Lisandra é uma adolescente que não compreende o porquê das pessoas seguirem outras e admirá-las, como se fossem intocáveis, entretanto, ela não se dá conta de que também faz parte desse mundo e sempre está de olho nos passos de seu cantor favorito q...
Remember the words you told me, love me 'til the day I die Surrender my everything 'cause you made me believe you're mine Yeah, you used to call me baby, now you calling me by name Takes one to know one, yeah You beat me at my own damn game
You push and you push and I'm pulling away Pulling away from you I give and I give and I give and you take, give and you take
Youngblood Say you want me Say you want me Out of your life
Não vou esquecer daquela noite turbulenta e sem previsão. O choro de Bernardo ainda está impregnado em minha mente e me sinto fraca ao amanhecer. Minha mãe percebe o quão estou traumatizada e me traz um chá quente de camomila. Estou com febre e não consigo sair da cama. Aquelas lembranças, o medo de ficar naquele casarão, tudo aquilo ainda está infiltrado em minha cabeça, que parece tombar a qualquer momento.
Volto a deitar e relaxar, sinto frio e minha mãe me dá mais um cobertor. Ela respeita meu momento e nem sequer abre a janela. Não preciso saber que já é dia e nem mesmo que várias horas já se passaram. Lembro-me de ter me despedido de Christian através de um caloroso abraço. Ele me olha com aqueles olhos vermelhos e imbuídos de lágrimas. Sim, ele não acabou se desabando sobre mim enquanto estávamos no carro. Eu ainda segurava Bernardo nos braços e ele me abraçava e encostava sua cabeça em meu ombro. Ele chorava e dizia o quanto tinha medo de nos perder.
Ele queria conversar mais comigo, mas eu não. Eu queria entrar em casa e dormir. Entreguei Bernardo aos braços de Nana, que estava sentada no banco detrás e não ousava a falar, apenas estava assustada e silenciosa. Despedi-me apenas com palavras. Não houve um beijo de despedida.
— Como vamos nos falar? Eu quero muito conversar com você — ele dizia.
— Eu só quero um tempo para descansar. Depois daquilo tudo, estou sem chão, sinto pena de Matheo e não sei como será o futuro dele agora.
— O cara lhe fez muito mal e ainda quer perdoá-lo?— indignava-se Christian, sem me compreender.
— Matheo errou, mas podia ter sido pior e ele não me machucou, então, por favor, vá para a casa e depois nos se falamos.
E a noite terminou assim. Fui estúpida e não agradeci a Christian por estar presente quando eu mais precisava. Eu só não aguentava mais aquilo. Entrar em casa e explicar detalhadamente para minha mãe, até mesmo meus sentimentos por Christian, não foi fácil. Seu sermão foi necessário e ela me pediu para não namorar agora, não se envolver com ninguém.
Eu não queria retornar à delegacia e minha mãe conseguiu adiar para outro dia. Recebi visitas de Clarisse e Eva e as deixei entrar e me consolar. Nossa amizade não será a mesma, infelizmente. Eu mais ouvia do que falava.
Não comi nada o dia inteiro e fiquei enfurnada em meu quarto, só pensando em todos. Não era somente a imagem de Christian que rondava meus sonhos.
Entrei no Instagram, pois essa tarefa era fácil de ser feita por qualquer pessoa que estivesse doente como eu. Christian estava ao lado de Miranda.
"Sinto sua falta. Ainda bem que sua família está bem, meu amor", ela o marcou.
O semblante dele estava um pouco abatido e mesmo assim ele se esforçava para sorrir e seu rosto estava encostado com o dela. Miranda estava entre nós, depois de alguns meses.
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