A ideia romântica do José e o sumiço do mapa

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Narrado pela Maria Clara:

Durante a minha vida, muitas coisas foram aprendidas, e dentre essas coisas, aprendi com os meus próprios passos o que é verdadeiramente ter um relacionamento, e decidir sair dele quando as coisas não parecem ser certas.

A gente sai de um relacionamento só depois de tentar, de dizer o que é importante, investir e não ter retorno. Reciprocidade definitivamente é a base, e se não há, então é melhor terminar.

E graças a Deus, o meu relacionamento com o José Fernandes tem reciprocidade para dar e vender.

Saímos do meu quarto depois do nosso café da manhã, e inclusive quem o trouxe dessa vez não foi a Tita, e sim uma serva do castelo que nos disse que a minha amiga estava ocupada na cozinha e não poderia vir nos servir.

Tive vontade de rir quando ela nos olhou com desconfiança por estarmos juntos no meu quarto, mas agora que eu me lembrei de tudo, eu jamais voltaria a querer ver o meu amado longe de mim.

Ele é meu marido, e sem dúvidas, o lugar dele é comigo.

Bom, mas não sei o motivo desses pensamentos me invadirem, mas eu estou achando a Tita muito estranha ultimamente, porque parece que ela está se afastando pouco a pouco de mim...

Mas depois eu vou conversar com ela.

José Fernandes e eu estávamos andando juntos de mãos dadas pelos corredores, e eu digo:

– Eu não quero me esquecer daqui, José, porque eu gostei desse reino tão bonito...

José Fernandes para de andar e eu paro na frente dele, vendo ele tirar delicadamente uma mecha do meu cabelo dos meus olhos e a colocando de trás da minha orelha.

– Eu acredito que o que vivemos nesse reino mágico chamado brilho luar intenso sempre viverá em nós dois – garantiu ele.

Assinto e digo:

– Verdade, mas se ao menos a gente levasse alguma coisa dele para o nosso mundo...

– Tipo o quê? – pergunta ele.

– Alguma lembrança bonita, inesquecível e única para nós – respondo, esperando por uma resposta positiva vinda dele.

José Fernandes ficou pensativo por alguns segundos e depois disse:

– Hummm, já sei o que fazer, se lembra da cachoeira?

Mordo o canto dos meus lábios com malícia, e digo:

– Claro que lembro, e me lembro até do que nós dois fizemos juntos em uma caverna perto dela quando nós nos abrigamos para nos protegermos da chuva...

– Você me seduziu, porque eu estava bem quietinho sentado em uma pedra, quando você veio com as suas saliências para cima de mim – brincou ele, me fazendo rir. – Mas tudo bem, porque afinal eu quis aquilo tanto quanto você, loirinha.

– Você é o homem da minha vida – digo, olhando para a roupa dele.

Instantaneamente levo as minhas mãos até os botões da roupa dele e a desabotoo, colocando a minha mão no peito dele. Ele coloca a mão dele em cima da minha e diz:

– Olha, se você continuar fazendo isso, eu vou ter que te levar pro seu quarto de novo, hein? E olha que nós estamos perto de lá.

Olho nos olhos dele e começo a dizer com sinceridade:

– Sabe? Eu amo a sua cor de pele, José, porque além dela ser linda e maravilhosa, ela é a cor de pele do homem que eu amo, ou seja, você.

Ele beija a minha testa e diz:

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora