Apaixonado pela loirinha

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Existem coisas que eu sempre duvidei que fossem verdadeiras, e o amor era uma delas.

Eu nunca consegui acreditar nessa história de "ar faltando aos pulmões" só porque você viu a pessoa que, supostamente, você ama mais do que a si mesmo.

Jamais me convenci a acreditar nessa história que contam de que, quando a pessoa certa aparecer, você seria feliz pelo simples fato de ela existir no mesmo plano terrestre que você.

Nunca consegui acreditar quando me diziam que, quando a pessoa certa aparecesse pra mim, eu até seria capaz de dar a minha vida por ela, pois diziam que, para mim, nada mais significaria a não ser ELA.

Diziam que tudo ao meu redor iria perder o brilho e a cor só pelo fato de ela não estar comigo...

Asseguravam que a pessoa certa iria enxergar a mesma direção que eu.

Nunca consegui acreditar que um cara como eu um dia iria se apaixonar, mas a Maria Clara entrou na minha vida e despertou em mim um desejo insaciável de amar.

É, existe uma força incrível que se chama amor, e com essa força podemos enfrentar absolutamente todos os obstáculos que aparecerem. E por ela, eu enfrentaria.

Naquele dia, fiquei esperando o Inácio chegar com as novidades enquanto estava sentado na mesa do jardim, comendo uma boa refeição feita pela Inês.

Eu tinha acabado de receber os meus pais da aldeia que eles tinham visitado. Meu pai me ensinou algumas lições importantes na sala do trono, sobre sempre me colocar à disposição das pessoas do meu reino.

Meu pai, assim que chegou da visita àquela aldeia junto com minha mãe, na sala do trono, me deu instruções importantes e me ensinou sobre a lealdade que eu devo ter aos meus súditos.

Há um José Fernandes que eu odeio com todas as minhas forças, que é aquele do passado que vivia se colocando para baixo por causa das palavras ofensivas que ele recebia das pessoas.

Há um José Fernandes dentro de mim que eu rejeito com toda a alma, que é aquele que vivia chateado por ser sempre contrariado quando queria seguir o próprio caminho, sem que ninguém o enchesse de ordens e regras para serem obedecidas.

E, depois de um tempão ouvindo várias coisas importantes do meu pai, que acreditava fiel e cegamente que eu seria um ótimo rei no futuro, nem que para isso ele tivesse que colocar a coroa dele à força na minha cabeça, eu fui liberado.

– Entendeu, José? – perguntou meu pai. – Entendeu o que um rei deve fazer?

– Sim, pai – respondi. – Mas agora eu já posso ir? Estou com fome, quero ir para o jardim fazer uma refeição ao ar livre.

– Vá, meu filho – disse ele com um sorriso. – Estou bastante feliz e orgulhoso por você ter me ouvido com atenção para aprender lições valiosas para o seu futuro.

– Eu sempre te escutei, meu pai – digo com convicção.

– Para você, agora, com certeza esses assuntos são chatos e sem importância – meu pai respirou fundo e suspirou. – Mas, no futuro, se você tiver aprendido e entendido tudo que eu te ensinei, essas lições serão muito valiosas.

– Nunca te questionei, pai – digo com franqueza. – Reconheço a sua fidelidade, integridade e honestidade para com o reino de Jadya. E de verdade? Não sei se chegarei aos seus pés como rei, mas estou convicto das minhas lições. Disso não tenho dúvidas.

– Que bom, meu filho – diz ele, me olhando com orgulho. – Estou orgulhoso de você.

– Obrigado, pai – digo com sinceridade. – É ótimo ouvir elogios seus.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora