Cap 31

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Cap 31

No dia seguinte

Por Alec
Nunca,em toda minha vida,senti tanto prazer e tanto tesão quanto ontem. Ivy foi simplesmente perfeita,me fez ver estrelas.
Só a imagem do corpo dela nu tem o poder de me fazer gozar feito um moleque,mas fomos muito além e,depois de ter me masturbado na boate,ainda tive o privilégio de tomar banho com ela,de ver aquelas curvas cobertas de espuma e a pele molhada…
Caralho,só de lembrar daquela mulher ajoelhada, agarrada ao meu pau enquanto fazia insanidades com a boca deliciosa…
Pronto,tô duro de novo!
Tem sido assim desde que acordei ao lado da Ivy, há mais ou menos três horas atrás.
Tomei um banho ao levantar porque imaginei que a água fria pudesse me acalmar,mas só me fez relembrar cada profanidade que aconteceu ontem e precisei de duas punhetas para amolecer meu pau.
Depois fui ao closet,coloquei uma roupa leve e,ao voltar pro quarto,vi minha mulher deitada sobre os lençóis brancos,o corpo escultural descansando dentro de um pijama cor de vinho que deixa sua bunda praticamente de fora.
Gostosa.
E linda.
Seus cabelos escuros e macios estavam espalhados nos travesseiros e nos lençóis. O rosto delicado demonstrava tranquilidade,a pele bronzeada tem algumas sardas que eu não tinha percebido antes - provavelmente por causa da maquiagem - e os lábios carnudos permanecem avermelhados mesmo sem batom.
Como uma pessoa tão explosiva e diabólica,pode ser tão angelical?
Fiquei duro de novo e,de novo,tive que dar um jeito sozinho. Depois do que fizemos,quero ir devagar com a Ivy,pegar mais leve.
Depois que consegui me aliviar,acordei minha mulher,tomamos café da manhã juntos e viemos até meu iate. Quero passar o dia no oceano com essa mulher deslumbrante.
Mas foi só ela colocar o biquíni e Pá! Mini Alec praticamente pulou para fora da sunga.
Ivy está usando um biquíni vermelho,simples,que expõe seu corpo inteiro. Uma jóia de ouro desce pelo pescoço,desliza suavemente nas costelas e termina na barriga lisa. E por cima…
Porra,não…
Ela está tirando a saída também vermelha,quase transparente e que desenha suas curvas como um vestido longo feito sob medida.
Meu pau dói e pressiona a sunga como se fosse criar vida própria,se libertar e correr de encontro a buceta que desejamos há meses. Sinto necessidade de tocá-lo e posicioná-lo melhor.

— Éer…chefe? - James fala meio sem jeito,atrás de mim.
— Fala,James - respondo sem tirar os olhos da Ivy.
Minha mulher agora está passando protetor solar. Ela apoia a perna torneada sobre a espreguiçadeira estofada,se inclina e desliza a mão sobre a pele bronzeada,espalha o produto espeço e branco.
Simples,mas incrivelmente erótica,a cena me deixa mais alucinado.
Caralho,que bunda gostosa…
— Jason ligou. Ele disse que o Salvatore está causando confusão de novo - o homem conta.
— Que tipo de confusão? - questiono.
— Quase trocou socos com Kai Colombo porque perdeu no pôquer e se recusa a pagar o que deve,diz que o Kai roubou - ele conta.
— Manda o Jason fazer o de sempre. Paga o Kai, pega algo de garantia do Salvatore e diz que mandei ele sair do meu cassino - oriento de mau humor - aliás,quero os dois fora - ordeno.
— Ele tentou,mas Salvatore diz que agora é seu sogro e que tem direitos…
— Direitos? - desdenho.
— Ele chamou o Kai de moleque,disse que se ele fosse mulher poderia até ter os privilégios que a Ivy tem mas,como não é,o único que tem poderes dentro do cassino é o “pai da putinha do diabo" - meu soldado conta - entre outras coisas que o senhor não vai gostar de ouvir. Salvatore não tem muito respeito pela filha.
— Ah,mas ele vai aprender a ter - garanto. A fúria ardendo dentro de mim.
— O que falo pro Jason? - ele questiona.
— Manda ele pagar a dívida do Salvatore com o Kai e seguir o protocolo - oriento.
— O protocolo de quem não paga? - ele insiste. Confirmo com a cabeça.
— Tira o que quiser do Salvatore. Mas só dele. Não quero que mexam nas coisas da Camille ou do resto da Família - mando.
— Do bordel… - o soldado propõe. Dou risada.
— Escolham as putas que vocês quiserem. Com a quantia que esse miserável está me devendo, aquele puteiro já é meu - falo de bom humor. Ele ri.
— Vou avisar o Jason - ele anuncia.
— Manda ele pegar a garota que o Salvatore mais gosta,provavelmente é a mais nova. Pega ela como presente e manda para fora do estado - declaro. O soldado ri.
— Vai tirar o brinquedinho dele?! - ele brinca.
— Vou cortar o pau dele fora se ouvir o nome da minha mulher saindo daquela boca nojenta de novo - respondo. Ele assente.
— Vou passar o recado - o guarda costas declara e pega o celular no bolso.
— James - chamo. Ele volta a se virar.
— Sim?
— Quero só você,o John e o piloto dentro do iate. Os outros podem descer - anuncio - não estou afim de arrancar os olhos de ninguém hoje - justifico.
E ele sabe que não estou brincando.
Desde que fiquei noivo da Ivy,ouvi uma ou outra piadinha sobre os dotes físicos da minha mulher e fiz questão de “repreender" um a um - do meu jeito,claro.
Não gosto de ouvir o nome dela na boca de outro homem e com certeza não vou admitir que alguém além de mim tenha o privilégio de vê-la de biquíni e nem de se excitar com isso.
Ivy é só minha.
Ponto.
— Vou mandá-los sair e dar privacidade aos recém casados - ele responde - mais alguma coisa?
— Só isso por enquanto - falo. Ele assente.
— Com licença - ele pede e volta para dentro.
Meu humor já não está como antes. Mesmo depois tanto tempo,ainda fico impressionado com o quanto aquele maldito consegue me irritar.
Não é de hoje que o Salvatore causa brigas e faz dívidas no meu cassino. Na verdade,o desgraçado está devendo uma verdadeira fortuna desde que meu pai ainda era vivo.
Nunca entendi a razão do Christopher não ter cobrado,provavelmente foi a mesma que a minha : Ivy. A única garota Denaro.
Não é bom para a imagem da minha esposa ter um pai viciado e todos sabem que ela e a Família Gambino são muito maiores que o Salvatore. É questão de tempo até ele cair e é meu dever proteger a honra da minha mulher.
Que não parece muito interessada nisso…
Ivy desamarra a parte de cima do biquíni e deixa a peça em uma mesinha no canto. Tranquila,ela exibe os seios firmes e os mamilos rosados como se fosse a coisa mais comum do mundo.
Ainda bem que mandei meus homens saírem.
Minha esposa vai tomar sol e,como já tem a pele bronzeada e nenhuma marquinha,provavelmente faz topless com frequência.
Aliás,ela não tem marquinha nenhuma. Será que fica nua?
Minha pergunta é respondida imediatamente. Ivy desamarra também a parte debaixo do biquíni e fica como veio ao mundo.
— Pelos deuses - murmuro.
Linda e completamente maluca.
Ela não sabe que pedi para meus homens saírem e ainda assim tirou todas as roupas!
Essa mulher acha que está aonde? Numa praia paradisíaca e nudista?
Por Deus,será que ela já foi a uma praia de nudismo?
Só de pensar em algum filho da puta olhando pra minha mulher como estou agora,já me deixa completamente louco.
Mas que porra…
— Você vai ficar aí se torturando ou vai descer e passar protetor solar nas minhas costas? - sua voz doce me surpreende e me tira dos devaneios.
— Sabia que eu estava aqui? - pergunto com incredulidade.
— Me observando feito um predador sexual? Claro - Ivy responde com sarcasmo. Dou risada.
— Já vou - respondo.
Pego meu celular em cima da mesa e observo as notificações. Tenho duas ligações da minha mãe e inúmeras mensagens perguntando sobre a Ivy e a lua de mel.
Digito uma resposta rápida dizendo que está tudo bem e envio. Aproveito para ignorar as doze mensagens da Sophia,as do Jason - que já sabe o que deve fazer - e algumas outras que não são prioridade agora.
Minha prioridade está me esperando totalmente pelada.
Desço as escadas que dão acesso a área da piscina e encontro minha esposa já deitada de bruços. O cabelo preso em um coque frouxo,os olhos fechados e a bunda deliciosa virada para cima.
Pego o protetor solar na mesinha,sento ao lado da Ivy na espreguiçadeira e coloco o produto nas mãos.
— Você parecia irritado. Está tudo bem? - ela pergunta com delicadeza.
— Você presta mesmo atenção em tudo,não é? - constato.
— É assim que se sobrevive - a morena justifica.
Preciso de algum esforço para engolir o nó que se forma na minha garganta. E não só por ter consciência de tudo o que a Ivy já viveu com o Salvatore.
Também cresci com um pai agressivo. Tinha que estudá-lo todos os dias,decidir se era ou não um bom momento para falar qualquer coisa e saber quando deveria me afastar.
Foi em um desses momentos que decidi ser um homem completamente diferente dele.
Ignoro as emoções que ardem no meu peito e volto a focar na Ivy. Espalho o protetor solar em seus ombros e aproveito para fazer um carinho, uma massagem.
— Acho que preciso de um subchefe. Jason é muito manso - comento.
— Por que não nomeia o James ou o John? Os dois são de confiança,não? - ela sugere.
— São e por isso cuidam de você. Os outros comandantes que tenho são jovens,precisam de mais experiência - explico.
— James é um comandante? - ela pergunta,está surpresa.
— Eu disse que não ia te deixar desprotegida. James é meu braço direito e John é o esquerdo. Eles não têm medo de enfrentar ninguém,nem mesmo seu pai - justifico. 
— Por isso os colocou dentro da mansão - ela deduz. Aceno com a cabeça.
— Sabia que o Salvatore ia aprontar e queria ter certeza que você ficaria bem - confirmo. Ivy sorri de lado.
— Ás vezes me flagro desejando ter te conhecido antes - minha esposa confessa.
— Tipo ontem no chuveiro? - provoco sem me conter. Ela ri.
— Não sei porque ainda tento colocar um pouco de romance nesse casamento - a morena finge lamentar - você é um caso perdido,Alec - ela brinca.
— Eu? Você que está tomando sol pelada - retruco. Ivy gargalha e o som faz meu coração acelerar.
— Acho marquinha de biquíni vulgar - ela justifica - não mais do que os chupões com suas iniciais mas,ainda assim,vulgar - minha mulher completa com humor. Não seguro o riso.
— Submissão não é vulgar,é sexy - declaro.
— Então o próximo a ficar de joelhos é você - a morena decreta.
— Não é assim que funciona,linda. Sou seu professor e você a aluna aplicada. Tem muito a aprender antes de me colocar de joelhos - falo com presunção.
— Não parece tão difícil - ela retruca no mesmo tom.
A safada trás uma das mãos até meu colo e toca exatamente onde o pau está evidenciado na sunga preta. Não teria como esconder nem se quisesse.
Com o contato delicado,sinto uma onda de calor se espalhar pelas minhas veias. As lembranças do prazer que senti ontem voltam com tudo e me deixam ainda mais entregue.
Percebo,tarde demais,que meu corpo e o maldito traidor entre minhas pernas não respondem mais a mim.
Porra…Submissão é pouco. Se meu pau falasse, estaria implorando pelos carinhos da Ivy feito um adolescente apaixonado e ainda usaria uma coleira com o nome dela.
— Vamos com calma,diabinha. Não quero te comer ao ar livre - declaro. Ela abre os olhos com curiosidade.
— Não? - Ivy desafia.
Seus dedos afrontosos correm o comprimento do meu pau e as unhas arranham suavemente o tecido da sunga. Por mais leve que seja o toque e o movimento,preciso conter o gemido.
— Caralho,Ivy. Vou colocar essa bunda para cima e te comer até assar depois que tirar essa porra de virgindade de você - respondo. Ela volta a gargalhar.
— Esse é meu diabinho - ela brinca,mas afasta a mão.
— Você era terrível assim na Itália ou fui eu quem te transformou nessa criatura devassa e sem limites? - questiono.
— Acho que só precisava do professor certo para descobrir meus dotes safados - a morena responde - e você? Sempre foi doce assim ou é só comigo? - ela pergunta com ironia.
— Para ser bem sincero,acho que nunca disse tanta safadeza assim para uma mulher específica. A maioria já vem abrindo as pernas quando me vê - respondo. Ela ri.
— Ah,quanta honra - minha esposa fala com sarcasmo. Não contenho o sorriso.
— Esse negócio de monogamia até que é divertido - constato. Ivy sorri,os olhos brilham com o peso da vitória.
— Só com a pessoa certa,amore mio - ela fala com segurança.
Por um segundo,me perco nesses olhos azuis e lembro da primeira vez que os vi,no escritório do Salvatore. Ivy estava absurdamente linda - como sempre -,vestida de vermelho,uma dama perfeita e totalmente indecifrável.
Lembro de ter ficado hipnotizado por ela e de ter pensando que seus olhos pareciam o oceano, intensos,cheios de mistérios e carregando a força e inquietude dos rebeldes.
Eu queria mergulhar.
E acho que é isso o que ela está fazendo. Ivy está permitindo minha entrada aos poucos,está me mostrando o poder e a pureza dessas águas. Ela está dando uma chance pro nosso casamento.
Mais assustador que isso,percebo que também estou.
Eu poderia ter fugido um pouquinho ontem e traçado qualquer mulher naquela balada,até a Antonella. Mas não quis.
Poderia ter respondido a Sophia e dado ainda mais esperanças a ela,mas também não fiz. Estou cansado dessa sedução barata dela. Não vejo graça.
Porra,eu poderia ter levado a Ivy pra cama ontem e resolvido de vez esse problema da virgindade dela,mas não fiz. Não quero que ela se lembre da primeira vez com tristeza ou frustração.
Essa mulher merece o meu melhor.
Só não sei se o meu melhor é o suficiente.
— Alec? Ainda está aqui? - a morena chama e novamente me arranca dos devaneios.
— Desculpa,me distrai. O que você disse? - pergunto.
— Meu celular estava tocando. Pode pegar pra mim? - ela pede.
— Claro - respondo.
Me viro para a mesinha e pego o aparelho. Ele volta a tocar no mesmo instante e vejo o nome do Salvatore no visor.
Desgraçado.
Ele deve estar querendo a ajuda da filha ou então culpá-la pelas merdas que fez. Esse maldito adora jogar nos ombros dela a responsabilidade que deveria carregar.
Mas não dessa vez.
— Onde vai? Quem é? - minha esposa reage quando me levanto com o celular na mão.
— É pra mim - falo.
— E por que alguém… - ela começa a protestar, mas já estou com o celular no ouvido.
— Salvatore - cumprimento. Ivy se cala imediatamente.
— Quem é? - o capo questiona. Pelo tom de voz, está bêbado.
— O marido da mulher que você deseja tanto incomodar - falo de mau humor.
— Alec? - ele pergunta desconfiado. Quase dou risada.
— Ivy está descansando e acho que fui muito claro quando disse que não quero mais você a importunando - falo,vou direto ao assunto.
— Por acaso você sabe o que seus funcionários fazem na sua ausência? O maldito Jason está querendo levar os soldados para comer de graça no meu bordel! - ele acusa.
— De graça? Não foi isso que chegou a mim - retruco.
— Minhas garotas não são públicas… - ele começa a protestar.
— Meu cassino também não - interrompo - se você faz dívidas,tem que pagar por elas. E deveria agradecer por eu não ter deixado os Colombo cobrarem - falo com firmeza.
— Aquele garoto estava roubando. Era tão óbvio que até aquele imprestável do Jason poderia ver - ele afirma.
— Não importa. Ele ganhou - respondo com frieza.
— Mas,Alec…
— Chega,Salvatore. Estou em lua de mel e quero relaxar com minha mulher - falo - Jason vai resolver os problemas até eu voltar e não quero perder tempo com as picuinhas que você arruma - decreto.
— Ainda sou um capo das Cinco,Alec. E minha filha só é sua porque eu permiti - meu sogro declara. O orgulho é imbatível.
— E é por respeito a Ivy e a Camille que suas dívidas ficam só entre nós. Mas não vou deixar que se torne dono do meu estabelecimento - falo com seriedade.
— Ivy,Camille…Você tem que respeitar a mim! - Salvatore exclama indignado.
— Então se dê ao respeito e pague suas contas - respondo.
— Inclusive o carro que sua mulher fez questão de destruir? - ele provoca.
— Você já foi reembolsado por isso - lembro.
— Mantive ela sob controle por anos,Alec. E em uma única noite você a deixa fazer o que quer…
— Isso não é assunto seu - interrompo de novo - Ivy é uma Genovese agora e não deve satisfações a ninguém. Nem a você - decreto.
— Claro que deve. Ela ainda carrega meu nome - ele argumenta.
— Não vou te alertar de novo. Deixa a Ivy em paz. Ela não tem nada a ver com as cagadas que você faz - declaro com firmeza.
— Alec…
— Meus homens vão cobrar a dívida e se dê por satisfeito. Com o que você está devendo,eu poderia pegar muito mais - anuncio.
Meu sogro recomeça a falar,tenta argumentar ou propor uma outra solução,mas desligo o telefone. Cansei de negociar com esse verme e,depois do que ele disse sobre a Ivy,não vai ter mais a vida fácil com que se acostumou.
Volto a me aproximar da espreguiçadeira e vejo a Ivy sentada. Ela recolocou o biquíni e me encara com ansiedade e preocupação.
— Está tudo bem - garanto.
— Por que ele ligou? E por que não me deixou atender? - a morena questiona com seriedade.
— Nada demais. Seu pai só queria saber sobre a lua de mel - minto.
— Alec…
— Você não vai se preocupar com mais nada, Ivy. Muito menos com o Salvatore - declaro com seriedade,sem abrir espaço para negociações.
— Ele é meu capo - ela argumenta. Nego com a cabeça.
— Seu capo sou eu - corrijo e me sento ao seu lado - seu capo. Seu homem. Seu marido. Seu dono - decreto enquanto acaricio seu rosto com suavidade.
— Não sou uma cadelinha para ter dono - ela retruca de mau humor e desvia do meu toque.
— Não… - confirmo e seguro seu queixo com força,a obrigo a me encarar -...É minha mulher e vai se portar como tal…
— Não me desafia,Alec - ela alerta com raiva.
— Não me desobedece,Ivy - retruco - você não é uma qualquer e não vai ficar resolvendo briguinhas de bar…
— Então foi uma briga de bar - ela deduz - meu pai bebeu todas,jogou até perder tudo e agora deve a você - a morena supõe. Nego com a cabeça.
— Ele deve a Família,diabinha. E isso inclui você - corrijo. Ela se surpreende,os olhos brilham com a vingança.
— Então eu posso cobrá-lo - ela comenta. Dou risada.
— Tão sanguinária - murmuro em tom de reprovação - vou deixar você se divertir quando voltarmos. Mas agora,aqui,somos só nós dois - declaro. Ela sorri de lado.
— E o que quer fazer comigo? - minha mulher pergunta com inocência. O tesão queima dentro de mim.
— Senta aqui no meu colo que eu te mostro - mando.
O sorriso dela se alarga e logo a linda morena de olhos azuis está em cima de mim,suas pernas ao meu redor e seu rosto alguns centímetros mais alto que o meu.
Mesmo usando biquíni,consigo ver as marcas que deixei em seus seios ontem a noite. Elas já estão roxas e se destacam na pele clara.
Não contenho o impulso de tocar uma delas e uso a ponta do dedo para percorrer seu decote. Ivy se arrepia no mesmo instante.
— Sabe para onde estamos indo? - pergunto. Ela nega com a cabeça.
— Estamos indo a algum lugar? Pensei que era só um passeio pra você exibir seu barquinho - a morena brinca. Dou risada.
— Esse barquinho custa mais do que todas as vadias do bordel do seu pai - respondo. Ela ri.
— Eu deveria me impressionar com isso? - Ivy questiona com sarcasmo. Sorrio.
— Não…acho que não - concordo.
— E então…para onde estamos indo? - minha esposa volta ao assunto.
— Eivissa. Vamos mergulhar hoje - conto e ela se surpreende.
— Sério? - minha mulher pergunta com empolgação.
— Sério - confirmo - quero que se divirta,Ivy. E quero que conheça tudo o que puder. Você,mais do que ninguém,merece férias - explico. Ela sorri.
Um sorriso tão lindo que faz meu peito doer.
E esses olhos brilhando? O rosto iluminado? Essa mulher não poderia ser mais bonita.
— Parece ótimo pra mim - minha esposa declara.
— Parece ótimo pra mim também - declaro - melhor ainda seria um beijo…
— Uhum - ela concorda de imediato e trás os deliciosos lábios de encontro aos meus.

A Esposa Do DiaboOnde histórias criam vida. Descubra agora