Último capítulo - Maria Clara

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Narrado pela rainha Maria Clara:

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Narrado pela rainha Maria Clara:

Nem acredito que o José Fernandes e eu somos os reis de Jadya, depois de tudo o que vivemos e passamos juntos. Nós ficávamos comandando o reino de Jadya, dando sempre o nosso melhor pelos nossos súditos, e hoje eu vejo que tudo valeu a pena.

Entendo que o tempo estava destinado a passar. Sei que as mudanças são constantes, e quem somos nós para decretar o que é certo ou não? Que almas habitam nossos corpos para dizer: "Ah, meu caro tempo, não passe tão depressa assim"?

Não podemos pedir nada daquilo que já estava decretado a acontecer. Nunca poderemos exigir que o tempo pare por um breve momento, para que possamos aproveitá-lo melhor e com mais calma, porque a questão é que nós só devemos aproveitar o tempo que nos foi dado com o único propósito de viver.

Um dia, sei que tudo será desfeito e que só levaremos do mundo as nossas boas memórias e os bons momentos que vivemos ao lado das pessoas que conhecemos. Deus é quem escreve e define uma boa história, porque Ele é o melhor dos escritores.

Então, só nos resta levar do mundo aqueles bons sentimentos que aprendemos ao longo da vida, porque uma trajetória bem vivida é cheia de muitas coisas como, por exemplo, altos e baixos, dificuldades e avanços significativos para encontrarmos paz ao longo de caminhos turbulentos e opostos que às vezes se atraem sem nos darmos conta disso.

Sempre me disseram que eu não poderia me apaixonar por um príncipe, por nós dois sermos opostos um do outro. Mas acontece que o mundo é cheio de opostos que se completam, como, por exemplo, as trevas e a luz, o sol e a lua, o dia e a noite, que, mesmo que não concordem, estão sempre andando dois a dois para que esse mundo seja equilibrado.

"Uma curandeira não pode amar um príncipe, e um príncipe não pode amar uma curandeira." Isso sempre foi o que me disseram desde que descobriram do nosso envolvimento. Só que algumas pessoas simplesmente não entendem que no coração não se manda.

No mundo, de fato, há pessoas de línguas venenosas que só se importam em opinar sobre o que é certo ou errado, mas elas não são Deus para poderem decidir isso.

Deus não teria colocado esse amor que eu sempre senti pelo José Fernandes no meu coração se ele fosse algo impossível, porque sempre foi Deus o dono de tudo.

Sabem? Nós contamos aos nossos filhos a nossa história quando eles cresceram. No começo, eles até que não gostaram muito de descobrirem que a rainha Cláudia não gostava de mim, e até se revoltaram com ela por um breve momento, mas nós explicamos a eles sobre o valor do perdão, e eles entenderam.

Meus filhos amavam a avó deles, e não foi um erro que ela cometeu que conseguiu acabar com esse amor.

José Fernandes ensinou eles a usarem espadas, e eles aprenderam tudo direitinho, e ambos são muito bons e gostam dessa arma do jeitinho que o pai deles sempre gostou.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora