Capítulo 141

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||Thomas Garcia Campos||

-Calma irmão, desse jeito tu vai afundar o piso da igreja. - Apolo falou dando risada, pondo a mão no meu ombro e eu encarei o mesmo sem paciência - Eu posso imaginar o quanto tu tá nervoso, mas tenta ficar suave. Vocês chegaram até aqui, juntos, podem ir muito mais longe.

-Valeu mano. - falei suspirando vendo ele sorrir e me abraçar - Obrigado por sempre tá presente em tudo na minha vida. - me soltei olhando pra ele - Sou grato pra caralho. Devo muito a você.

-Deve nada, deixa de caô. - negou fazendo careta - Só quero o teu melhor, pô. Sou teu irmão, o mas velho, vou tá contigo em tudo, independente de não apoiar ou não. Assim como tu fez comigo, quando eu tava perdido.

-Um pelo outro. - falei lembrando da frase que falávamos um pro outro quando crianças

-Um pelo outro. - sorriu apertando a minha mão e em seguida se afastando, ficando ao meu lado, no lugar dos padrinhos

-Filho. - ouvi a voz da minha mãe e virei, vendo ela vindo de mãos dadas com o meu pai na minha direção, abri um sorriso nervoso pra ela, vendo ela sorrindo de volta

Respirei fundo e me aproximei dela, rodeando sua cintura com os meus braços, deitando minha cabeça em seu ombro.

-Já passei pela mesma ansiedade. Já senti essa mesma adrenalina. Já vivi tudo isso que você tá vivendo, e posso te afirmar que é o melhor nervosismo que existe na vida. - ela disse baixo, acariciando a minha nuca - Grava cada segundo de hoje, meu amor. O dia é totalmente de vocês. As melhores lembranças que vocês poderem contar pra filha de vocês um dia.

-Obrigado por tudo, mãe. - falei apenas, engolindo em seco

-Eu te amo, viu? - beijou minha bochecha e em seguida se soltou de mim, me encarando - Eu sempre vou estar pronta pra te dar colo, pra te amar e te acolher. Você cresceu, formou uma linda família, tá casando hoje... - sorriu marejando os olhos - Mas vai ser sempre o meu menino. O menino que eu criei, eduquei, troquei fralda, dei amor, cuidei dos machucados e protegi dos seus medos. Eu sempre vou ser a sua mãe.

-Te amo demais, mãe. - falei sentindo o choro vir e puxei ela pra mim, beijando sua testa enquanto ela alisava as minhas costas

-Seja feliz, meu amor. - falou ainda abraçada comigo

-Já sou mãe, pra caralho. - falei me soltando dela que sorriu concordando

-Deixa eu abraçar o meu moleque também. - meu pai disse me tirando um sorriso e em seguida minha mãe deu espaço pra ele, que me puxou pra um abraço - Nunca tive nada à falar de ti, filho. Vocês três sempre foram o meu maior orgulho. Saber que hoje tu tá tomando mas um passo me deixa muito feliz. - se afastou me encarando - Espero ter feito o melhor como pai, falhei sim, em não ter tido tanto aproximidade ao ponto de te mostrar que o teu mundo não era só teu, te deixar se trancar em uma bolha.

-O senhor foi o melhor pai que poderia ser. O melhor pai do mundo, como dizem. - falei olhando nos olhos dele - Meu maior exemplo de vida, força, determinação e caráter. Se eu me fechei, não dependia do senhor, era coisa minha, minhas frustrações. Não foi culpa de vocês. - olhei pros dois

-Sei o quão bem a Analu te faz, só tenho que desejar o melhor pra vocês. - ele falou por fim enquanto me encarava

Acabei dando risada vendo ele negar enquanto começava a chorar. Puxei o meu pai pra um abraço apertado, enquanto ele chorava abraçado comigo.

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