Proposta maldita

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Narrado pelo José Fernandes:

Naquela manhã, fui para o trabalho avisar ao Ícaro que eu estava de volta. Cheguei na ferraria e logo o vi.

– Voltei, Ícaro! – falei, chamando a atenção dele para mim.

Ícaro me viu, correu até mim, me abraçou muito feliz, e depois do abraço, ele disse:

– Que saudades, José! Como foi com os seus pais?

– Péssimo – respondo com tristeza. – Eles nunca vão mudar, Ícaro, principalmente a minha mãe.

Ícaro me olhou com tristeza e perguntou:

– O que aconteceu?

– Descobri que a minha mãe ameaçou a Maria Clara de morte se ela quisesse continuar se envolvendo comigo – revelei isso com uma grande tristeza, que era notada de longe se prestassem atenção.

– Ah, meu Deus, José! – exclama meu patrão. – Eu sinto muito por tudo isso...

– Tudo bem, meu amigo – toco o ombro dele. – Mas o que importa é que eu estou de volta.

– Senti saudades, José – disse ele, como se fosse um pai vendo o regresso de um filho. – Você é muito talentoso para fazer armas, e eu queria te perguntar uma coisa...

– Que coisa? – pergunto com curiosidade.

– Você quer tentar fazer a sua primeira espada hoje? – pergunta ele com um sorriso.

– O quê? – sorrio, sentindo uma empolgação me invadir. – E o senhor acha que eu já estou pronto para isso?

– Acho que você está mais do que pronto – disse ele com convicção. – Anda, venha, e enquanto a gente faz isso você pode conversar comigo sobre o que está achando da sua experiência, está bem?

– Tenho o melhor chefe do mundo, sim? Ou com certeza? – pergunto de um jeito brincalhão, o fazendo rir.

– Com certeza – afirma ele. – Mas quem faz o professor é o aluno.

Sorrio para ele, e fomos juntos fazer a espada. Ícaro começou a me dar várias instruções sobre como começar. Aqueci o metal, depois ele foi prensado, martelado e mergulhado na água para poder ser moldado conforme queríamos.

Eu estava adorando essa experiência de estar fazendo a minha própria espada. Eu estava fazendo a minha arma preferida por conta própria, e isso era incrível.

Depois, aquecemos a barra de aço para que ela ficasse maleável. Dei marteladas nela para modelar o metal e, finalmente, formar a lâmina.

Ícaro me perguntou se eu preferia que o cabo da lâmina da espada fosse de metal ou madeira, mas eu disse que o de metal era melhor. Então, assim fizemos, e a espada ficou pronta. E ficou perfeita.

– Uau – disse Ícaro, arregalando os olhos dele completamente surpreso. – Não consigo acreditar que você conseguiu fazer tão rapidamente assim uma espada, José Fernandes!

Olho para Ícaro e questiono:

– Por que você diz isso, Ícaro?

– É que quando eu fiz a minha primeira espada, ela ficou torta – disse ele, rindo e me fazendo rir também.

– Espadas são as minhas armas preferidas – digo sorrindo. – E ter feito uma dessas armas que eu tanto gosto hoje foi algo fascinante.

– Escuta – disse Ícaro. – Você quer levar essa espada para Maria Clara ver?

– O quê? – questiono. – O senhor me permite?

– Rapaz, essa é a sua primeira espada – disse ele, animado. – Então, isso é algo muito especial para mostrar a alguém que você gosta.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora