ALGUNS ANOS ANTES

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Estados Unidos, Boston
Hurricane Park
6:35 AM

Point Of View: Justin Bieber

Respirei bem fundo e então soltei o ar lentamente pela boca.

E como numa sequência de seguia.

Eu gostaria de não estar sentindo tanto..

Da sala de controle da torre central, sentado sobre uma poltrona - não muito confortável - eu observava a vastidão do parque. Ele está livre de todos aqueles mortos-vivos, que a essa hora já devem estar bem longe.

Jimmy afirmou que depois de hoje o parque não será mais o seu refúgio. Ele está cheio de dúvidas referentes à aqueles caminhões e acha que ainda podem voltar com mais zumbis. Afinal, a east vinte e três está livre novamente.

Daqui de cima eu tenho a visão perfeita da roda gigante, e se eu fechar os meus olhos, sem erro algum vou conseguir visualizar perfeitamente como foi estar lá em cima com a Camila, do momento em que subimos, ao momento em que ela caiu.

- Eu fui muito inútil..

Os meus olhos ardem insistentemente, mas não porquê eu sinta vontade de chorar, ou qualquer outra coisa do tipo. Eu deveria estar descansando agora, eu deveria aproveitar o momento para finalmente fechar meus olhos depois de dias sem conseguir, mas acontece que eu simplesmente não consigo, não dá!

Eu perdi o meu carro, perdi o contato com o Chaz e com o Ryan, a Camila está morta, e agora eu não sei nem em como recomeçar, para onde seguir e o que fazer. Eu estou perdido e sozinho. De novo.

- Se eu não tivesse me importado tanto com ela.. - Murmurei, observando o meu tornozelo inchado. Algo como raiva instalou-se em mim. - Eu estaria com os meus amigos, meu carro e com a maldita sanidade. Vadia burra! - Rosnei por fim, para mim mesmo.

A porta da sala foi aberta revelando o Carl, ele estava com uma bandeja em mãos com comida sobre ela. Indaguei que fosse para mim.

- Você deveria estar descansando cara. - Carl colocou a bandeja com comida sobre uma mesinha próxima a mim. - Não parece nada bem, e o seu pé el..

Apressei-me em interrompe-lo.

- Eu sei! - Exclamei. - Eu sei.. E eu já vou. Não precisa se preocupar.

Carl pareceu concordar.

Ele me deu as costas e foi até a porta, mas não atravessou-a.

- Eu também estou um pouco assustado até agora, ela era especial. Mas seja aonde estiver, está muito grata a você.

Deixei um sorriso débil escapar.

- Estaria aqui agora se não fosse tão burra. - Acrescentei.

Não é tão difícil. Ou você mata, ou você corre e se esconde. Eles não tem a droga de um cérebro, sem pensam, não sabem de nada. Não è tão difícil!

Estava demorando mesmo para acontecer..

- Essa não é a melhor maneira de dizer que sente a falta de alguém. - Um sorriso se formou no canto da boca do Carl. Ele pareceu se divertir.

Encarei-o, descrente.

- E quem disse que eu sinto? Eu nem gostava dela. - Me remexi sobre o assento, agitado. - Só estou com raiva por ter perdido tanto tempo com aquela.. Grr! Eu iria me livrar dela assim como vou fazer com todos vocês.

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