Beijo

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Naquela manhã, assim que acordei, caminhei até a sala e me deparei com a Maria Clara conversando com duas moças que, de imediato, pensei que eram as amigas dela.

Sei que eu resolvi tomar uma atitude bastante antiquada, prepotente, mal-educada e decididamente arrogante por ser muito impulsivo. Mas decidi ficar escutando o que elas estavam conversando.

Fiquei ouvindo tudo encostado na parede, e o meu desejo de ficar ouvindo a Maria Clara falando com aquela voz maravilhosa que só ela tinha não se cessava por nada.

E quando a Maria Clara começou a falar para as amigas dela sobre o homem que ela sonhava e queria ter na vida dela, algo bastante intenso, forte e verdadeiro gritava dentro de mim: esse homem era eu.

Mas eu sentia que era incapaz de revelar todos os meus sentimentos por ela. Algo me prendia e me impossibilitava de falar tudo aquilo que eu desejava dizer com convicção.

Os meus pensamentos eram um só e diziam, sem cessar:

"Me deixe ser esse homem, Maria Clara. Me deixe te mostrar que eu posso ser o homem certo para você..."

Então, quando a Maria Clara terminou de conversar com as amigas dela, eu resolvi me apresentar e fingir que não tinha escutado nada do que elas estavam conversando.

Gostei da Penha e da Lara, e senti uma grande curiosidade para ler um dos textos ou poemas que elas disseram que a Maria Clara escreve.

Então, depois que elas foram embora, a Maria Clara me convidou para ir ao campo de margaridas dela.

E eu não recusei esse pedido, porque jamais poderia negar alguma coisa àquela loirinha.

Portanto, quando a gente chegou naquele campo, eu reparei em como aquele lugar era bonito, e respirei um ar bastante bom e fresco.

Maria Clara começou a se divertir no campo, ela rodopiava, se sentia livre e sorria sem parar.

Então, a partir dali, eu percebi...

A beleza da Maria Clara à luz do sol era resplandecente. Enquanto ela corria e se divertia por entre as margaridas, eu só conseguia reparar em como ela era bela.

O rosto dela era tão lindo e tão ingênuo, parecia que ele havia sido esculpido por Deus, e foi assim mesmo que aconteceu, porque Deus só faz coisas perfeitas, e aquela loirinha linda era a prova disso.

E, modéstia à parte? Deus estava muito inspirado na criação dela. A Maria Clara era genuína e era belíssima!

Gosto de ver a simplicidade da Maria Clara enquanto ela brinca, correndo no campo de margaridas, como se nada mais houvesse ali.

Ela era uma beldade! Isso eu não poderia jamais, em hipótese alguma, negar.

Tive a certeza de que, naquele momento, eu faria absolutamente tudo por ela e chegaria ao extremo do impossível para dar o mundo inteiro para ela.

Agora, toda vez que eu fosse ver uma margarida, um sorriso brotaria dos meus lábios, porque eu de imediato iria me lembrar da minha querida loirinha curandeira.

A Maria Clara era tão bela que a beleza dela até poderia ser comparada ao brilho do sol e à misteriosa beleza da lua, que era envolvente.

Ela tinha o brilho do sol naqueles cabelos loiros, tinha os mistérios e segredos que a lua guardava para si nos olhos verdes dela, que pareciam uma belíssima grama verde onde os apaixonados poderiam caminhar de mãos dadas.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora