Cap 32

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Cap 32

Por Ivy 

Não lembro qual foi a última vez que me diverti tanto. Alec me levou para mergulhar e fiquei completamente encantada. É tudo tão colorido e vivo,como se cada cantinho tivesse sua própria energia e função. 

Depois nadamos juntos,brincamos na água como dois idiotas e trocamos tantos beijos que meus lábios ficaram dormentes. Além de charmoso e muito gostoso,Alec muitas vezes se mostra um homem carinhoso e protetor. 

Ele também me levou para jantar no La Brasa,um restaurante que parece estar dentro de um conto de fadas. O ambiente é dentro de um jardim,tem um ar bastante romântico e o menu mediterrâneo é delicioso. 

Tenho que confessar que estou mexida. Quando decidimos vir a Ibiza,imaginei que seguiríamos a rotina do Alec - rei da noite - e passaríamos noite após noite em festas,enchendo a cara a transando feitos animais no cio. 

Mas não é assim. 

Alec tem se mostrado uma ótima companhia e me deixa muito confortável. Conseguimos conversar sobre tudo,sem rodeios ou frescuras. E não me sinto pressionada a transar com ele. Tem sido tudo muito natural e no meu tempo. 

Por isso,assim que chegamos em casa,tomei um banho longo,me perfumei e escolhi uma lingerie branca bem delicada e sensual. 

Ela é tipo corselet,mas toda transparente e com renda floral delicada,pequena. A calcinha segue o mesmo estilo que a da noite de núpcias,é fio dental e não esconde praticamente nada. 

Passei alguns instantes me admirando na frente do espelho e resolvi colocar um robe por cima da lingerie. 

Não estou me sentindo nua ou constrangida. Na verdade,me sinto incrivelmente linda e sensual. Mas como tínhamos combinado de tomar vinho na varanda,achei mais apropriado colocar uma terceira peça. 

— Isso aqui é lindo - elogio,encantada. 

Estamos no terceiro andar,na varanda do nosso quarto. E a vista é simplesmente espetacular. 

Um sofá enorme,com estofado branco e algumas almofadas está posicionado em frente a piscina de borda infinita. No meio,uma fogueira moderna e acolhedora nos recebe como num abraço. 

O guarda corpo é de vidro,então mesmo sentada consigo ver o encontro do mar mediterrâneo e do céu completamente estrelado,com uma lua cheia gloriosa em destaque. 

Alec está ao meu lado,relaxado e sorridente,com aquela postura leve e cafajeste que me fascina e irrita. Em sua mão,uma taça de cristal com vinho tinto,Castello Banfi,um legítimo italiano que me carrega de volta para casa. 

— É gostoso,né? Também adoro ficar aqui - ele confessa. 

— Você sempre fica nessa casa? - pergunto. O capo assente. 

— As festas no hotel são ótimas,mas gosto de ficar sozinho às vezes - ele explica. 

— Nunca pensei em você sozinho - confesso. Ele sorri. 

— Acha que arrasto uma mulher para onde vou? - ele questiona. 

— Você é um cafajeste,mas não é a isso que estou me referindo - respondo - só não consigo te imaginar sozinho,num ambiente calmo e com um vinho aberto. Parece…

— Intelectual demais para um selvagem? - o moreno tenta. 

— Tranquilo demais para um homem com tantos pensamentos - completo. 

— Como assim? - Alec parece confuso. 

— Você não para quieto nunca. Quando vou dormir,está acordado. Quando acordo,está com a cara enfiada no notebook…

A Esposa Do DiaboOnde histórias criam vida. Descubra agora