Dumbledore observou o rosto de Ella suavizar um pouco, como se o peso de suas preocupações tivesse sido aliviado, mesmo que temporariamente. Ela ainda parecia assustada, mas havia algo nos olhos dela que indicava uma pequena faísca de esperança.

- Eu preciso de tempo, Alvo. Tempo para processar tudo isso - disse Ella, sua voz mais controlada agora, embora ainda carregasse o peso do medo e da incerteza.

- Ah o tempo, ele cura todas as feridas, e nos ajuda lidar com nossos conflitos internos. Sei que você encontrará forças em meio a tudo isso - disse Dumbledore, sorrindo suavemente. - E se precisar de mim, estarei aqui sempre que precisar.

Ella assentiu, perdida em seus pensamentos. Dumbledore se levantou e tocou o ombro dela com um gesto gentil.

- Agora, sugiro que descanse e se concentre em sua saúde. E sobre nossa missão, fique tranquila, existem coisas que são inevitáveis, e o futuro reserva escolhas difíceis para todos nós, mas você deve se preocupar com o agora, e com esse bebê inocente que está crescendo em seu ventre. - aconselhou Dumbledore com um sorriso.

- Você parece contente. - observou ela se sentindo mais leve após a conversa sincera.

- Estou feliz por você, porque logo você vai perceber a alegria de ter uma família normal, você vai sentir esperança quando perceber que seu legado vai persistir através de seu filho, e que nunca mais ficará sozinha, pois terá alguém que vai ama-la incondicionalmente por toda a vida, e até depois dela. - revelou Dumbledore com um sorriso bondoso.

- Espero que esteja certo Alvo. - disse ela com um sorriso triste - acho que vou me instalar por enquanto na minha mansão a beira mar, na ilha. Acho que será o local mais seguro para me cuidar e manter distante um pouco da ação. - disse ela ainda em dúvida.

- Parece que tem outros planos para o futuro. - observou Dumbledore que deixava passar nada.

Ella sorriu de um jeito maroto.
- Tenho a intenção de ficar em outro lugar...

Dumbledore riu adivinhando o que ela iria fazer futuramente.
- Ele não vai gostar nada do que você pretende fazer...

- Essa é a minha intenção, se eu não tenho paz, Severo também não vai ter. - disse ela rindo finalmente voltando a ser a mesma de sempre.

A Princesa Mestiça e a Ordem da FênixHistórias para pegar e não largar. Descubra agora