Capítulo 73☘

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Acordo aos poucos e Matheo está sentado ao meu lado. Vejo seus olhos suspensos sobre mim. Ergo meu corpo subitamente e percebo que estou debaixo de uma coberta e deitada sobre uma cama.

— Que quarto é este?

—Não vou falar. Nada de situá-la, sinto muito. —Matheo aperta minha mão.

— Meus amigos, onde eles estão? Por que você quer feri-los? Pelo amor de Deus, vamos conversar com calma.

—Ninguem vai machucar ninguém. Eu prometo. 

Afasto minha mão e me cubro com o cobertor, como se eu fosse uma criança com medo de filme de terror.

Ele tirou um celular do bolso e meus olhos arregalaram em ver aquele objeto tão importante e decisivo para me tirar deste lugar.

Ele liga o celular e depois passa algumas fotos na minha frente, mostrando Miriam e Christian juntos.

— Christian está vivo e Miriam o dopou para tirar essas fotos, assim você ficaria com raiva dele.  

— Mas eu namoro Isaac, vocês são burros ou o quê?— surpreendo-me com tal revelação. 

— Mas você gosta mais de Christian do que de Isaac e isso você não vai poder negar. Eu não sou bobo. Está muito longe de você sentir algo por mim. 

Agarro Matheo pela nuca e o beijo, puxando-o sobre mim. Ele me abraça e levanta a bainha da minha camiseta, na realidade, a roupa é sua e ele aperta a minha cintura nua.

— Não adianta mentir para mim, Lis, não sou bobo...mas eu quero muito ficar com você—  ele sussurra perto do meu ouvido e me apertando, contraindo seu corpo contra o meu. Eu tento me aproveitar da situação e consigo tirar o celular de sua mão, beijando-o. 

Matheo tira a própria camiseta e me incentiva a fazer o mesmo quando peço para ele deixar eu ficar em cima dele.

Peço para ele fechar os olhos e ele vai puxando a camiseta que estou vestindo quando eu inclino meu corpo mais para fora da cama, digitando o número da polícia e jogando o celular para debaixo da cama. Eu começo a gritar e em vez de pedir socorro, eu grito o endereço da pousada várias vezes e bem alto.  Eu saio de cima dele e grito sem parar. 

Matheo se desespera e me dá um tapa, empurrando-me e me xingando em seguida. 

— Você está louca! — ele está atordoado e não encontra o celular, que permanece debaixo da cama. 

—  Onde está o celular, garota?!

—  Debaixo da cama, seu otário! —  esbravejo com raiva. 

Ele se agacha e estende o braço comprido para pegar o celular quando eu consigo pegar um vaso de porcelana e bato com força em sua cabeça. A peça espatifa e Matheo cai com a cabeça sangrando.Ele havia pegado o celular e eu o tiro de sua mão. Saio correndo daquele quarto com a luz acesa e fico mais aliviada em saber que o corredor também possui iluminação.A chave foi fácil de achar e estava em um dos bolsos da calça de Matheo. 

Entro no elevador em funcionamento e decido ir para o térreo.

A ligação com a polícia foi interrompida, então escrevo uma mensagem e envio para eles. Espero que eles possam chegar a tempo.

Quando as portas do elevador se abrem, sou pega de surpresa ao ver Gaby, Isaac e Christian amarrados e sentados lado a lado na poltrona.

O mascarado Vini está em pé, apontando sua arma para mim.

— Levante os braços para cima!—ele ordena e pelo susto, obedeço e o celular cai no chão. Agora estou sem chão.

— Você estava com celular? —ele avança e mantém a arma erguida na altura de meus olhos. Sem se mover, continuo com as mãos para o alto e o mascarado puxa meus cabelos, agora mais curtos,  para o lado.

—Você está muito feia, Lisandra. Acho que a pessoa certa para começar a tirar foto no Instagram é Gaby, a minha Deusa. — ele dizia, olhando para trás. Neste momento, a minha adrenalina alcançava um nível incalculável e dei um chute em seu braço, derrubando a arma no chão. 

—Desgraçada!

Eu corri para pegar a arma e o mascarado pulou sobre mim, enforcando-me por trás e tentando tomar a arma de minha mão.

Ele sabia do meu pulso machucado e o torceu ainda mais, causando uma dor terrível. Apertei o gatilho. Um tiro.

Pois é, pessoal, estamos próximos! Muito obrigada pela leitura!!!  que tiro foi esse???

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