Narrado pela Maria Clara:
Tudo estava voltando a dar certo e retornando para a sua devida normalidade. A minha amiga Tita voltou a agir direito comigo e tudo estava sendo ótimo, mas agora só faltava uma coisa muito importante: organizar o casamento na cachoeira.
José Fernandes e eu fomos juntos na manhã seguinte conversar com o Peter, que estava no jardim do castelo, para pedirmos para que ele fosse fazer o papel de padre para o nosso casamento.
– Oi, Peter – disse José, de um jeito simpático.
Peter olhou para nós dois sorrindo e disse, depois de uma breve reverência que foi retribuída por nós:
– Oi, gente, que bom que estão aqui. E aí? Como vão levando a vida depois de terem recebido o alívio de terem recuperado o mapa de vocês?
Sorrio e digo:
– Estamos ótimos, Peter, e sabe de uma coisa? Há agora um convite que nós dois queremos te fazer.
– Sou todo ouvidos, Majestade – afirma ele.
– Peter... – começou José. – Você sabe que a Maria Clara e eu estamos querendo fazer a renovação dos nossos votos de amor nos casando na cachoeira, né?
– Sim, vocês me falaram sobre isso no jantar e eu fiquei muito feliz por isso – disse ele, com um sorriso.
Era verdade, ontem no jantar nós contamos a ele sobre os nossos planos, mas não o chamamos para ser ele a realizar a cerimônia. Mas agora criamos coragem e iríamos perguntar a ele se poderia fazer o que nós queremos que faça pela gente.
José Fernandes olha para mim e pergunta:
– E então, loirinha? Falo eu ou fala você?
– E se falássemos juntos? – sugiro.
José Fernandes assente e diz:
– Por mim, isso seria mais do que ótimo.
– Gente – disse Peter, nos interrompendo. – Desculpem, mas eu não estou entendendo nada do que vocês querem me falar.
Olhamos para ele e o José Fernandes disse:
– Peter, será que você gostaria...
– De nos casar na cachoeira? – completo o que ele dizia.
– E-Eu? – ele pergunta isso com um certo nervosismo e bochechas coradas ao perceber a intensidade daquele convite que o fizemos.
José Fernandes faz que sim e diz:
– Sim, meu amigo.
– E então, Peter? – pergunto – Você aceita nos casar? Aceita ser o nosso celebrante?
Peter abre um enorme sorriso e diz:
– Estão de brincadeira comigo? A honra será inteiramente minha. Ritos humanos não são nosso costume, é verdade, mas prometo que a união de vocês será digna das estrelas. E o melhor: dispensa magia, pactos e pergaminhos selados. Afinal, seus corações já são um só.
Sorrimos para ele, e o José Fernandes disse:
– Que bom que você sabe que a minha esposa e eu já nos pertencemos. Então, vamos nos apressar, porque ainda há muitas coisas para organizar em relação a esse casamento.
– Gente – disse ele, nos olhando com encanto. – Diante da cachoeira, amor vira eternidade. Essa lembrança que desejam será banhada em luz e som, abençoada pelas águas que nunca param. Inesquecível para vocês, inesquecível para mim.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
