Capítulo 97 ☘

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Domingo. Fui convencida a participar de uma festa pequena com os amigos de Daniela. Ela me chamou quase implorando quando a alertei sobre estudar matérias acumuladas que só serviriam no dia da prova. Nem eu sabia o que deveria ser estudado, então a minha situação escolar era das piores. E se eu reprovasse, minha mãe não me perdoaria. 

  — Qual vestido devo usar? —  ela dizia enquanto erguia um vestido justo e vermelho sangue. 

—   Bem, esse é bonito e combina com seu corpo —  falei, aprovando a vestimenta. 

  — Ah, pode escolher a sua roupa, minha linda, porque eu não irei sozinha. 

— Daniela, quantas vezes preciso dizer que devo estudar para as provas, senão as minhas férias não chegarão? Tenho cinco trabalhos para serem feitos para compensar minhas notas perdidas. Eu nunca cheguei a esse ponto e agora eu vou ficar maluca, só pode! —  eu reclamava e coçava a minha cabeça nervosamente. —  Pelo amor de Deus, eu preciso de indicações de vídeos, livros, seu caderno.

— Não! —  Daniela bateu o pé contra o chão, decidida. —  Você vai à festa comigo! Depois eu prometo que a ajudarei com as provas, trabalho —  ela cruzou os dedos indicadores e os beijou, um gesto de promessa. 

Suspirei indecisa. Eu não estava no clima de festa e só queria que Daniela fosse mais compreensiva e me emprestasse seus conteúdos completos e salvadores. 

— Tem certeza? Eu não tenho notas, Daniela—  repito minha preocupação. Daniela me abraça e aperta minhas bochechas delicadamente, prometendo me ajudar durante a semana. 

— Só me acompanha para essa festa, por favor. Vou me encontrar com um garoto lindo, maravilhoso e minha irmã não precisa saber disso, aliás, eu vou precisar de sua ajuda. 

Sem clima para festas, eu escolhi uma camiseta branca e calça jeans. Daniela reprovou e me olhou, meneando a cabeça, negativamente.

—  Você só tem roupas lindas e pretende ir com essas tranqueiras? Pare de brincar comigo assim, deixe-me escolher por você, garota! 

Daniela escolheu o vestido tomara que caia, rosa claro. Ela me obrigou praticamente a ir com ela para o cabeleireiro e usar um alongamento. Gostei do resultado, quase não me reconheci. 

Entrei na conta do meu Instagram e recebi muitos elogios quanto ao  novo cabelo, mas também muitos xingamentos. Sim, eu recebi. Defensores de Miranda e Gaby. Fechei os olhos e desliguei  a tela do celular. 

Minha vida amorosa estava exposta. Muitos me defendiam e me consolavam por causa do sequestro que se tornou público. Outros achavam que tinham o direito de me julgar e comemoravam com a volta de Miranda e Christian. 

Passamos pela sala de estar e flagramos Téo e Alana assistindo um filme e comendo pipocas. Aquela cena me fez sorrir e torcer pelos dois, porém eles ainda estavam como amigos e eram felizes assim. Se no futuro algo maior surgir, terá acontecido naturalmente, como tudo na vida deve acontecer. 

Téo se ofereceu para nos dar uma carona, mas Daniela se negou, o seu amigo logo apareceria para nos levar. 

E em minutos, Daniela recebeu uma mensagem em seu celular e nos apressamos a sair. 

  — Tchau, galera. Tenham uma boa noite, porque a nossa promete —  comemorou Daniela, erguendo o braço e levando um leve beliscão meu para contê-la. 

— Daniela, você quer que eu a proíba de sair? Espero que esse seu amigo não beba demasiadamente, ok? —  Alana alertou quase querendo de nos impedir de sair. — É sério, vocês sabem que acidentes de carros são os mais decorrentes, ainda mais após festas. E não se esqueçam de garotos aproveitadores e de bebidas. Tem certeza que essa festa é confiável, Lisandra?

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