Cento e dez

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Maitê 🫀

1 mês se passou voando junto dele eu completei 7 meses, e eu estava surtando a todo momento, por que hoje era o meu dia, aliás o dia do meu casamento.

Eu já tinha chorado tudo que podia chorar, meu vestido foi arrumado pelo menos umas 7 vezes e agora eu estava pronta, foi tudo rápido, foi tudo louco mas foi tudo da maneira que eu imaginei, até os mínimos detalhes.

Ouvi a porta abrir e me escondi dentro do closet.

— Allan se for você não pode me ver, da azar — falei nervosa.

Allan: qual foi, quer falar com o bebê. — ele murmurou.

— Então fala daí não quero que você me veja — abri uma porta do closet estendendo minha mão.

Allan: Eu te amo neném. — ele falou alto. — Tô ansioso pra ver tu.

Sorri ouvindo ele sentindo nosso neném mexer.

— Eu estou tão ansiosa pra ver você amor, tão ansiosa você não faz ideia — sorri olhando meu vestido — Eu estou uma princesa — balancei a mão.

Allan: vou esperar tu. — ele sussurrou saindo.

Respirei fundo abrindo o closet, eu ia entrar com meu pai mas meu padrinho iria me buscar aqui no quarto.

Me olhei no espelho sorrindo toda boba, lembrei de tudo que passei desde criança e hoje eu consegui realizar casar como princesa, vi meu padrinho abrindo a porta.

Caos: bora feiosa. — ele sorriu pra mim. — tá lindona.

— Eu tô nervosa igual no dia que o senhor tirou a bóia do meu braço na piscina padrinho — sorri pra ele respirando fundo.

Caos: Tu afogou maneiro.  — ele deu risada. — Vai ser suave, se ligou? Só respira mermo, tô querendo levar defunto não pô.

Dou risada lembrando que eu realmente me afoguei.

— Obrigada por sempre cuidar de mim como filha, me educar quando meu pai não tava e me amar sempre, bonitão — passei pela porta pegando na mão do meu padrinho.

Caos: Valeu por ser minha afilhada né não?— ele sorriu pra mim. — amo tu.  — ele foi andando comigo até onde meu pai estava.

O tanto que meu pai tava lindo não tava escrito, com o jeito de chorão dele, meu padrinho beijou meu rosto o que me fez ficar surpresa ele só beijava minha madrinha e a Ariel.

— te amo — murmurei em silêncio pra ele, vendo meu pai com os olhos cheio de água — você tá um princeso pai.

Ítalo: Você está linda filha. — ele sorriu limpando o rosto.

— Você que tá lindo, um verdadeiro princeso como eu te chamava, o princeso da tetê — entrelacei nossos dedos saindo para área que seria do casamento — obrigada por ser o melhor pai dessa vida inteira, o mais grudento, o mais cuidadoso e o mais amoroso, eu sou você, te amo — sorri feliz pra ele.

Ítalo: Eu te amo minha princesa tão esperada. — ele sorriu entre o choro. — Minha menininha, pra sempre, pra vida toda.

Fiz carinho na mão dele, sentindo meus olhos encher de lágrima.

— Você sempre foi e sempre será o amor da minha vida pai, o cara que mais amo nesse mundo todo — sorri nervosa vendo abrirem as cortinas azuis vendo toda minha família  ali, e o Allan lá no fundo mexendo as mãos com semblante de choro, primeira vez que eu via isso.

Ítalo: Acho bom mesmo Maitê. — ele sussurrou baixo, me guiando pele tapete enorme.

Sorri ouvindo meu pai ele era minha base sempre foi, minha mãe chorava, minha madrinha chorava, aliás todas choravam a Liz e o Dante era meus padrinhos junto do Yan e Ohana.

Real Vivência [M]  - Livro 3 Onde histórias criam vida. Descubra agora