vinte e quatro.

917 59 1
                                        

Ohana 🫦

O dia do chá chegou e eu só sabia chorar, se alguém falasse um A eu tava chorando,  me vesti de branco e os convidados que iria vir com a cor.

Cheguei na casa do meu padrinho e na entrada tinha um leão maior que eu, me fazendo rir.

Tinha bicho em todos os cômodos da casa, tava tudo lindo.

Minha barriga resolveu dar o ar e simplesmente apareceu, quase da noite pro dia.

Entrei no quintal e estava tudo tão lindo que meus olhos encheu de água, a família toda estava, alguns amigos meus e eu chamei do Yan também, ele não se lembrava de mim todo resto sim, cumprimentei todos e vi a Liz vir até a minha mesa que eu comia sozinha.

Liz: Que cara de velório é essa? — ela me olha, séria.

— Estou com uma azia terrível amiga, tipo a pior da vida porém esse salgadinho tá uma delícia e eu não quero parar de comer, como faço? — falei rindo.

Liz: Come outra coisa! — ela me olha triste. — O Yan, e..le ele não vem. — ela fala de uma vez.

Sorrio evitando demonstrar que aquilo me desmontou por dentro.

— Eu já imaginava Liz, tá tudo bem com isso — sorrio pra ela — A gente já aprendeu a se virar sem o pap... sem o Yan — sorrio tomando o refri pra não chorar.

Liz: Não fica assim. — ela engole em seco, fazendo carinho no meu cabelo.

— Eu não vou chorar, eu não vou chorar — respiro fundo — a gente já vai começar? Só preciso ir no banheiro.

Liz: Vou esperar você no palco. — ela beija meu rosto. — Você vai amar!

Sorri pra ela e fui no banheiro, eu só queria ficar triste mas não podia era o dia do meu bebê, deixei algumas lágrimas escorrer e respirei fundo.

— É por nós filho ou filha — sai do banheiro e fui pro palco que tava muito lindinho de bexiga.

— Cheguei Liz — sorri pra ela, vendo que tinha bastante gente.

Ela pegou o microfone nervosa, me olhando.

Liz: Antes da revelação, tenho um presente pra você. — ela foi atrás do palco e voltou com uma caixa. — Abre! — todo mundo bateu palmas me olhando curiosos.

Abro a caixa, vendo um monte de fotos minha e do Yan, começando a tocar nossa a música “ Dependente “.

Meu coração acelerou numa velocidade gigantesca, era a nossa música desde que a gente não tinha nada, um lembrava do outro.

— O que é isso Liz ? — falei com o choro na garganta, minhas mãos tava suando.

Liz: Só me mandaram repassar! — ela saiu rindo, toda boba me deixando no palco sozinha.

Olho ao redor, vendo o Yan aparecer todo de branco com um buquê enorme em uma mão e na outra o microfone.

Yan: Você me aceita pra vida inteira? — ele me olha, cantando todo desafinado, parando na minha frente se ajoelhando.

Levei as mãos no rosto por que eu tava toda dormente não sentia meu corpo mais, minha respiração tava descontrolada.

— Você lembrou da ge..nte — falei soluçando e sorri pra ele entre as lágrimas — Você tem dúvida? — sorrio toda boba vendo ele ali ajoelhado pra mim.

Ele tira a caixinha do bolso, colocando na mesma mão do buquê de rosas.

Yan: Eu acordei naquele hospital e desde então vinha sentindo que faltava algo, alguém. — ele olha pra mim, com os olhos cheios de lágrimas. — Eu ganhei um olho roxo. — ele da risada. — Não me lembro porque mais com toda certeza eu acho que mereci ele, quanto mais eu tentava ficar longe, mais eu sentia que queria ficar perto de você… e isso foi a mostra de que Yan Perrini Monteiro não vive sem você, sem vocês! — ele me olha nos olhos, levantando. — Sei que palavras nenhuma são capazes de te fazer me perdoar, pelo que te fiz passar, grávida do nosso filho… se não quiser me perdoar tudo bem amor! Eu sempre serei dependente de você, de vocês. Porque desde o dia que você sorriu pra mim a primeira vez, eu soube o quanto eu estava fodido! Eu sou completamente perdido é apaixonado por você, foi ali que nossa história começou. — ele aponta bobo pra minha barriga. — Você quer casar comigo? — ele me olha nervoso.

Eu não conseguia parar de sorrir boba mesmo com as lágrimas descendo, era o meu Yan ali, todo romântico cheio de surpresas.

— Eu também não vivo sem você — sussurrei em silêncio olhando pra ele todo lindo ali, de branco igual a mim — Eu deveria, aí calma Ohana — falo abanando meu rosto e respirando fundo — Te encher de soco nessa cara linda por ter me feito sofrer tanto, mais agora estamos kits né? Eu fui uma tremenda otária um tempão atrás sem aceitar que eu te queria e você agora esquecendo quem sou eu, mas parece que a gente já tá dependente um do outro, isso é amor Yan — sorrio pra ele toda boba — Aceito e agora sem calma nenhuma, não quero ficar longe de você, a gente não quer — sorri entre as lágrimas pra ele.

Ele sorri todo bobo, pondo a aliança no meu dedo. Mesmo rodeados de pessoas parecia que ali só tinha eu e ele.

Yan: Eu te amo! — ele me abraça, selando nossos lábios, em seguida passando a mão na minha barriga com carinho.

Alisei o rosto dele diversas vezes admirando como ele era lindo como eu precisava dele perto de mim.

— Eu te amo, Yan — falei fungando — Não faz mais isso nunca mais, por favor, não esquece da gente — ele passou o nariz dele no meu.

Yan: Eu prometo amor. — ele sorri pra mim, beijando minha mão.

Caos: O roxo na tua cara foi eu mermo. — o padrinho fala, fazendo nós todos rirem.

Minha aliança não era nada modesta nada discreta, era extremamente brilhosa, perfeita.

— Ele te bateu por que você me mandou ir embora amor — falei rindo cheirando ele.

Yan: E que batida, amassou meu rosto. — ele da risada, beijando meu rosto todo.

Liz: Agora vamos pra revelação pombinhos noivos da paz. — ela volta pro palco rindo. — Mamãe e papai podem ficar daquele lado. — ela aponta, tirando a caixa do palco.

Meu padrinho pegou o buquê e a gente foi pro centro de mãos dadas.

— Eu tô nervosa, tem ideia de nome amor? — falo baixinho pra ele.

Yan: Eduarda? — ele me olha, segurando minha mão se bobear está mais nervoso que eu. — Pra menino eu não pensei, meu pai está crente que é menina. — Ele fala rindo, olhando meu padrinho de rosa.

— Benício se for menino amor — sorrio nervosa — Ele quase nunca erra, mas vai que por ser neto ele errar — falo rindo.

Liz: Vamos meu casalzinho? — ela apareceu na minha frente com uma calça rosa e um top cropped azul toda de linda — Quero os dois ali no meio.

Real Vivência [M]  - Livro 3 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora