Éramos os três idiotas. Não esperava ser surpreendida por Jonas, e fiquei mais furiosa ainda ao saber que ele tinha planejado com Christian, que me conhecia o suficiente para saber que eu tentaria acompanhá-lo para salvar Noah.
Gaby soltou os cabelos que estavam presos por um laço. Ela reforçou o batom vermelho e retirou o casaco, exibindo seu traje: um vestido vermelho curto.
— Para quem não sabe, há uma grande possibilidade do cárcere privado estar abaixo de uma boate aberta e me esperando para experimentar meus drinks. Aliás, uma vodca cairia bem. Mas já faz alguns minutos que a localização do sequestrador não aparece mais. Ele deve ter se tocado que a polícia logo o pegaria.
Gaby estava muito estilosa com seus tênis brancos e sinceramente, não pude desfocar da coragem dela estar pronta daquele jeito, sendo que só havia matagal naquele lugar escuro.
Ela pouco se importou e começou a andar na nossa frente, como se soubesse exatamente o que estava fazendo, portanto, seguimos seus passos e me lembrei de que Christian devia ter passado por este caminho. Pouca luz numa imensidão escura, com matagal em volta.
Gaby parou abruptamente quando estava de frente a uma boate pequena, mas bastante agitada. O som estava alto e as luzes coloridas se destacavam.
— Nossa primeira parada! É aqui que iremos encontrar aquele babaca e Noah.
A princípio não pude acreditar, porém, segui Gaby, como se eu não tivesse vontade própria.
Ela entrou na festa com facilidade, pois já conhecia o segurança e passou por pessoas animadas, dançando e pulando de alegria. Muitos bebiam, beijavam-se e se empurravam. Eram várias pessoas descontroladas na pista de dança. Pés inquietos atrapalhavam nossos passos.
Gaby se desviou daquelas pessoas e passou por um corredor escondido e escuro; ela desceu escadas para chegar ao subsolo.
Meu coração disparou só de imaginar ver Noah ferido.
— Ele está aqui embaixo? — perguntei, sem aguentar o silêncio esmagador. Então, parei por um momento e esperei a resposta demorada de Gaby, que se virou para mim e sorriu.
— É agora ou nunca — ela continuou caminhando e abriu uma porta e reencontrei Christian, segurando a arma em uma das mãos.
— Christian?! O que faz aqui?
Ele me olhou desanimado e baixou a cabeça. Engoli a minha saliva e fiquei apreensiva, pois não esperava vê-lo tranquilo.
— Estou aqui, porque não vou permitir que venha conosco. A policia já está cercando a duzentos metros daqui. E olha o que encontrei enquanto o infeliz dormia aqui — ele puxou uma manta e revelou um painel de incontáveis fotos minhas.
As minhas fotos passava no painel digital e não imaginava ter tirado tantas fotos assim. Ele não estava mais lá e estivera mais cedo, pois eu reconheci o local onde o vídeo fora gravado. Atrás de Noah, o painel aparecia desligado. Seu chefe e amigo informou que ele estava esquisito e com não queria ninguém entrando em seu quarto. E saiu pelas portas dos fundos.
— Ele é obcecado por você, Lisandra — informou Christian, apertando a arma entre seus dedos. Aqui era o quarto do sequestrador de Noah. Ele trabalhava aqui.
— Esse painel parece ser muito caro. Ele teve de esperar para investir nisso — comentou Gaby. — Olha, Lisandra, você me surpreendeu, hein. Quis tanto ser igual a mim que conseguiu atrair até os mesmos psicopatas obcecados por mim, é porque esse cara esteve comigo e ainda está com o colar da minha avó, esse infeliz!
— Cale a sua boca! Já estou cheia de ouvir sua voz! — exclamei, cansada de me sentir culpada por tudo. Nunca tive intenção de machucar ninguém e agora me sinto responsável por tudo de ruim. — Só quero ver Noah vivo e com sua família, só isso! — falei, com as mãos na cabeça. —E esconda essa merda, Christian! Você não vai usar essa arma!
— A polícia cercou eles, e o cara está decidido a matar Noah. Está sendo transmitido ao vivo — informou Jonas, olhando para o celular. — Ele diz que só vai entregar Noah vivo, se Lisandra for até lá e trocar de lugar com a vítima.
— Não! Nunca! Jamais vou permitir que Lisandra fique nas mãos daquele maldito!
— Você não permite nada! — apontei o dedo na cara de Christian— Se é a única opção para trazer Noah de volta, então eu vou e somente eu arriscarei minha vida.
— Nunca! — Christian esbravejou e guardou a arma em seu bolso esquerdo, avançando em mim e me colocando em suas costas. — Primeiro, você terá de conseguir fugir de mim.
Minhas mãos cerraram e comecei a socar suas costas e ficar com tontura. Ele me levou para fora daquele quarto e subiu as escadas até chegar à pista de dança da boate.
— Para, Lisandra! Chega de me bater! — ele me pôs no chão e minha mão foi direto para seu rosto.
— Nunca mais faça isso novamente! — gritei, indignada, tentando me recompor.
Ele alisou o seu rosto e segurou meus braços, olhando-me furiosamente.
— Não tente me desafiar, Lisandra! Eu não vou deixar você ir até lá e ponto final.
— Me solte, está me machucando! — eu sentia seus dedos afundarem em minha pele. — Na minha vida ninguém interfere! Me solta!!!
Estávamos gritando um com o outro e a violência tinha chegado até nós. Não estávamos nos respeitando e só vi seus olhos se encherem de lágrimas. Ele mordeu os lábios e me soltou.
— Eu vou te acompanhar — sentenciou.
— Não encoste em mim, ok? Já basta acontecer tudo isso! — Andei para fora da boate, irritada com aquele som e pessoas bêbadas.
Christian me seguiu e começou a me pedir desculpas, alisando meus braços, tentando amenizar as regiões, onde ele havia apertado.
— Já falei para... — interrompi quando ele me abraçou e beijou meus lábios.
— Não se afasta de mim, Lis, por favor...não vou deixar, não adianta. Aquele cara não vai te fazer mal...
ESTAMOS QUASE LÁ!
Quem puder divulgar essa história para conhecidos e apaixonados por Wattpad, serei eternamente grata!
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Teen FictionLisandra é uma adolescente que não compreende o porquê das pessoas seguirem outras e admirá-las, como se fossem intocáveis, entretanto, ela não se dá conta de que também faz parte desse mundo e sempre está de olho nos passos de seu cantor favorito q...
